Abnega\u00e7\u00e3o: Exig\u00eancia indispens\u00e1vel para ser disc\u00edpulo de Jesus [Mt_10,37] [Mt_16,24] [Mt_19,17] [Mt_19,29] [Mc_8,34] [Lc_9,23]. Tomar a cruz e seguir a Jesus [Mt_16,24] e paralelos; crucificar a pr\u00f3pria carne [Gl_5,24]; preferir os interesses de Cristo aos pr\u00f3prios [Mt_10,37] [Lc_14,26] s\u00e3o outras tantas express\u00f5es neotestament\u00e1rias da abnega\u00e7\u00e3o crist\u00e3. S\u00e3o Paulo recomenda-a encarecidamente [Rm_6,12-13] [1Cor_7,29-31] [Tt_2,12].
Ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as: \u00c9 a resposta do homem aos dons de Deus, \u00e0s maravilhas operadas por Deus na Hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. \u00c9 feita de gozo, de venera\u00e7\u00e3o, de reconhecimento, de louvor [Ex_15,1-21] [Dt_32,43] [1Cr_16,8-36] [Is_12,1-6] [Is_25,1-4] [Is_63,7] [Jr_20,13] [Sl_92,1] [Sl_95,1-7] [Sl_116,17] [Sl_136,1] [Sl_138,1]. No AT aparece estreitamente relacionada com o conceito de b\u00ean\u00e7\u00e3o [1Cr_29,10-13] [Ne_9,5] [Tb_13,1-8] [Sl_28,6-7] [Sl_66,8] [Sl_66,20] [Sl_68,20] [Sl_68,27] [Sl_100,4] [Sl_103,1] etc. Mas \u00e9 sobretudo com a chegada da era messi\u00e2nica quando o homem, em Cristo, por Cristo e com Cristo e sob a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, pode tributar ao Pai uma ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as perfeita [Jo_11,41] [Rm_1,8] [Rm_7,25] [Ef_5,20] [1Ts_5,18] [1Cor_1,4] [Fl_1,3] [Cl_1,3] [Cl_3,17] ver [2Cor_1,3] [Ef_1,3].
Acep\u00e7\u00e3o de pessoas: Defeito reprovado pela Lei [Lv_19,15] [Pr_28,21] que recomenda com insist\u00eancia a imparcialidade, sobretudo aos ju\u00edzes [Dt_1,17] [Pr_24,23]. Deus \u00e9 modelo de imparcialidade [Dt_10,17] [Job_34,19] [Eclo_35,11-23] [Act_10,34] [Rm_2,11] [Gl_2,6] [Ef_6,9] [Cl_3,25] [1Pd_1,17]. No NT elogia-se tamb\u00e9m a imparcialidade de Jesus [Mt_22,16] e paralelos, que todos os crist\u00e3os devem imitar [Tg_2,1-9].
Adivinha\u00e7\u00e3o. Adivinho: Pr\u00e1tica e of\u00edcio bastante comuns entre os povos vizinhos de Israel [Gn_41,8] [Ex_7,11] [Ex_7,22] [Is_47,12] [Dn_2,2] [Dn_2,27] mas severamente proibidos aos judeus [Lv_19,26] [Dt_18,9-14] [1Sm_28,7] [1Sm_28,15] [1Sm_28,21] [Jr_27,9] [Ml_3,5] [Act_8,9] [Act_8,11].
Adora\u00e7\u00e3o: \u00c9 a reac\u00e7\u00e3o do homem, pequeno e pecador, diante da proximidade e grandeza de Deus. Nela se entrela\u00e7am ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as e homenagem [Gn_24,48] [Sl_95,1-6], venera\u00e7\u00e3o e respeito [Sl_5,8] [Dn_6,11] [Ap_4,5-8]. Esta atitude interior manifesta-se em gestos exteriores como o sacrif\u00edcio [Gn_22,5-8] [1Sm_1,3] [2Rs_17,36], a prostra\u00e7\u00e3o [2Sm_12,20] [2Sm_15,32] [Ex_4,31] [Dt_26,10] [Sl_96,9] [Sl_99,1-5] e o canto [2Cr_29,28] [Eclo_50,16-18]. S\u00f3 o Senhor deve e pode ser adorado [Ex_34,14-16] [Dt_4,19-20] ver [Est_3,2-5] [Mt_4,10]. Adorar as criaturas, sejam anjos [Ap_19,10], homens de qualquer classe [Dn_3,18] [Act_10,25-26] [Ap_13,48] ou outros seres da natureza [Ex_34,14-17] [Lv_26,1] \u00e9 severamente proibido e pode constituir pecado grave. Mas Jesus Cristo, reconhecido pela f\u00e9 como verdadeiro Filho de Deus, Ele sim \u00e9 objecto de adora\u00e7\u00e3o [Mt_28,9] [Mt_28,17] [Jo_9,38] [Fl_2,9-11]. Por sua vez, Jesus Cristo ensina que a aut\u00eantica adora\u00e7\u00e3o h\u00e1-de ser interior, \u00abem esp\u00edrito e verdade\u00bb [Jo_4,24] ver [Jo_2,19-22].
Adult\u00e9rio: \u00c9 a trai\u00e7\u00e3o ao amor prometido e selado com o matrim\u00f3nio. Proibido em todos os c\u00f3digos, tanto profanos como religiosos, da antiguidade, a B\u00edblia condena-o sem remiss\u00e3o [Ex_20,14] [Lv_18,20] [Lv_20,10] [Dt_5,18] [Dt_22,22] [Pr_2,16] [Eclo_23,22-23]. Jesus renova a condena\u00e7\u00e3o [Mt_5,27-32] [Mt_19,18] [Mc_10,11] [Lc_16,18] mas est\u00e1 aberto ao perd\u00e3o [Jo_8,10-11]. A mesma reprova\u00e7\u00e3o vem noutras passagens do NT [Rm_2,22] [1Cor_6,9] [Hb_13,4]. O espec\u00edfico da B\u00edblia \u00e9 considerar como adult\u00e9rio espiritual a idolatria enquanto infidelidade a Deus [Is_57,3-11] [Jr_3,1-13] [Jr_13,26-27] [Ez_23,1] [Os_2,4-15] [Mt_12,39] [Mt_16,4] [Mc_8,38] [Tg_4,4] [Ap_2,21-22] [Ap_17,1-2].
\u00c1gua: Pela sua pr\u00f3pria natureza, e enquanto criatura insigne de Deus [Gn_1,2] [Gn_1,7] [Gn_1,9] [Pr_8,27-29] [1Pd_3,5] ver [Sl_104], apresenta-se na B\u00edblia como elemento vivificante [Gn_2,5-6] [Gn_2,10-14] [Dt_11,14] [Jr_5,24] [Is_30,23] [Is_30,25] [Job_5,10] ou tem\u00edvel [Gn_7,11-12] [Gn_7,17-24] [Job_12,15] [Sl_32,6], segundo os casos. Da\u00ed que a \u00e1gua seja na B\u00edblia um elemento simb\u00f3lico de primeira ordem para significar algumas vezes a b\u00ean\u00e7\u00e3o divina [Dt_28,12] [Lv_26,3-4] [Gn_27,28] [Sl_132,2-3] [Ap_22,1-2] "paralelamente, a falta de \u00e1gua  interpreta-se como sinal de maldi\u00e7\u00e3o [Dt_28,23-24] [Lv_26,19] [Is_19,5-7] [Ez_4,16-17]"; outras vezes simbolizar\u00e1 a desgra\u00e7a que se abate sobre o homem [Sl_18,5] [Sl_18,17] [Sl_42,8] [Sl_124,4-5] [Sl_144,7] e outras, finalmente, a efic\u00e1cia purificadora e vivificante da ac\u00e7\u00e3o divina [Nm_8,7] [2Rs_5,10-14] [Ez_47,1-12] [Is_44,3-4] [Jr_17,8] [Jo_4,10-14] [Jo_7,37-39] [Jo_19,34] [1Cor_10,4]. Este \u00faltimo \u00e9 v\u00e1lido especialmente para as \u00e1guas baptismais [Mt_3,11] e paralelos; [Mt_28,19] [Jo_3,5] [Act_22,16] [1Cor_6,11] [Ef_5,26] [Hb_10,22].
Alegria: A B\u00edblia descreve as alegrias humanas, quer leg\u00edtimas [Jz_9,13] [Is_16,10] [Jr_33,11] [Sl_113,9] [Sl_126,1] [Pr_5,18] [Eclo_2,24] [Eclo_3,12] [Eclo_3,22] [Eclo_5,18-19] [1Mac_4,11] [Jo_16,21] quer reprov\u00e1veis [Mc_14,11] [Lc_23,8] [Jo_16,20] [Ap_11,10]. Mas sobretudo proclama Deus fonte e sustento da aut\u00eantica alegria [Jr_7,34] [Sl_95,1] [Sl_96,11-12] [Sl_104,31-34] [Fl_4,4].  Por isso, a alegria transbordar\u00e1 quando Deus mostrar a sua for\u00e7a salvadora entre os homens [Is_9,2] [Is_35,1-10] [Is_49,13] [Is_55,12] [Is_65,17-25]. Com Jesus Cristo, a alegria alcan\u00e7a a plenitude escatol\u00f3gica [Lc_1,28] [Lc_1,44] [Lc_1,47] [Lc_2,10] [Lc_10,21] [Jo_16,20-22] [Jo_17,13] [Act_13,52] [Rm_12,12] [Rm_14,17] [Rm_15,13] [2Cor_1,3-7] [Gl_5,22] [Ap_18,20] [Ap_19,1-10].
Alian\u00e7a: Palavra chave e ponto de partida de todo o pensamento religioso b\u00edblico. O Deus da B\u00edblia \u00e9 um Deus que quer estabelecer, e estabelece, um pacto de amor e de fidelidade com os homens. Tudo se desenrola atrav\u00e9s de um gigantesco processo hist\u00f3rico, complexo, maravilhoso e com frequ\u00eancia desconcertante. Em [Gn_9,9] [Gn_15,1-21] e [Gn_17,1-21] \u00e9 antecipado o tema da alian\u00e7a, acontecimento que conhece o seu ponto culminante na incompar\u00e1vel experi\u00eancia religiosa do Sinai [Ex_19,1] - [Ex_20,1] [Ex_24,1] [Dt_5,1]. A partir desse momento, a chamada f\u00f3rmula da alian\u00e7a \u00abEu serei o vosso Deus e v\u00f3s sereis o meu povo\u00bb ser\u00e1 uma constante na revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica [Ex_6,7] [Lv_26,12] [Dt_26,16] [Dt_19,1] [Dt_29,12] [2Sm_7,24] [Jr_7,23]. Nos momentos cruciais da Hist\u00f3ria israelita assistimos \u00e0 renova\u00e7\u00e3o da alian\u00e7a nos pr\u00f3prios dias de Mois\u00e9s [Ex_34,10-28], nos tempos de Josu\u00e9 [Js_8,30-35] [Js_24,1-28], nos tempos de David [2Sm_7,8-16] [2Sm_23,5] e de Salom\u00e3o [1Rs_8,14-29] [1Rs_8,52-61], nos tempos de Jo\u00e1s e, sobretudo, de Josias ([2Rs_11,17] [2Rs_23,1-33]), e nos tempos da  restaura\u00e7\u00e3o do p\u00f3s-ex\u00edlio [Ne_8,1-18]. Mas as repetidas infidelidades do povo e os consequentes _castigos [2Rs_17,7-23] [2Rs_23,26-27] [Jr_22,9] [Ez_16,15-52] fazem com que os profetas anunciem uma alian\u00e7a nova [Is_42,6] [Is_55,3] [Is_59,21] [Is_61,8] [Jr_31,31-34] [Jr_32,40] [Ez_16,62] [Ez_36,24-28] [Ez_37,26-27] [Ml_3,1]. \u00c9 a nova alian\u00e7a, que tem Jesus Cristo, no mist\u00e9rio da sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, como art\u00edfice e mediador [Mt_26,28] [Mc_14,24] [Lc_22,20] [1Cor_11,25] e que por isso mesmo j\u00e1 n\u00e3o deixar\u00e1 o homem sob a escravid\u00e3o da letra [2Cor_3,6] e da Lei [Gl_4,21-31]. Alian\u00e7a selada com o sacrif\u00edcio irrepet\u00edvel e pessoal de Cristo [Act_15,11] [Rm_8,3-5] [Hb_8,6-13], o qual lhe confere uma efic\u00e1cia salvadora definitiva [Act_13,38] [Rm_8,3] [Gl_3,10-12].
Alma: Os termos b\u00edblicos, tanto hebraicos como gregos, que habitualmente se traduzem por \u00abalma\u00bb n\u00e3o designam, pelo menos na perspectiva semita, uma parte do homem, mas o homem inteiro enquanto ser vivo. O homem n\u00e3o tem \u00abalma\u00bb, ele \u00e9 \u00abalma\u00bb, um ser vivo. Vida que tem de ser conservada [Js_9,24] [1Sm_19,11] [Sl_6,5] [Sl_35,4] [Sl_38,13] [Lc_21,19] [Act_27,34] [Mt_2,20] [Rm_11,3] e, por outro lado, enquanto simples valor terreno, n\u00e3o deve ser motivo de preocupa\u00e7\u00f5es excessivas [Mt_10,39] [Mt_16,25-26] [Lc_14,26] [Lc_17,33] [Jo_12,25]. Neste sentido, \u00absalvar a alma\u00bb \u00e9 alcan\u00e7ar a vida eterna para toda a realidade humana  [Tg_1,21] [1Pd_5,20] [Hb_10,39].
Altar: Na religi\u00e3o da B\u00edblia, como em todas as religi\u00f5es, o altar \u00e9 o lugar do sacrif\u00edcio e, portanto, sinal da presen\u00e7a divina [Gn_8,20] [Gn 12,7] [Gn_13,18] [Gn_26,25] [Ex_17,15] [Ex_20,24-25]. Por consequ\u00eancia, os altares dos falsos deuses devem ser destru\u00eddos [Ex_34,13] [Dt_7,5] [Jz_6,25] [2Rs_10,27]. No culto israelita ocupam lugar destacado o altar do incenso [Ex_30,1-10] e o dos holocaustos [Ex_38,1-7]. Na nova alian\u00e7a, Deus tornou-Se presente em Cristo, e j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 altar sen\u00e3o o pr\u00f3prio Cristo, o qual \u00e9 tamb\u00e9m, ao mesmo tempo, v\u00edtima e sacerdote [Jo_2,21] [Jo_17,19] [1Cor_10,16-21] [Hb_13,10] [Ap_6,9].
\u00c1men: Palavra de origem hebraica que indica firmeza, veracidade, ades\u00e3o, seguran\u00e7a. Neste sentido, o pr\u00f3prio Deus \u00e9 chamado o \u00ab\u00c1men\u00bb enquanto fiel e veraz [Is_65,16]. Dito por homens, pode ter um sentido de compromisso [Nm_5,22] [Dt_27,15] [1Rs_1,36] [Jr_11,5] e tamb\u00e9m de aclama\u00e7\u00e3o [Ne_8,6] [Tb_8,8] [1Cr_16,36]. No NT tem com frequ\u00eancia este  \u00faltimo sentido [Rm_1,25] [Gl_1,5] [Hb_13,21] [2Pd_3,18] [Ap_7,12] mas n\u00e3o a respeito de Jesus, \u00abtestemunha fiel e verdadeira\u00bb [Ap_3,14] e \u00ab\u00c1men de Deus\u00bb [2Cor_1,19-20] em cujos l\u00e1bios o termo \u00ab\u00e1men\u00bb recupera a for\u00e7a original de afirma\u00e7\u00e3o s\u00f3lida e inquestion\u00e1vel ([Mt_5,18] [Mt_6,16] [Mt_10,15] [Mt_13,17] etc.; [Jo_1,51] [Jo_3,3] [Jo_3,5] [Jo_5,19] [Jo_6,26] etc.).
Amizade: (ver Amor) Quando \u00e9 aut\u00eantica, \u00e9 uma das manifesta\u00e7\u00f5es mais genu\u00ednas do amor, e a B\u00edblia n\u00e3o lhe regateia elogios [Ex_33,7] [Pr_17,17] [Eclo_6,15-17] [Eclo_7,18]. \u00c9 proverbial a amizade entre David e J\u00f3natas [1Sm_18,1-4] [1Sm_19,1-7] [1Sm_20,1-40] [2Sm_1,25] [2Sm_9,1] [2Sm_21,7]. Mas existem tamb\u00e9m falsos amigos e amizades ilus\u00f3rias [Job_19,19] [Sl_38,12] [Sl_41,10] [Sl_55,13-14] [Eclo_6,8-13] [Eclo_12,9] [Eclo_37,1-5]. Deus \u00e9 o modelo e a fonte da verdadeira amizade [Ex_33,8] [Is_41,8] ver [Gn_18,17], amizade que em Jesus se reveste de um rosto humano [Jo_3,11-35] [Jo_15,13-15].
Amor: A B\u00edblia conhece e valoriza (positiva o negativamente, segundo os casos) a realidade humana do amor nas suas diversas manifesta\u00e7\u00f5es [Gn_2,23-24] [Gn_22,1] [Gn_24,1] [Gn_34,2-5] [Jz_14,16] [Rt_3,10] [1Sm_1,5] [1Sm_1,8] [1Sm_18,1-3] [1Sm_20,17] [2Sm_1,23] [2Sm_1,26] [2Sm_3,16] [2Sm_12,15-25] [2Sm_13,4-17] [2Sm_19,1-5] [1Rs_11,1-2] e todo o C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos; [Pr_5,18-19] [Eclo_9,1-9] [Dn_13,8-14] [1Cor_7,3-5] [1Cor_7,33-34] [Ef_5,28-33] [Tt_2,4]. Mas a B\u00edblia \u00e9 sobretudo um imenso poema ao amor enquanto realidade religiosa e transcendente. Define a Deus como amor que se comunica [1Jn_4,8] [1Jn_4,16]. Deus cria o mundo e mant\u00e9m-no na exist\u00eancia por amor [Sl_136,1] [Sap_11,23-26]. Por amor elege um povo como portador de salva\u00e7\u00e3o, liberta-o, introdu-lo na terra da promiss\u00e3o. Amima-o com carinho maternal, e at\u00e9 quando o castiga f\u00e1-lo por amor [Dt_7,7-15] [Dt_10,15] "ver [Ex_34,6-7]"; [Is_5,1-7] [Is_49,14-16] [Is_54,4-10] [Jr_3,1] [Jr_31,18-20] [Ez_23,1] [Os_2,1] - [Os_3,1] [Os_11,1-9] [Sl_80,1]. Por amor envia o seu Filho ao mundo [Jo_3,16] e submete-O a uma morte dolorosa [Rm_5,6-10] [Rm_8,32] [Ef_2,4] [1Jn_4,9-10] [1Jn_4,16-21]. Amor de Deus que se torna vis\u00edvel, pr\u00f3ximo e ardente na pessoa de Cristo [Jo_13,1] [Jo_13,34] [Jo_15,9] [Jo_15,13] [Jo_17,23] [Ef_3,19] [Ef_5,2] [Ef_5,25] [Gl_2,20] [Tt_2,4-6]. A este amor de Deus, o homem h\u00e1-de responder com o seu pr\u00f3prio amor. Amar a Deus sem limites, sem nada reservar para si [Dt_6,5-9] [Dt_10,12-13] [Dt_30,6] [Dt_30,15-20] [Sl_31,24] [Sl_116,1] [Eclo_2,12-16] [Mt_22,37] [1Jn_5,1-3]. Amar a Jesus caminhando atr\u00e1s d'Ele [Mt_4,18-22] e paralelos; [Jo_1,39-43] [Jo_21,15-21] guardando a sua palavra [Jo_14,15] [Jo_14,21] [Jo_14,23-24] [Jo_15,9-10] ver [1Jn_5,1-2], renunciando a tudo [Mt_10,37] [Mc_10,17-21] [Lc_14,25-27] [1Cor_16,22]. E amar os homens como irm\u00e3os [Lv_19,18] [Lv_19,34] [Dt_10,18-19] [Mc_12,28-33] e paralelos; [Jo_13,34-35] [Jo_15,12], [Jo_15,17] [1Jn_2,7-11] [1Jn_3,11-24] [1Jn_4,7-21] [1Ts_4,9-10], todos os homens [1Ts_3,12] n\u00e3o s\u00f3 os amigos, familiares e benfeitores, mas tamb\u00e9m os desconhecidos [Lv_19,34] [Mt_5,46-48] [Lc_6,32-34] [Lc_14,12-14] inclusive os inimigos [Mt_5,43-45] [Lc_6,27-29] [Rm_12,14] [Rm_12,17-21]; amar especialmente os mais pequenos, os indefesos, os marginalizados [Ex_22,20-26] [Ex_23,4-12] [Is_1,17] [Jr_22,16] [Ez_18,5-9] [Am_1,1] [Am_2,1] [Ml_3,5] [Pr_14,21] [Mt_10,42] [Mt_18,5-6] [Mt_18,10-14] [Mt_25,31-46] [Lc_10,27-37] [Fm_6,1] [Fm_7,1] [Tg_1,27] [Tg_2,1-9], e tendo em tudo Jesus por modelo [Jo_13,34] [Jo_15,12] [2Cor_5,14]. Resumindo, o amor na sua dimens\u00e3o religiosa aparece na B\u00edblia como a grande palavra que tudo explica e compendia. J\u00e1 nos tempos da antiga alian\u00e7a [Ex_34,6-7], mas sobretudo nos tempos da nova alian\u00e7a [Mt_22,40] [Rm_13,8-10] [Gl_5,13-14] [1Cor_13,1-13] [Cl_3,14].
An\u00e1tema: Palavra de origem grega que, etimologicamente, designa algo consagrado \u00e0 divindade ([Jz_16,23] [2Mac_9,16] [Lc_21,5]). O uso mais frequente na B\u00edblia refere-se \u00e0s pessoas ou coisas que devem ser destru\u00eddas em homenagem a Deus ([Dt_7,1-5] [Dt_20,16] [Js_6,3] [Js_7,1] [Js_7,10-15] [Js_8,26] [1Sm_15,3] [1Sm_15,18]). Com o tempo passou a ser sin\u00f3nimo de exclus\u00e3o da comunidade, e de pessoa ou coisa maldita ([Esd_10,8] [Rm_9,3] [1Cor_12,3] [1Cor_16,22] [Gl_1,8-9]).
Anci\u00e3o: Com esta palavra designa-se em primeiro lugar o homem ou mulher de idade avan\u00e7ada [Gn_18,11] [Gn_27,2] [1Sm_ 2,22] [Is_20,4] [Pr_17,6] [Lc_1,18] [Jo_8,9] [Tt_2,2-3] [Fm_9,1]. A B\u00edblia atribui \u00e0 b\u00ean\u00e7\u00e3o divina alcan\u00e7ar uma velhice feliz [Gn_15,15] [Dt_5,16]. Mas como os muitos anos d\u00e3o experi\u00eancia e sabedoria, na tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica, tal como nas restantes culturas antigas, anci\u00e3o passa a ser sin\u00f3nimo de homem experimentado, com capacidade para aconselhar e dirigir validamente uma comunidade [Ex_3,16] [Ex_3,18] [Ex_12,21] [Ex_17,5] [Ex_18,21-26] [Nm_11,16-17] [Nm_11,24-25] [Nm_11,30] [Dt_21,2] [1Sm_8,4] [2Sm_3,17] [2Sm_17,4] [Esd_10,14] [Eclo_8,9] [Eclo_25,3-6]. Na maioria destas passagens, mais que a indiv\u00edduos isolados, faz-se refer\u00eancia a um grupo institucionalizado, no qual nem todos os seus componentes devem necessariamente ter idade avan\u00e7ada. S\u00e3o os \u00abanci\u00e3os\u00bb, ou conselho dos anci\u00e3os (Sin\u00e9drio) a que aludem com frequ\u00eancia os Evangelhos e os Actos [Mt_16,21] e paralelos; [Mt_21,23] e paralelos; [Mt_26,3] e paralelos;  [Mt_27,1] e paralelos; [Mt_27,3] [Mt_27,12] [Mt_27,20] [Mt_27,41] [Mt_28,12] [Lc_7,3] [Act_4,8] [Act_4,23] [Act_6,12] [Act_23,14] [Act_24,1] [Act_25,15]. Este significado de dirigente e animador da comunidade, sem demasiada \u00eanfase na idade avan\u00e7ada, \u00e9 o que existe na Igreja crist\u00e3 [Act_11,30] [Act_14,23] [Act_15,2] [Act_15,4] [Act_15,22-23] [Act_16,4] [Act_21,18] [Tg_5,14] [1Pd_5,1] [2Jn_1,1] [3Jn_1,1] como passagem pr\u00e9via para o sentido t\u00e9cnico de sacerdote, que hoje tem o termo \u00abpresb\u00edtero\u00bb = originariamente \u00abanci\u00e3o\u00bb [1Tm_5,17] [1Tm_5,19] [Tt_1,5]. Deus \u00e9 chamado, no livro de Daniel, \u00abAnci\u00e3o\u00bb [Dn_7,9] e no Apocalipse de S\u00e3o Jo\u00e3o mencionam-se 24 anci\u00e3os, provavelmente como s\u00edmbolo do que h\u00e1 de mais nobre na humanidade nova reordenada por Cristo para Deus [Ap_4,4] [Ap_4,10] [Ap_5,5] [Ap_5,6] [Ap_5,8] [Ap_5,11] [Ap_5,14] [Ap_7,11] [Ap_7,13] [Ap_11,16] [Ap_14,3] [Ap_19,4].
Anjo: A presen\u00e7a dos anjos \u00e9 constante na B\u00edblia, desde a primeira p\u00e1gina [Gn_3,24] [Gn_16,7-11] at\u00e9 \u00e0 \u00faltima [Ap_22,8] [Ap_22,16]. S\u00e3o apresentados como seres superiores aos homens, postos ao servi\u00e7o de Deus para O louvarem [Is_6,24] [Lc_2,13] [Ap_15,11] e para desempenharem o of\u00edcio de mensageiros seus junto dos homens [Job_1,6] [Lc_2,9-10] [Hb_1,5-14]. Poder-se-ia pensar, sem mais, que estes seres s\u00e3o simplesmente uma representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica de Deus e dos seus atributos, da sua gl\u00f3ria e do seu poder [Ez_10,15] [Sl_18,10-11] [Sl_80,2] [Sl_99,1-2] [Ap_7,1-2], da permanente actividade divina no mundo [Sl_103,20] [Dn_8,15-19] [Dn_9,21-24] [Dn_10,13] [Dn_10,21] [Zac_1,8-17] [Mt_24,31], da sua provid\u00eancia amorosa sobre os homens e as coisas [Tb_12,15-20] [Mt_18,10] [Lc_16,22] [Act_12,7-11] [Ap_12,7-8]. Isto vale sobretudo para a express\u00e3o \u00abanjo do Senhor\u00bb frequente no AT [Gn_16,7] [Gn_16,13] [Gn_12,11] [Ex_3,2] [Jz_2,1] [Jz_2,4] [Jz_6,11-24] e presente no Novo [Mt_1,20] [Mt_1,24] [Mt_2,19] [Mt_28,2] [Lc_1,11] [Lc_2,9] [Jo_5,4]. N\u00e3o obstante, o facto de todo o NT e Jesus em particular mencionarem muitas vezes os anjos como seres reais e activos, pode levar a pensar que n\u00e3o se trata apenas de simples s\u00edmbolos [Mt_4,11] [Mt_22,30] [Mt_25,31] [Lc_1,19] [Lc_1,26] [Lc_2,15] [Lc_15,10] [Gl_3,19] [2Tes_1,17] [1Tm_5,21] [Ef_1,21] [Cl_2,18] [Hb_2,2-5] etc.
Anticristo: O voc\u00e1bulo aparece s\u00f3 nas cartas de S\u00e3o Jo\u00e3o [1Jn_2,18] [1Jn_2,22] [1Jn_4,3] [2Jn_7,1]; a realidade \u00e9 evocada tamb\u00e9m noutras passagens [Mc_13,14] [2Ts_2,3-12] [Ap_13,4-18]. \u00c9 o equivalente ao anti-Deus do AT [Is_27,1] [Ez_28,2] [Ez_38,1] [Ez_39,1] [Dn_7,8] [Dn_9,27] [Dn_11,36] e nele se personifica a oposi\u00e7\u00e3o mais radical a Cristo e ao seu reino.
Apocalipse: Tanto o substantivo como o verbo correspondente t\u00eam o significado geral de revelar, manifestar, descobrir alguma coisa [Lc_2,32] [Lc_2,35] [Mt_10,26] [Mt_16,7] [Jo_12,38] [Rm_1,17-18] [1Cor_3,13] [1Cor_14,6] [Gl_1,12] [Gl_2,2]etc. Utiliza-se especialmente para evocar a revela\u00e7\u00e3o tanto do Ser como dos des\u00edgnios mais profundos de Deus [Dn_2,23] [Mt_11,25-27] [Jo_12,14] [Rm_16,25] [1Cor_2,10] [Ef_1,17] [Ef_3,3] em rela\u00e7\u00e3o sobretudo com a gloriosa manifesta\u00e7\u00e3o de Deus e de seu Filho Jesus Cristo no termo da Hist\u00f3ria humana [Rm_2,5] [Rm_8,19] [1Cor_1,7] [2Ts_1,7] [1Pd_1,7] [1Pd_1,13] [1Pd_4,13] [Ap_1,1].
Ap\u00f3stolo: \u00c9 o t\u00edtulo com que o NT digna os Doze que Jesus escolheu para o acompanharem mais de perto [Mc_3,14] [Act_1,21] e para lhes confiar a miss\u00e3o de anunciarem ao mundo o Reino de Deus [Mt_10,2-7] [Mc_3,14-19] [Lc_6,13-16] [Ap_21,14]. Na realidade, o ap\u00f3stolo por antonom\u00e1sia \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo enquanto enviado pelo Pai para salvar o mundo [Jo_3,17] [Jo_3,34] [Jo_5,36] [1Jn_4,9] [1Jn_4,14] [Rm_8,3] [Gl_4,4] [Hb_3,11]. O NT d\u00e1 o t\u00edtulo de ap\u00f3stolo a outras pessoas que se destacam pela sua actividade mission\u00e1ria [Rm_16,7] [2Cor_8,23] [Act_14,4] e de modo especial f\u00e1-lo com Paulo, o qual reivindica com energia a sua condi\u00e7\u00e3o de ap\u00f3stolo em total igualdade com os Doze [Rm_1,1] [1Cor_1,1] [1Cor_9,1-5] [1Cor_15,8-10] [Gl_1,1] [Gl_1,16-17] [Gl_2,8] [1Tm_2,7].
Arrependimento: (ver Convers\u00e3o).
Autoridade: Designa em primeiro lugar e antes de mais a soberania absoluta de Deus sobre o Universo por Ele criado [Gn_1,1] [Gn_2,4] [Pr_8,14-16] [Eclo_10,4] [Rm_13,1]. Deus comunica-a ao homem [Gn_1,28], aos pais [Ex_20,12] [Ef_6,1-3] [Cl_3,20], aos patr\u00f5es [Gn_16,9] [Ef_6,5-9], aos dirigentes da comunidade [Nm_11,24-25], mesmo que n\u00e3o sejam israelitas [1Rs_19,15] [2Rs_8,9-13] [Jr_27,6] [Jo_19,11] [Rm_13,1-7]. Jesus est\u00e1 investido de suprema autoridade [Mc_1,22] [Mc_1,27] [Mc_2,10] [Mc_2,28] [Mc_11,28-33] [Mt_7,29] [Jo_17,2], que Ele  comunica aos respons\u00e1veis da Igreja por Ele fundada [Lc_10,16] [Lc_10,19] [Mc_3,14-15] [Mt_28,19-20] [Jo_20,23] [1Ts_5,12-13] [Hb_13,17]. Mas esta autoridade deve ser exercida n\u00e3o como um poder, mas como um servi\u00e7o [Mc_10,42-45] e paralelos; [Lc_22,25-27] [Jo_3,12-17] [2Cor_4,5] [2Cor_10,8] [2Cor_13,10] [1Ts_2,6-8] [Fm_8,1] [Fm_9,1].
Avareza: \u00c9 um v\u00edcio duramente fustigado pelos profetas e s\u00e1bios de Israel, que recriminam sobretudo o lucro injusto e o enriquecimento brutal dos que det\u00eam o poder pol\u00edtico [Is_5,8-10] [Jr_6,13] [Jr_8,10] [Jr_22,17] [Ez_18,12-13] [Ez_22,27] [Am_8,4-6] [Hab_2,9] [Job_31,24-25] [Sl_62,11] [Pr_30,8-9]. Frequentemente identifica-se com a rapina e o roubo [Pr_1,19] [Pr_15,27], com a ambi\u00e7\u00e3o desmesurada e a confian\u00e7a_nas riquezas [Is_56,11] [Pr_11,28] [Pr_27,20], com o suborno e a corrup\u00e7\u00e3o [1Sm_8,3] [Sl_15,5] [Ez_22,12-13] [2Mac_4,50] [2Mac_10,20-21]. No NT \u00e9 condenada com id\u00eantica energia [Mt_6,24] [Mc_7,22] [Rm_1,29] [1Cor_5,10-11] [Ef_4,19] [Hb_13,5] at\u00e9 ao ponto de se considerar a avareza como \u00aba raiz de todos os males\u00bb [1Tm_6,9-10] e como sinal distintivo de uma vida que ignora a Deus [Ef_5,5] [Cl_3,5].
Banquete: Em primeiro lugar tem na B\u00edblia o significado de rito conclusivo de um pacto [Gn_26,28-30] [Gn_31,43-46]. Neste sentido, o banquete b\u00edblico por excel\u00eancia \u00e9 o banquete da P\u00e1scoa enquanto celebra a liberta\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o eg\u00edpcia e a consequente alian\u00e7a entre Deus e Israel [Nm_9,1-5] [Dt_16,1-8]. Com esta significa\u00e7\u00e3o religiosa, o banquete costuma ser precedido de um sacrif\u00edcio, o qual inclui uma parte, pelo menos, dos manjares do banquete. Em segundo lugar, sobretudo no NT, a imagem do banquete remete-nos para a comunh\u00e3o de vida com Deus na plenitude do Reino [Is_25,6] [Mt_8,11] [Mt_22,1-13] [Mt_25,1-10] [Lc_13,28-29] [Lc_14,15-24] [Ap_2,7] [Ap_2,17] [Ap_3,20] [Ap_19,9]. A Eucaristia \u00e9, enquanto banquete, sinal da nova alian\u00e7a [Lc_22,20] e antecipa\u00e7\u00e3o e penhor da gl\u00f3ria definitiva [Jo_6,53-58].
Baptismo: Originariamente \u00e9 um rito purificat\u00f3rio simb\u00f3lico, que consiste em mergulhar ou ser banhado com \u00e1gua. Frequente na Hist\u00f3ria das Religi\u00f5es e n\u00e3o desconhecido no mundo do AT [Nm_19,2-10] Jo\u00e3o, o percursor, utiliza-o como sinal de penit\u00eancia [Mt_3,2-11] e paralelos. Jesus, que Se submete a este rito [Mt_3,13-17] converte-o em entrada no Reino [Mt_28,19] [Act_1,38] [Act_8,12] [Act_8,16] [Act_8,36-38] [Act_9,18] [Act_10,48] etc. Mas justamente por isso, da\u00ed em diante j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 um simples rito externo, mas um acontecimento eficaz e transformador [Mt_3,11] [Jo_3,3-8] [Act_1,5]. Relacionado com a morte sacrificial de Cristo [Mc_10,38] [Lc_12,50] \u00e9 uma participa\u00e7\u00e3o nessa morte e na consequente ressurrei\u00e7\u00e3o [Rm_6,3-9] [Gl_3,27] [Cl_2,12] e comporta uma profunda renova\u00e7\u00e3o na vida e no comportamento [Rm_6,4-14] [1Cor_6,11] [Tt_3,3-5].
Bem. Bondade: S\u00f3 Deus \u00e9 bom, proclama Jesus no Evangelho de S. Marcos [Mc_10,18] e paralelos; ver [Sl_119,68]. Todas as outras coisas, enquanto criaturas de Deus, especialmente o homem, participam da sua bondade [Gn_1,4] [Gn_1,10] [Gn_1,18] [Gn_1,21] [Gn_1,25] [Gn_1,31] e ao mesmo tempo s\u00e3o objecto da bondade divina [Sl_25,8] [Sl_31,20] [Sl_34,9] [Sl_145,9]. Este Deus bom, que o \u00e9 at\u00e9 com os maus e mal-agradecidos [Lc_6,35] atinge en Jesus Cristo a suprema manifesta\u00e7\u00e3o [Ef_2,7] [Tt_3,4]. A bondade \u00e9 uma atitude fundamental do crist\u00e3o [Gl_5,22] e, \u00e0 imita\u00e7\u00e3o da de Deus, deve estender-se a todos, incluindo os inimigos [Mt_5,38-48] [Lc_6,27-36].
Bem-aventuran\u00e7a: Com este termo descreve-se a obten\u00e7\u00e3o e posse, da parte do homem, de um estado de felicidade definitivo e total. Na realidade, a bem-aventuran\u00e7a \u00e9 o pr\u00f3prio Deus [Is_30,18] [Sl_40,5] [Sl_84,13] [Pr_8,34-35] [Pr_16,16] participado pelo homem, quer de maneira parcial atrav\u00e9s dos dons terrenos concedidos \u00e0s criaturas [Sl_144,12-15] [Eclo_10,16] [Eclo_25,8] [Eclo_31,18] quer de forma completa atrav\u00e9s da comunh\u00e3o de vida com Ele no al\u00e9m [Sl_73,23-28] [Mt_5,3-12]. O NT proclama bem-aventurados todos aqueles que de alguma maneira participam j\u00e1, atrav\u00e9s de Cristo, dessa vida divina [Mt_13,16] [Mt_16,17] [Lc_1,45] [Lc_1,48] [Lc_11,27-28] [Jo_20,29] [Rm_4,7] [Tg_1,12-13] [1Pd_4,14] [Ap_1,3] [Ap_14,13] [Ap_16,15] [Ap_19,9] [Ap_20,6] [Ap_22,7] [Ap_22,14].
B\u00ean\u00e7\u00e3o: A b\u00ean\u00e7\u00e3o b\u00edblica, quando faz refer\u00eancia a Deus, o que \u00e9 o mais frequente, \u00e9 antes de mais uma evoca\u00e7\u00e3o do seu poder salv\u00edfico e um reconhecimento da sua generosidade. Quando Deus aben\u00e7oa, est\u00e1 a comunicar aos homens ou \u00e0s coisas uma misteriosa participa\u00e7\u00e3o do seu pr\u00f3prio Ser [Gn_1,22] [Gn_1,28] [Gn_2,3] [Gn_9,1] [Gn_12,3] [Gn_17,16] [Gn_17,20] [Dt_28,3-8] [Pr_11,22] [Eclo_39,22] [Sl_3,9] [Sl_5,13] [Sl_28,9] [Sl_65,11] [Gl_3,9]. Isto vale tamb\u00e9m para as b\u00ean\u00e7\u00e3os que o NT coloca na boca de Jesus [Mc_6,41] [Mc_10,16] [Mc_11,22] [Lc_24,50] [Rm_15,29]. Se \u00e9 o homem que bendiz a Deus, o que faz \u00e9 reconhecer os seus dons louvando-O e dando-Lhe gra\u00e7as [Gn_14,20] [Gn_24,48] [Dt_8,10] [Ex_18,10] [Jt_13,17-18] [Sl_16,7] [Sl_18,47] [Sl_31,22] [Sl_68,20] [Sl_72,18-19] etc. [Lc_1,64] [Lc_1,68] [Lc_24,53] [Rm_1,25] [2Cor_1,3] [Ef_1,3] [1Pd_1,3] Se um homem aben\u00e7oa outro homem, f\u00e1-lo para verificar a presen\u00e7a da ac\u00e7\u00e3o poderosa de Deus nessa pessoa [Jz_5,24] [Jt_13,18] [Lc_1,42] [Lc_2,33] ou para desejar tal presen\u00e7a [Gn_48,9] [Dt_33,1] [2Sm_6,18] [1Rs_8,14].
Besta. Bestas: Constituem, na linguagem religiosa da B\u00edblia, o s\u00edmbolo da oposi\u00e7\u00e3o a Deus [Is_27,1] [Is_51,9] [Job_7,12] [Job_9,13] [Job_25,12] [Sl_74,13-14] [Sl_89,10-11] [Dn_7,1] [Ap_17,1]. Todas essas bestas se movem \u00e0 sombra de Satan\u00e1s, a besta maldita por excel\u00eancia [Gn_3,14-15] [Sb_2,24] [Ap_12,9] [Ap_20,2] e todas ser\u00e3o finalmente aniquiladas pelo poder de Deus e do Filho do Homem, Jesus Cristo [Dn_7,11-14] [Ap_19,11-21] [Ap_20,7-10].
Blasf\u00e9mia: Insulto por palavra ou por obra, proferido contra Deus ou contra pessoas ou coisas estreitamente relacionadas com Deus [2Rs_19,4-6] [2Rs_19,16] [2Rs_19,22] [Tb_1,18] [1Mc_7,35-38] [2Mc_8,4] [2Mc_9,28] [2Mc_10,34] [Dn_7,25] [Dn_11,36] [Ap_13,6] ver [Mt_27,39] e paralelos. Na perspectiva do AT, o blasfemo merece a morte [2Rs_19,7] [2Rs_37] [Dn_7,26] [Dn_11,45] e assim o prescrevia a lei judaica contra o israelita blasfemo, para evitar o cont\u00e1gio de toda a comunidade [Lv_24,16] ver [1Rs_21,13]. Os judeus acusam Jesus de blasfemo [Mt_26,64-65] [Mc_2,5-12] [Jo_10,33] e por blasfemo O condena o Sin\u00e9drio [Mc_14,64]. A recusa obstinada de Cristo ou do Esp\u00edrito \u00e9 considerada tamb\u00e9m blasf\u00e9mia no NT [Mt_12,31] [Lc_12,10] [1Tm_1,13].
Bra\u00e7o: O bra\u00e7o e a m\u00e3o, \u00abespecialmente a m\u00e3o direita\u00bb s\u00e3o na B\u00edblia s\u00edmbolos de ac\u00e7\u00e3o e de poder [Is_44,12] [Sl_76,6] sobretudo da ac\u00e7\u00e3o poderosa de Deus [Ex_15,6] [Dt_4,34] [Dt_5,15] [Dt_32,39-40] [Is_49,2] [Is_52,10] [Is_53,1] [Is_66,2] [Jr_32,17] [Sl_20,7] [Sl_21,9] [Sl_118,16] [Lc_1,51] [Lc_1,66] [Act_5,31] [Act_11,21] [Ap_1,16-17]. O bra\u00e7o e a m\u00e3o do homem s\u00e3o de si mesmos impotentes [2Cr_32,8] [Is_40,12] [Pr_30,4] mas Deus pode comunicar-lhes o seu poder [Act_5,12] [Act_6,6] [Act_8,17-19] [Act_19,6] [1Tm_4,14].
C\u00e1lice:  \u00c0 parte o sentido pr\u00f3prio de vaso [Ex_25,29] [Dn_5,2-3] [Mc_14,23] e paralelos, tem com frequ\u00eancia, na B\u00edblia, o sentido figurado de sorte ou destino, ou feliz [Sl_16,5] [Sl_23,5] ou infeliz [Is_51,17] [Jr_21,15] [Ez_23,32-35] [Sl_11,6] [Sl_75,9] que Deus prepara tanto para os indiv\u00edduos como para os povos. Indica tamb\u00e9m o sofrimento redentor de Cristo e dos crist\u00e3os [Mc_10,38-39] [Mc_14,36] e  paralelos; [Jo_18,11].
Cal\u00fania: Falso testemunho (sobretudo em tribunal), difama\u00e7\u00e3o, maquina\u00e7\u00f5es perversas, engano fraudulento [Jr_6,28] [Jr_9,4] [Sl_15,3] [Sl_50,19] [Pr_10,18] tudo isto inclui a B\u00edblia no conceito de cal\u00fania; e condena-a severamente, tanto no Antigo como no NT [Ex_20,16] [Lv_19,16] [Mt_15,19] [Mc_10,19] e paralelos; [1Tm_3,11] [Tt_2,3].
Caminho: Juntamente com o sentido literal [Ex_13,21] [Dt_1,33] [Mt_2,12] designa tamb\u00e9m a vida do homem na sua totalidade [Sl_102,24] e sobretudo o seu comportamento moral e religioso [1Rs_15,26] [Tg_1,8]. H\u00e1 dois caminhos [Sl_1,6] [Mt_7,13-14] o dos justos, que leva \u00e0 vida [1Sm_12,23] [1Rs_8,36] [Sl_101,2] [Sl_101,6] [Pr_2,19] [Pr_6,23] [Pr_12,28] [Is_59,8] [Lc_1,79] [1Cor_12,31] e o dos \u00edmpios, que conduz \u00e0 morte [Sl_1,1] [Pr_4,14] [Pr_4,19] [Pr_12,28] [Eclo_21,10] [Jr_23,12]. \u00c9 decisivo percorrer os caminhos de Deus, os quais, embora desconcertantes [Is_55,8] s\u00e3o maravilhosos [Sl_119,1]. Como desconcertantes e maravilhosos s\u00e3o Jesus e a sua mensagem, \u00fanico e definitivo caminho para Deus [Jo_14,6] [Act_9,2] [Act_16,17] [Act_18,25-26] [Act_19,9] [1Cor_4,17].
Carismas: S\u00e3o os dons e manifesta\u00e7\u00f5es, por vezes extraordin\u00e1rios, do Esp\u00edrito para o bem da comunidade. Preanunciados de algum modo no AT [1Rs_18,12] [1Rs_22,28] [Is_11,2] [Ez_36,26-27] [Jl_3,1-2] a primitiva Igreja crist\u00e3 conhece uma superabund\u00e2ncia dos mesmos [Act_2,4-8] [Act_4,31] [Act_6,8-10] [Act_8,5-7] [Act_10,44-46] [Act_13,1] [Act_15,32] etc. Paulo, que os possui em abund\u00e2ncia [1Cor_2,4] [1Cor_14,18] e apresenta v\u00e1rias listas dos mesmos [Rm_12,6-8] [1Cor_12,4-11] [1Cor_12,28-30] [Ef_4,4-7] [Ef_4,11-13] aprecia-os e valoriza-os positivamente [1Ts_5,19-21] Mas relativiza-os e orienta-os para o bem da comunidade [1Cor_12,1-30] [1Cor_14,1-39]. Mais al\u00e9m e por cima de todos os carismas est\u00e1 o amor [1Cor_12,31].
Carne: A palavra carne, que tem na B\u00edblia m\u00faltipos significados, designa fundamentalmente a criatura vivente na sua condi\u00e7\u00e3o terrena e corrupt\u00edvel ([Gn_6,17] [Is_40,5-6] [Sl_136,25] [Eclo_40,8] [Mc_13,20] [Jo_17,2] [Act_2,17]). \u00c9 obra de Deus, e por isso mesmo basicamente boa ([Gn_2,7] [Jr_1,5] [Job_10,8-11] [Sl_139,13-14]), digna de respeito, de aten\u00e7\u00f5es e at\u00e9 de admira\u00e7\u00e3o ([Gn_2,23] [Ez_36,26] [2Mac_7,22-23] [Ef_5,29]). O Filho de Deus n\u00e3o desdenhou assumir a condi\u00e7\u00e3o carnal do homem [Jo_1,14] [Rm_1,3] [Gl_4,4] [1Tm_3,16] [Hb_2,14] [1Jo_4,2] e a sua carne \u00e9 fonte de vida [Jo_6,53-56]. Mas no NT, particularmente em S\u00e3o Paulo, a carne, enquanto evoca a fragilidade inata do homem, come\u00e7a a ser sin\u00f3nimo de tend\u00eancia para o pecado e mesmo de pecado ([Rm_8,5-13] [Gl_5,16-21] [Gl_6,8] ver [Jo_8,15] [1Jo_2,15-16]). Por isso, para que o esp\u00edrito viva, h\u00e1 que mortificar a carne no que tem de oposi\u00e7\u00e3o a Deus [Rm_8,12-13] [Gl_5,24].
Castidade: Directamente \u00e9 pouco mencionada no AT [Sb_3,13] [Sb_4,1-2] e em mais de uma ocasi\u00e3o trata-se de simples pureza legal [1Sm_21,5]. A sua valoriza\u00e7\u00e3o positiva deduz-se claramente da contundente condena\u00e7\u00e3o que a B\u00edblia pronuncia contra a lux\u00faria [Dt_22,20] [Eclo_9,3-6] [Eclo_23,17] [Eclo_26,9-12] [Act_15,20] [Act_15,29] [Rm_1,26-28] [1Cor_6,9] [1Cor_6,18] [Gl_5,19-21] [Ef_5,3-5] [Cl_3,5-8] [Ap_22,15]. O NT manifesta com mais fequ\u00eancia um apre\u00e7o directo da castidade [1Cor_7,8] [1Ts_4,3-8] [1Tm_5,2] [Tt_2,5] [2Pd_3,2].
Castigo: Deus \u00e9 justo e n\u00e3o pode deixar o pecado impune. Isso para a B\u00edblia \u00e9 um axioma [Ex_34,6-7] [Dt_5,9-18] [Nm_14,18] [Jr_32,18-19]. O castigo manifesta-se, por isso, na B\u00edblia, ora como fruto do pecado [Gn_3,14-19] [Gn_6,7] [Gn_6,11-13] [Gn_6,17] [Gn_19,12-13] [Gn_19,24-25] [Is_8,5-8] [Ez_24,1-6] [Os_13,1-15] [Mt_11,20-24] e paralelos; [Mt_23,37-38] e paralelos [Mt_25,41-46] [Rm_5,12] ora como releva\u00e7\u00e3o de um Deus justo [Ez_11,9-12] [Ez_15,7-8] [Ez_18,24-26] e ciumento [Ex_20,5] [Dt_ 4,24] [Lc_19,41-44]. Mas Deus, ao castigar, busca a convers\u00e3o e a salva\u00e7\u00e3o do pecador [Ez_11,14-20] [Ez_18,21-23] [Ez_18,30-32] [Os_2,4-25] [Os_6,1-6] [Lc_15,18-24] [1Cor_5,5] [2Cor_2,6-8] [Rm_3,21-26] [2Tm_2,25]. S\u00f3 o endurecimento e a obstina\u00e7\u00e3o pode acarretar ao homem o que se poderia chamar \u00abautocastigo\u00bb final e irrevers\u00edvel [2Ts_2,10-12] [Hb_10,26-31] [Ap_14,9-11] [Ap_20,14] [Ap_21,8].
Cativeiro: No sentido colectivo, a B\u00edblia evoca como cativeiro por antonom\u00e1sia a deporta\u00e7\u00e3o e a perman\u00eancia do povo judeu na Babil\u00f3nia, do ano 598 ao ano 538 a.C. [2Rs_24,8-17] [2Rs_25,8-11] [2Cr_36,20-21] [Is_52,2] [Jr_13,17] [Jr_29,1] [Sb_6,1]. O Egipto, que \u00e9 chamado \u00abcasa da servid\u00e3o\u00bb [Ex_13,14] [Dt_7,8] e a Ass\u00edria s\u00e3o tamb\u00e9m mencionados como lugares de cativeiro, e portanto de sofrimento para o povo israelita [Is_52,3-4] [Os_9,3]. Em sentido particular e como sin\u00f3nimo de pris\u00e3o, a B\u00edblia refere-se a uma situa\u00e7\u00e3o concreta por que passaram personagens importantes, tais como Jos\u00e9 [Gn_39,20-23] [Sb_10,14] Jeremias [Jr_20,2] [Jr_32,2] [Jr_37,11-21] Jo\u00e3o Baptista [Mt_14,3] Pedro [Act_12,1-5] Paulo [Act_16,23-24] [Ef_3,1] [Ef_4,1] [Fl_1,13-14]. Este cativeiro f\u00edsico \u00e9 considerado pela B\u00edblia, sobretudo no AT, um s\u00edmbolo expressivo de outro mais grave e profundo, o do pecado [Pr_5,22] [Jo_8,34] [Rm_7,14] [Rm_7,23] [2Tm_2,26] do qual Cristo nos liberta [Rm_7,23-25] [Rm_8,2] para nos fazer, paradoxalmente, \u00abescravos do Senhor\u00bb [Rm_6,12-23] [1Cor_7,22].
Celibato: (ver Virgindade).
C\u00e9u: \u00c9, em primeiro lugar, para o homem da B\u00edblia, essa realidade f\u00edsica, s\u00f3lida, harm\u00f3nica e impass\u00edvel que, juntamente com a Terra, comp\u00f5e o Universo total [Gn_1,1], [Gn_2,1] [2Sm_22,8] [Is_40,26] [Job_38,31-38] [Mt_24,35]. Da\u00ed passou a significar a morada de Deus [Is_66,1] [Sl_2,4] [Sl_11,4] [Sl_14,2] [Sl_103,19] [Job_22,12] [Mt_5,16] [Mt_5,34] [Mt_6,9] [Mt_23,22] [Ef_6,9] [Cl_4,1] [Ap_11,13] de Cristo glorioso [Mc_16,19] [Act 3,21] [Ef_1,20] [1Ts_4,16] [Hb_8,1] dos anjos [1Rs_22,19] [Tb_12,15] [Mt_18,10] [Mt_22,30] [Gl_1,8] [Ap_8,2] e dos homens que vivem para sempre em comunh\u00e3o de vida com Deus [Mt_5,12] [Mt_6,20] [2Cor_5,1] [2Cor_5,8] [Ef_2,6] [Ap_3,12] [Ap_21,1-2] [Ap_21,10]. Com alguma frequ\u00eancia, nos livros tardios do AT e nos do NT, o termo \u00abc\u00e9u\u00bb substitui o Nome sagrado e inef\u00e1vel de Deus [Dn_4,23] [Sl_73,9] [1Mac_3,18] [Mt_4,17] [Mt_18,18] [Mt_21,25] [Lc_15,18]. 
Cinza: Utiliza-se na B\u00edblia como s\u00edmbolo do ef\u00e9mero e inconsistente [Job_13,12] como reconhecimento do pr\u00f3prio pecado e sinal de penit\u00eancia [Jo_3,6] [Eclo_40,3] [Mt_11,21] [Lc_10,13] como manifesta\u00e7\u00e3o de dor e de luto [2Sm_13,19] [Ez_27,30] ver [Ap_18,19].
Circuncis\u00e3o: Antigo rito que consiste em cortar a membrana m\u00f3vel que cobre a parte superior do membro viril. Praticada por numerosos povos em liga\u00e7\u00e3o com a entrada na comunidade dos adultos ou no matrim\u00f3nio, Israel adoptou-a como um dos sinais b\u00e1sicos da sua alian\u00e7a com Deus [Gn_17,12-14] [Ex_4,24-28] [Lv_12,3] [Js_5,2-9]. No tempo da persegui\u00e7\u00e3o sel\u00eaucida, constitui o sinal distintivo do judeu fiel [1Mac_1,15] [1Mac_1,61-63] [1Mac_2,46] [2Mac_6,10]. Jesus Cristo submete-Se a esse rito [Lc_2,21] mas Paulo entende que \u00e9 um rito caduco e luta denodadamente contra aqueles que o queriam impor aos convertidos ao cristianismo [Act15,19-21] [Gl_2,2-3] [Gl_5,1-6] [Gl_5,12] [Gl_6,12-15]. No novo povo de Deus, o que vale \u00e9 a circuncis\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o pela f\u00e9 e o baptismo [Rm_3,28-30] [Rm_10,6-12] [Gl_5,6] [1Cor_7,18-19] ver [Dt_10,16] [Dt_30,6] [Jr_4,4] [Jr_9,24-25].
Ci\u00fames: O Deus da B\u00edblia \u00e9 um Deus ciumento [Ex_20,5] [Ex_34,14] [Dt_6,15] quer dizer, muito sol\u00edcito pelo bem do seu povo, e portanto intransigente perante as suas infidelidades [Dt_4,23-24] [Dt_32,16-21] [Js_24,19-20] [1Rs_14,22] [Sl_78,56-58]. Paralelamente, os homens de Deus t\u00eam que sentir-se inflamados pela defesa dos direitos divinos [1Rs_19,14] [1Mac_2,24-27] [Sl_69,10] [Eclo_51,18] t\u00eam que sentir paix\u00e3o, \u00abci\u00fames\u00bb, pelo Reino [Mt_11,12] [Mt_16,24-26] [2Cor_11,2] [Tt_2,14] ver [Jo_2,17] [2Cor_9,2] [1Pd_3,13].
Comunh\u00e3o: Dever-se-ia dizer que \u00e9 o resultado existencial da comunica\u00e7\u00e3o. Quanto mais intensa \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o, mais profunda ser\u00e1 a comunh\u00e3o. O AT conhece uma comunh\u00e3o ritual com Deus atrav\u00e9s do culto, e em particular dos sacrif\u00edcios chamados \u00abde comunh\u00e3o\u00bb [Lv_3,1] [Lv_19,5-8] [Lv_22,21] ver [Ex_18,12]. Mas a manifesta\u00e7\u00e3o mais genu\u00edna desta comunh\u00e3o \u00e9 o acontecimento da alian\u00e7a [Ex_23,22] [Ex_23,25] "ver [Ex_24,16-18]"; [Os_2,16] [Am_3,2]. No NT, a comunh\u00e3o entre Deus e o homem alcan\u00e7a a sua plenitude no portentoso acontecimento da Incarna\u00e7\u00e3o [Jo_1,14] [Rm_1,3] [Gl_4,4]. O Filho de Deus faz-Se em tudo semelhante aos homens [Hb_2,11-18] [Rm_8,3] [Fl_2,7]. O homem funde-se com Deus atrav\u00e9s de Cristo [Jo_14,20] [Jo_17,20-24] [1Jo_1,1-3] [1Cor_1,9] [2Cor_13,13] o qual, para manter e fortalecer essa alian\u00e7a-comunh\u00e3o, nos alimenta com o seu pr\u00f3prio Corpo e Sangue [Jo_6,56] [1Cor_11,24-25].
Comunica\u00e7\u00e3o: \u00c9 a ac\u00e7\u00e3o de permutar bens, quer espirituais quer materiais. A comunica\u00e7\u00e3o primordial tem lugar no pr\u00f3prio seio da Divindade, enquanto as Tr\u00eas Pessoas Divinas Se comunicam mutuamente tudo o que s\u00e3o [Mt_11,27] [Jo_5,19-27] [Jo_16,13-15]. Deus Pai, por sua vez, tendo-nos feito uma primeira comunica\u00e7\u00e3o do seu ser, na Cria\u00e7\u00e3o [Gn_1,27] aprofunda essa comunica\u00e7\u00e3o entregando-nos seu Filho por amor [Jo_3,16] [Rm_8,32] [1Jo_4,9-10]. Da\u00ed que uma das notas distintivas das novas comunidades crist\u00e3s (nascidas ao calor da comunica\u00e7\u00e3o do Evangelho) [1Cor_4,15] [1Ts_2,8] tenha que ser necessariamente a permuta de bens, tanto espirituais [Rm_1,11-12] [1Cor_14,1] [Cl_1,16-17] como materiais [Act_2,44] [Act_4,32-37] [2Cor_8-9].
Consci\u00eancia: (ver Cora\u00e7\u00e3o) O que as nossas l\u00ednguas expressam com a palavra consci\u00eancia, a B\u00edblia, especialmente no AT, f\u00e1-lo frequentemente com a palavra cora\u00e7\u00e3o [1Sm_24,6] [Job_27,6] [Sl_17,3] [Sl_24,4] [Sl_51,19] [Mt_5,8] [1Tm_1,15]. Em [Sb_17,10] fala-se da consci\u00eancia como express\u00e3o do remorso interior, e no NT designa ami\u00fade o conhecimento que o homem tem do seu comportamento moral [Rm_2,15] [Rm_9,1] [Rm_13,5] [Rm_14,5] [Rm_14,22] [Rm_14,23] [1Cor_13,12] [1Cor_10,25] [2Cor_1,12] [1Tm_1,5] [1Tm_1,19] [1Tm_4,2] [2Tm_1,3] [Hb_10,22] [Hb_13,18].
Concupisc\u00eancia: Com esta palavra designa-se quase sempre a apet\u00eancia desordenada dos bens terrenos. Est\u00e1 muito perto do conceito de cobi\u00e7a [Ex_20,17] [Js_7,21] [Pr_6,25] [Mt_5,28] [Mc_4,19] [Rm_7,7-8] [1Cor_10,6] [Gl_5,16] [Cl_3,5] [1Tm_6,9-10] [2Tm_2,22] [Tt_2,12] [1Pd_1,14] [1Pd_4,3] [2Pd_1,4] [Tg_1,14] [1Jo_2,16-17] e por isso mesmo \u00e9 objecto de condena\u00e7\u00e3o da parte de Deus. Mas tamb\u00e9m tem, sobretudo em S\u00e3o Paulo, o significado de simples inclina\u00e7\u00e3o para o mal [Rm_1,24] [Rm_6,12] [Gl_5,24] [Ef_2,3] [Ef_4,22] o que por si n\u00e3o constitui pecado. Inclusive, por vezes tem o significado de um desejo ardente de algo indiferente ou de bom [Gn_31,1] [Gn_30,1] [Dt_12,20-21] [Is_58,2] [Lc_22,30] [Fl_1,23] [1Ts_2,17] [Ap_18,14]. 
Confian\u00e7a: O homem \u00e9 fraco e est\u00e1 amea\u00e7ado por perigos de todas as partes. Precisa de confiar em algu\u00e9m e apoiar-se nele. Com frequ\u00eancia busca apoios que resultam v\u00e3os: os \u00eddolos [Is_59,4] [Jr_13,25] a riqueza [Pr_11,28] [Sl_49,7-8] a for\u00e7a opressora [Sl_62,11] os poderosos da terra [Sl_118,8-9] [Sl_146,3]. Mas s\u00f3 Deus \u00e9 de fiar [Jr_17,7] [Sl_40,5]. Jesus conf\u00eda totalmente no Pai [Jo_11,41-42] [Jo_16,23-24] [Jo_17,1] [Mc_14,36] e paralelos, e convida os seus a essa mesma confian\u00e7a inquebrant\u00e1vel [Mt_6,25-34] [Lc_7,50] [Lc_11,9-13] [Lc_18,13-17], "ver [Act_20,32]"; [1Cor_1,6-9] [Hb_3,6] [Hb_3,14] [Hb_4,16] etc.
Confiss\u00e3o: Tem na B\u00edblia dois significados principais: a) Proclama\u00e7\u00e3o da f\u00e9 em Deus, especialmente em Deus misericorDeuso [Sl_40,10] [Sl_95,5-6] [Sl_104,1] [Sl_105,1] e em Jesus Cristo [Mt_16,16] [Rm_10,9-10] [1Tm_6,12] [1Jo_2,23]. b) Reconhecimento e manifesta\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios pecados, ou como indiv\u00edduo [Lv_16,21] [Nm_5,7] [Js_7,19] [Pr_28,13] [Eclo_4,26] [Tg_5,16] [1Jo_1,9] ver [Lc_5,8] [Lc_15,21] ou como colectividade [Esd_9,6-15] [Br_1,15-22] [Dn_9,4-16] [Sl_106,1] [Mc_1,5] e paralelos.
Conhecer: Na linguagem b\u00edblica, conhecer \u00e9 ter experi\u00eancia concreta de uma coisa. Neste sentido conhece-se o bem e o mal [Gn_2,9] [Gn_2,17] [Gn_3,5] a guerra [Jz_3,1] a paz [Is_59,8] o sofrimento [Is_53,3] o pecado [Sb_3,13]. Se se trata de pessoas, a palavra expressa tanto a solidariedade familiar [Dt_33,9] como as pr\u00f3prias rela\u00e7\u00f5es conjugais [Gn_4,1] [Gn_4,17] [Gn_4,25] [Mt_1,25] [Lc_1,34]. 
Conhecimento de Deus: Na continuidade do que foi dito, o termo \u00abconhecer\u00bb, aplicado \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre Deus e o homem, implica uma \u00edntima rela\u00e7\u00e3o existencial e vital. Deus conhece o homem fazendo-o participante dos seus benef\u00edcios, comunicando-lhe o seu amor e a sua vida [Gn_18,19] [Ex_33,17] [Jr_1,5] [Am_3,2] [Rm_8,29] [1Cor_13,12]. Por sua vez, o homem conhece a Deus reconhecendo de modo pr\u00e1tico o seu poder e as suas interven\u00e7\u00f5es salv\u00edficas. Vem, ent\u00e3o, a identificar-se com a f\u00e9, a obedi\u00eancia, a fidelidade, o temor e o amor [Dt_11,2] [Is_11,9] [Is_41,20] [Os_11,3] [Mq_6,5] [Jo_6,69] [Jo_16,30] [Rm_2,18] [1Cor_8,1-3] [Ef_1,17] [Tt_1,16]; [1Jo_2,3-5]. Da\u00ed a rela\u00e7\u00e3o entre conhecimento de Deus e a promessa de um cora\u00e7\u00e3o novo [Dt_29,3] [Jr_31,31-34] [Ez_37,13]. Chega-se ao pleno conhecimento de Deus \u00abconhecendo\u00bb, isto \u00e9, \u00abacreditando e amando\u00bb a Jesus [Jo_8,19] [Jo_14,7] [Jo_17,3] [1Jo_2,13-14] [1Jo_5,20].
Consagra\u00e7\u00e3o: Especial dedica\u00e7\u00e3o de uma pessoa ou de uma coisa a Deus [Ex_13,2] [Ex_13,12] [Ex_29,21] [Ex_29,33-37] [Ex_29,43-44] [Lv_8,10-15] [Lv_8,30]. Em particular, s\u00e3o objecto de consagra\u00e7\u00e3o os sacerdotes [Ex_28,41] [Ex_29,1] [Ex_29,44] [Ex_30,30] [Ex_40,13] [Lv_8,12] [Lv_10,7] [1Rs_13,33] os reis [1Sm_10,1] [1Sm_16,13] [1Rs_1,39] [2Rs_9,6] [2Rs_11,12] por vezes inclusive os reis pag\u00e3os enquanto executores dos des\u00edgnios de Deus [Is_45,1] e tamb\u00e9m os profetas [1Rs_19,16] [Is_61,1]. \u00c0 excep\u00e7\u00e3o dos profetas, a consagra\u00e7\u00e3o de uma pessoa \u00e9 normalmente acompanhada do rito da un\u00e7\u00e3o com \u00f3leo. O ungido e consagrado por antonom\u00e1sia \u00e9 o Messias [Sl_2,2] [Sl_2,6] t\u00edtulo e realidade que o NT reserva para Jesus Cristo [Lc_2,11] [Act_2,36] [Act_10,38] ver [Lc_4,17-18] o qual concentra na sua pessoa, de forma definitiva, os poderes sacerdotais, reais e prof\u00e9ticos. Enquanto participante destes poderes, cada crist\u00e3o \u00e9 um consagrado [2Cor_1,21] [Ef_1,13] [Ef_4,30] [1Jo_2,20] [1Jo_2,27] ver [Mt_28,19].
Consola\u00e7\u00e3o: A B\u00edblia atribui a Deus o papel de consolador. Perante tanta dor e tanta tristeza, o consolo humano \u00e9 ami\u00fade insuficiente [Gn_37,35] [Is_22,4] [Job_16,2] [Job_21,34] [Jr_31,15] ver [Mt_2,18]. S\u00f3 Deus \u00e9 o verdadeiro consolador [Is_40,1] [Is_49,13] [Jr_31,13] [Eclo_48,24] e f\u00e1-lo com a solicitude de um pastor [Is_40,11] [Sl_23,4] com o amor de um pai [Ex_4,22] [Jr_3,19] [Jr_31,9] [Jr_31,20] [Os_11,1-4] com o ardor de um noivo [Is_54,4-8] [Is_62,4-5] [Jr_2,2-3] [Os_2,16-19] com a ternura de uma m\u00e3e [Is_49,14-16] [Is_66,11-13]. O Deus consolador torna-Se vis\u00edvel em Jesus de Nazar\u00e9 [Mt_5,5] [Mt_9,2] [Mt_9,22] [Mt_11,5] [Mt_11,28] ver [Lc_4,18-21] o qual, mediante o Esp\u00edrito [Jo_14,16-18] continua a consolar a Igreja [Act_9,31] [2Cor_1,3-7] [Fl_2,1] [1Ts_4,18].
Convers\u00e3o: \u00c9 o regresso a Deus, cuja alian\u00e7a foi atrai\u00e7oada pelo indiv\u00edduo ou pela comunidade [Is_31,6-7] [Is_55,7] [Ez_14,6] [Eclo_25,26]. Regresso que sup\u00f5e uma mudan\u00e7a, tanto de mentalidade como de conduta pr\u00e1tica, e que portanto n\u00e3o pode ser apenas externa e ritualista, mas sim interior e real [Is_1,10-20] [Ez_18,30-32] [Am_5,4-6] [Am_5,15-17] [Am_5,21-23] [Os_6,1-6] [Sf_2,3] [Sf_3,12-13]. Nesta mesma linha situa-se o apelo urgente de Jo\u00e3o Baptista [Mt_3,1-12] e paralelos, e de Jesus [Mt_4,17] [Mc_1,15] [Lc_13,5] \u00e0 convers\u00e3o. \u00c9 absolutamente necess\u00e1ria para entrar no Reino [Mt_18,3] e embora Jesus Se manifeste muito severo contra aqueles que se obstinam em n\u00e3o converter-se [Mt_11,20-24] proclama tamb\u00e9m a alegria do Pai e sua quando o pecador se converte [Mt_9,10-13] [Lc_7,36-50] [Lc_15,4-32].
Cora\u00e7\u00e3o: Em entido f\u00edsico, a B\u00edblia menciona raras vezes o cora\u00e7\u00e3o; ver [2Sm_18,14] [2Rs_9,24]. Em sentido figurado, f\u00e1-lo com muita frequ\u00eancia e tem resson\u00e2ncias muito mais amplas do que nas nossas l\u00ednguas ocidentais. O cora\u00e7\u00e3o do homem designa toda a sua personalidade consciente, inteligente e livre. Pensamentos [Dn_2,20] [Pr_10,8] [Mc_2,6-8] [Lc_3,15] inten\u00e7\u00f5es, projectos e desejos [1Rs_8,17] [2Cr_22,1-9] [Is_10,7] [Jr_23,20] [Lc_21,14] emo\u00e7\u00f5es e sentimentos [Nm_15,30] [Dt_15,10] [Dt_20,2] [Dt_28,47] [2Sm_7,27] [Is_65,14] [Sl_16,9] [Lc_24,32] [Jo_16,6] [Jo_16,22] [Rm_1,24] [2Cor_2,4] a realidade humana inteira [Dt_4,29] [Dt_6,5] [1Sm_7,3] [Jr_5,23] [Jr_7,24] [Jr_18,12] [Sl_51,1] [Sl_51,2] [Sl_51,19] [Mt_11,29] [Mt_22,37] [Lc_8,15] sobretudo na sua intimidade [1Sm_16,7] [Jr_17,10] [Mt_5,8] [Hb_4,12] expressam-se com a palavra cora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 para admirar, portanto, que o NT tamb\u00e9m se refira ao cora\u00e7\u00e3o como sede da nova vida em Cristo e no Esp\u00edrito [2Cor_1,22] [Gl_4,6] [Ef_1,18] [Ef_3,17] [2Pd_1,19].
Corpo: (ver Carne). \u00c9 a express\u00e3o tang\u00edvel da pessoa, e no AT identifica-se quase totalmente com \u00abcarne\u00bb. No NT, ao contr\u00e1rio, observa-se uma certa diferen\u00e7a (o pr\u00f3prio voc\u00e1bulo grego \u00e9 diferente). O conceito de \u00abcorpo\u00bb como tal s\u00f3 chega a adquirir um sentido pejorativo quando se deixa escravizar pela \u00abcarne\u00bb e pelo pecado [Rm_6,6] [Rm_7,24] [Rm_8,13] [Fl_3,21] [Cl_2,11]. Por\u00e9m, em si mesmo, o corpo \u00e9 digno de estima enquanto portador da morte e da vida de Cristo [2Cor_4,10-12] templo do Esp\u00edrito Santo [1Cor_6,13-19] e instrumento de gl\u00f3ria e de de louvor de Deus [Rm_12,1] [1Cor_6,20]. Por isso, o seu destino definitivo n\u00e3o \u00e9 a corrup\u00e7\u00e3o, mas a ressurrei\u00e7\u00e3o [Rm_8,23] [1Cor_15,35-50] [Fl_3,21].
Corpo de Cristo: Tem no NT diferentes sentidos: a) Corpo individual e f\u00edsico de Cristo, que \u00e9 verdadeiro corpo humano [Jo_1,14] [Jo_4,6-7] [Rm_1,3] [Rm_9,5] [Hb_2,11-17] [1Jo_4,2] [2Jo_7,1] o qual, submetido ao sofrimento e \u00e0 morte, nos reconcilia com o Pai [Mt 26,12] [Mt_27,27-60] [Jo_19,28-40] [Cl_1,22] [1Cor_5,7] [Hb_10,5-10] [1Pd_2,24] e que \u00e9 finalmente glorificado [Lc_24,39] [Jo_20,19-27] [1Cor_15,44] [Fl_3,21]. b) Corpo de Cristo presente na Eucaristia [Mt_26,26] e paralelos [1Cor_11,24-29] ver [Jo_6,53-58]. c) Corpo total ou m\u00edstico de Cristo, constitu\u00eddo por todos os crentes, que pelo baptismo [1Cor_12,12-13] s\u00e3o enxertados em Cristo cabe\u00e7a [Rm_8,29] [1Cor_10,16-17] [1Cor_12,27] [Ef_1,4-11]. Nesta terceira acep\u00e7\u00e3o, o corpo de Cristo, sobretudo na terminologia de S\u00e3o Paulo, identifica-se com a Igreja [Ef_1,22-23] [Ef_2,16] [Ef_5,23-27] [Ef_5,32] [Cl_1,18] [Cl_1,24] [Cl_2,19].
Crescimento: A B\u00edblia fala de um crescimento f\u00edsico do homem e da Natureza, que requer a b\u00ean\u00e7\u00e3o divina [Gn_1,22] [Gn_1,28] [Gn_8,17] [Gn_9,7] [Gn_17,6] [Gn_35,11] [Lv_26,9] [Ez_36,10-12] [Sl_144,12] [Lc_2,40] [Lc_2,45]. Mas evoca sobretudo o crescimento da Alian\u00e7a e do Reino [Dt_30,50] [Jr_3,16] [Ez_36,10] [Mc_4,26-32] [Act_5,14] [Act_6,7] [Act_11,24] [Act_16,5]. O verdadeiro crescimento verifica-se no interior do homem quando cresce na f\u00e9 [2Cor_10,15] [Fl_1,25] no conhecimento de Deus e de Cristo [Cl_1,10] [Cl_2,19] [Fl_1,9] [2Pd_3,18] em amor eficaz [2Cor_9,10] [Fl_1,9] [1Ts_3,12] [2Ts_1,3]. Em qualquer caso, a fonte e a meta de todo o conhecimento crist\u00e3o \u00e9 Cristo [Ef_2,20-22] [Ef_ 4,12-16] [1Cor_3,10-11] [Cl_2,19].
Cria\u00e7\u00e3o: Todas as coisas  \u00abtanto o universo material como o homem\u00bb t\u00eam a sua origem em Deus [Gn_1,1-2] [Gn_1,7] [Gn_14,19] [Gn_14,22] [Job_38,1] - [Job_39,1] [Sl_8,4-7] [Sl_19,2] [Sl_104] [Is_37,16] [Sb_13,1-5] [Act_14,15] [Act_17,24-28] [Rm_1,25] [Rm_11,35] [Ap_4,11] que tudo fez bom [Gn_1,4] [Gn_1,10] [Gn_1,12] [Gn_1,18] [Gn_1,21] [Gn_1,25] [Gn_1,31] [1Tm_4,4] a partir do nada [2Mac_7,28]. Mas temos de saber que a B\u00edblia chega ao Criador atrav\u00e9s do Deus que escolhe, salva e liberta o seu povo [Is_42,5-9] [Is_43,1-12] [Is_44,24-27] [Is_45,18-19] [Is_48,12-15] [Is_51,4-13]. S\u00f3 Deus tem poder para criar [Jr_10,6-16] e f\u00e1-lo com poder e sabedoria inigual\u00e1veis [Is_40,21-26] [Am_4,3] [Am_5,8-9] [Am_9,5-6] [Sl_104,24] [Pr_3,19-20] [Pr_8,22-31]. Deus cria e conserva as coisas criadas com amor [Sb_11,24-26]. O NT apresenta Deus que cria atrav\u00e9s de Cristo [Jo_1,13] [Cl_1,15-17] [Hb_1,2-3] [1Cor_8,6] e faz de Cristo o art\u00edfice de uma nova Cria\u00e7\u00e3o que diz respeito ao homem [Rm_6,3-11] [2Cor_5,17] [Gl_6,15] [Cl_3,9-10] e ao universo [2Cor_5,18-19] [Cl_1,19-20] [2Pd_3,13] [Ap_21,1-5].
Crist\u00e3o: \u00c9 o nome com que j\u00e1 no NT se conhecem os seguidores de Cristo. Estes que entre si se tratavam por irm\u00e3os, na Antioquia da S\u00edria come\u00e7am a ser chamados \u00abcrist\u00e3os\u00bb [Act_11,26]. Outras vezes aparece o termo no NT em [Act_26,28] como grupo religioso oposto aos judeus; e em [1Pd_4,16] designa quem se comporta segundo os ensinamentos de Cristo.
Cruz. Crucifix\u00e3o: No AT e em toda a cultura religiosa antiga, a cruz \u00e9 simples instrumento de supl\u00edcio, sem nenhuma conota\u00e7\u00e3o salv\u00edfica [Gn_40,19] [Dt_21,23] ver [Gl_3,13]. Mas Deus escolhe a cruz para que seu Filho Jesus Cristo morra nela [Mc_15,13-15] [Mc_15,24-37] [Mt_27,26] [Mt_27,31-50] [Lc_23,21-23] [Lc_23,26] [Lc_23,46] [Jo_19,15-30] e mediante a sua morte na cruz salve o mundo [Ef_2,16] [Cl_1,20] [Fl_2,8] [Hb_12,2] [1Pd_2,24]. A partir desse misterioso des\u00edgnio de Deus [1Cor_1,23] a cruz, no seu sentido f\u00edsico qundo as circunst\u00e2ncias o requeiram, e sempre em sentido espiritual, converteu-se no caminho inevit\u00e1vel para alcan\u00e7ar a salva\u00e7\u00e3o [Mc_8,34] [Mt_16,24] [Lc_9,22] [Gl_2,19] [Gl_3,1] [Gl_6,14] [Fl_3,12] ver [1Cor_2,2]. Mas nunca, na perspectiva do NT, a cruz \u00e9 meta; sempre \u00e9 caminho para a vida e percurso para a gl\u00f3ria [Mc_8,31] e paralelos; [Jo_3,14] [Jo_8,28] [Jo_12,32] [Jo_19,34] [Jo_19,37] [Act_2,23] [Act_2,32] [Act_3,15] [Act_5,30-31] ver [Ap_22,2] [Ap_22,14] [Ap_22,19].
Culpa: (ver Pecado).
Culto: O homem deve reconhecer a Deus como \u00fanico Criador e Senhor, e manifest\u00e1-lo externamente. Nisto consiste o culto [Gn_4,34] [Gn_8,20-21] [Gn_12,7-8]. O sacrif\u00edcio, o altar, o templo e os seus servidores desempenham, sem d\u00favida um papel importante quando ao modo e lugar de render culto a Deus [Ex_5,3] [Ex_27,1-8] [Ex_27,29] [Ex_30,1-10] [Lv_1-7] [Dt_12,1-28] [1Cr_21,1] - [1Cr_29,1] [2Cr_1,1] - [2Cr_8,1] [2Rs_23,1-15]. Mas a Deus n\u00e3o agrada um culto qualquer. Nem todos os sacrif\u00edcios Lhe agradam [Gn_22,12] [Lv_20,2-6] [2Rs_16,3-4] [Is_1,10-14] [Jr_7,21-23] [Am_5,4-6] [Am_5,21-27] nem o templo \u00e9 um lugar m\u00e1gico que assegure o culto aut\u00eantico [Jr_7,1-15] nem os sacerdotes Lhe rendem sempre um culto agrad\u00e1vel [Ml_1,1] - [Ml_2,1]. J\u00e1 o AT anuncia um culto novo, menos ritualista e mais interior [Jr_31,31] [Ez_36,25-28] [Ez_37,26-28] [Ml_3,14] mas \u00e9 Jesus quem, sem negar os valores do culto tradicional [Lc_2,22-38] [Lc_2,41] [Mc_14,19] [Jo_2,13] [Jo_10,22] [Jo_18,20] precisa em que h\u00e1-de consistir o essencial do culto na nova Lei [Mt_5,23-24] [Mt_23,16-26] [Jo_4,20-24].
Dec\u00e1logo: Constitui o comp\u00eandio e a quinta-ess\u00eancia da lei moisaica, e chegou at\u00e9 n\u00f3s em duas vers\u00f5es fundamentalmente id\u00eanticas [Ex_20,1-17] e [Dt_5,6-21]. Na linguagem vulgar, dec\u00e1logo quer dizer dez mandamentos, mas na realidade trata-se antes das palavras da alian\u00e7a que Deus dirige ao seu povo, e \u00e0s quais o povo deve responder com fidelidade e amor [Ex_24,3] [Ex_24,7] [Dt_4,10-13] [Dt_10,14] [Dt_9,7] [Dt_28,1]. Os profetas n\u00e3o cessaram de inculcar a fidelidade profunda ao dec\u00e1logo [Jr_7,5-8] [Jr_11,1-8] [Jr_17,19] [Jr_21,12] [Os_4,1] e Jesus reconhece o seu valor fundamental, mas ao mesmo tempo sublima-lhe o conte\u00fado [Mt_5,3-12] [Mt_5,21-48] [Mc_10,19].
Dedo: (ver Bra\u00e7o) Express\u00e3o figurada para designar uma interven\u00e7\u00e3o poderosa de Deus [Ex_8,15] [Ex_31,18] [Sl_8,4] [Lc_11,20].
Dem\u00f3nios: A B\u00edblia fala deles como de esp\u00edritos mal\u00e9ficos [1Sm_16,14-16] [1Sm_16,23] [1Sm_18,10] [1Sm_19,9] [Tb_3,8] [Tb_6,8] [Tb_6,14] [Tb_8,3] aos quais por vezes o povo israelita rende um culto idol\u00e1trico [Dt_32,17] [Br_4,7] ver [1Cor_10,20]. Com frequ\u00eancia, sobretudo no NT, s\u00e3o representados como personifica\u00e7\u00e3o do mal em luta permanente contra Deus e o seu reino instaurado por Cristo [Mc_5,1-15] [Mt_12,22-28] [Mt_12,43-45] [Ef_6,11] [1Ts_3,5] [1Cor_10,21-22] [2Cor_11,15] [2Cor_12,7] [1Tm_4,1] [1Pd_5,8]. \u00c0 frente dos dem\u00f3nios est\u00e1 Satan\u00e1s \u00abque significa "o advers\u00e1rio"\u00bb, express\u00e3o suprema de toda a oposi\u00e7\u00e3o a Deus [Zc_3,1-5] [Job_1,1] - [Job_2,1] [Lc_22,3] [Lc_22,31] [Jo_13,27] [1Ts_2,18] [2Ts_2,9]. Satan\u00e1s recebe tamb\u00e9m os nomes de Belzebu [Mt_12,22] Belial [2Cor_6,14] e sobretudo Diabo [Mt_4,1] [Mt_4,5] [Mt_4,8] [Mt_4,11] [Mt_13,39] [Mt_25,41] [Jo_6,70] [Jo_8,44] [Ef_4,27] [1Jo_3,8-10] etc. Jesus liberta-nos do poder de Satan\u00e1s e dos seus dem\u00f3nios.
Descanso: No AT est\u00e1 sobretudo ligado ao s\u00e1bado, enquanto dia semanal festivo. O descanso sab\u00e1tico \u00e9 algo de absolutamente sagrado [Ex_20,8-11] [Ex_23,12] [Lv_23,3] [Nm_15,32-36] [Dt_5,12-15] at\u00e9 ao ponto de a tradi\u00e7\u00e3o sacerdotal [Gn_1,1] apresentar Deus a criar o mundo ao ritmo da semana israelita [Gn_2,1-3]. O descanso sab\u00e1tico converte-se assim em s\u00edmbolo do descanso messi\u00e2nico que Deus promete ao seu povo e que \u00e9 feito de paz e felicidade [Ex_33,14] [Dt_12,9] [Is_32,18] [Jr_31,2] [Sf_3,13] [Hb_3,11] [Hb_3,18] [Hb_4,1-11] [Ap_14,13]. No NT, Jesus relativiza a lei do descanso sab\u00e1tico [Mc_2,23-27] [Lc_13,10-16].
Deserto: Tem na B\u00edblia uma dupla significa\u00e7\u00e3o religiosa: a) Terra est\u00e9ril, terra que Deus n\u00e3o aben\u00e7oou, terra medonha e terr\u00edvel [Gn_2,5] [Dt_1,19] [Is_14,23] [Is_30,6] [Sf_2,13] [Lc_3,14]. b) \u00c9poca privilegiada em que Israel nasce como povo, ao calor da elei\u00e7\u00e3o divina e na qual, com Deus por guia, alcan\u00e7a a Terra Prometida [Ex_3,18] [Ex_5,1] [Ex_13,17-21] [Dt_8,2] [Dt_8,15-18] \u00e9poca de amores e infidelidades [Jr_2,2] [Os_2,16-17] [Ez_20,10ss] [Sl_78,15-17] [Sl_78,40] [Sl_95,8-10] [Sl_106,1]. O deserto revela-se assim, tanto no AT como no NT, sinal de salva\u00e7\u00e3o [Is_32,15] [Is_35,1] [Is_41,18] [Is_43,19-20] [Mt_4,1] ver [Mt_24,26] [Lc_1,80] [Lc_4,1] [Mc_1,12].
Des\u00edgnio de Deus: Com esta express\u00e3o evoca a B\u00edblia o plano salvador de Deus sobre o homem e sobre o mundo. Plano que tem Cristo como centro; que se intui, se anuncia e  promete no AT [Dt_26,5-10] [Js_24,2-13] [Is_46,10] [Is_53,1] [Is_53,10] [Jr_23,18-22] [Mq_4,12] e que, chegada a plenitude dos tempos, se realiza em Cristo, por Cristo e para Cristo [Gl_4,4-5] [Ef_1,3-14] [Ef_3,5-11]. Jesus tem plena consci\u00eancia de estar no centro do des\u00edgnio divino, de ter sido enviado pelo Pai para dar cumprimento aos seus planos salv\u00edficos [Mt_5,17] [Mt_5,22] [Mt_5,27] [Mt_5,32] [Mt_5,34] [Mt_5,39] [Mt_5,44] [Mt_15,24] [Mc_10,45] [Lc_24,7] [Lc_24,26] [Lc_24,44] [Jo_4,34] [Jo_5,30] [Jo_6,38] [Jo_12,23] [Jo_12,34] [Jo_13,18] [Jo_17,12]. Toda a teologia de Paulo \u00e9 uma vigorosa proclama\u00e7\u00e3o de que o des\u00edgnio de Deus j\u00e1 se realizou em Cristo [Act_20,27] [Rm_8,28-30] [1Cor_1,18-25] [1Cor_2,1-5] [Ef_1,3-14] embora esperemos ainda a sua consuma\u00e7\u00e3o definitiva [1Cor_15,20-28] [1Ts_4,13-17] e todo o livro do Apocalipse. 
Despons\u00f3rio: Rito pelo qual o pai escolhia esposa para seu filho e se fixava o valor do dote [Gn_24,1] [Gn_28,1-5] [Gn_29,15-30] [Gn_38,6] [1Sm_18,20-25]. Na cultura religiosa semita, o despons\u00f3rio equivalia juridicamente a um verdadeiro matrim\u00f3nio [Gn_29,21] [Dt_22,23-27] o noivo recebe o nome de esposo, e a mulher s\u00f3 fica livre mediante o rep\u00fadio [Mt_1,18-19].
Desporto: Os livros dos Macabeus consideram os jogos desportivos uma pr\u00e1tica pag\u00e3, e por isso julgam-nos negativamente [1Mac_1,14] [2Mac_4,9] [2Mac_4,12] [2Mac_4,14-15]. Paulo tamb\u00e9m n\u00e3o os aprecia muito [1Tm_4,8] mas utiliza com relativa frequ\u00eancia a linguagem desportiva [1Cor_9,24-27] [Fl_3,12-14] [2Tm_2,5] [2Tm_4,7-8] ver [Hb_12,1].
Desterro: (ver Cativeiro) Amea\u00e7ado com ele em m\u00faltiplas ocasi\u00f5es [Dt_28,63-68] [Dt_30,1] [1Rs_8,46-50] [Jr_13,15-17] [Os_9,3] o povo israelita viver\u00e1 a terr\u00edvel experi\u00eancia do desterro na S\u00edria [2Rs_17,6] e na Mesopot\u00e2mia [2Rs_24,10-16] [2Rs_25,8-11]. Mas o desterro, que parecia um castigo "e em certo sentido o era", transformou-se em b\u00ean\u00e7\u00e3o para o povo judeu. Serviu-lhe para aprofundar a natureza do pecado [Jr_13,23] e desenvolver uma religiosidade mais aut\u00eantica [Jr_31,19] [Br_1,15] [Br_2,35] [Esd_9,6] [Ne_1,6] [Ne_9,16-26].
Deus: \u00c9 a realidade primeira e definitiva, cuja exist\u00eancia se imp\u00f5e na B\u00edblia sem necessidade alguma de explica\u00e7\u00e3o ou demonstra\u00e7\u00e3o. \u00c9 \u00abo Primeiro e o \u00daltimo\u00bb [Is_41,4] [Is_44,6] [Is_48,12] ver [Ap_1,8]. O mundo inteiro \u00e9 \u00abcria\u00e7\u00e3o\u00bb sua [Gn_1,1] [Jo_1,1]. Preenche-o e conhece-o-o absolutamente todo, e nada e ningu\u00e9m pode ocultar-se da sua presen\u00e7a [Gn_3,10] [Sl_139,1-16]. Para al\u00e9m do nome Eloim (plural irregular de El, e que designa toda a intensidade do Ser divino), tem tamb\u00e9m na B\u00edblia os nomes de El-Elion [Gn_14,22] El-Roi [Gn_16,13] El-Saddai [Gn_17,1] [Gn_35,11] El-Olam [Gn_21,33] El-Betel [Gn_35,7]. Mas, sobretudo, revela-Se ao seu povo pelo nome de Jav\u00e9 [Ex_3,13-15]. Com este nome, por sua vez misterioso, tem\u00edvel e ben\u00e9fico [Ex_33,18-22] [Ex_34,1-7] revela-Se como \u00abvivente\u00bb [Dt_5,26] [Js_3,10] [Jr_10,10] [Dn_6,21] como \u00absanto\u00bb [Lv_20,30] [Is_6,3] [Os_11,9] [Am_2,7] [Am_4,2] como \u00abciumento\u00bb [Ex_20,5] [Ex_32,12] [Is_48,11] [Ez_36,22] como \u00ab\u00fanico\u00bb [Ex_20,3] [Is_43,10-12] [Jr_2,11-13] como \u00abo absolutamente distinto\u00bb [Nm_23,19] [Is_40,25] [Os_11,9] soberanamente elevado sobre as coisas e os homens [Gn_1,1] [Gn_11,5-7] e ao mesmo tempo pr\u00f3ximo e sol\u00edcito [Gn_2,7] [Gn_3,8] [Gn_3,21] [Gn_7,16] [Is_49,15] [Os_11,1] presente na tempestade [Ex_19,18-19] [Sl_29,1] e na brisa [1Rs_19,12]. Mas a revela\u00e7\u00e3o plena e definitiva do mist\u00e9rio de Deus realiza-se e apresenta-se na pessoa e na vida de Cristo [Mq_11,27] [Jo_1,18] [Ef_2,18] [Ef_3,12] [Cl_1,26-27] [Cl_2,2]. Conhecer a Cristo \u00e9 conhecer a Deus [Jo_14,7-10] [Jo_17,3] [Jo_17,26] o qual,  precisamente atrav\u00e9s de Cristo, o Filho, Se nos manifesta como Pai [Rm_15,6] [2Cor_11,31] [Ef_1,3] [Mt_6,1-18] [Mt_6,26] [Mt_6,32] [Gl_4,6] como Esp\u00edrito [Mc_1,10] [Lc_10,21-22] [Jo_4,24] como amor [Jo_3,16] [Jo_5,20] [Jo_10,17] [1Jo_4,816] [Rm_5,8-10] [Rm_8,31-32] [Tt_3,4] como salva\u00e7\u00e3o [Mt_1,21] [Lc_1,47] [Lc_1,68-77] [Lc_2,11] [Act_4,12] [Act_13,26] [Act_15,11] [1Tm_1,1] [1Tm_2,3] [1Tm_4,10] [Tt_1,3] [Tt_2,10] [Tt_3,4].
Dia do Senhor: Em primeiro lugar \u00e9 a express\u00e3o b\u00edblica privilegiada para designar a interven\u00e7\u00e3o solene de Deus na Hist\u00f3ria; frequentemente se abrevia por \u00abo dia\u00bb ou \u00abaquele dia\u00bb. Esta interven\u00e7\u00e3o ir\u00e1 revestir uma faceta de ira e de castigo "fala-se do dia do ju\u00edzo, do dia da c\u00f3lera" [Is_2,11-12] [Ez_13,5] [Ez_22,24] [Lm_2,22] [Am_5,18-20] [Sf_1,4-18] [Mt_10,15] [Rm_2,5] [1Cor_3,13] mas tamb\u00e9m, e sobretudo, de triunfo, salva\u00e7\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o [Is_11,10-12] [Is_12,16] [Is_27,1-6] [Sf_3,11-16] [Am_9,11] [Jl_3,4-5] [Zc_12,3-8] [Ml_3,2-5] [Jo_6,39] [Act_2,17] [Act_2,20-21] [1Cor_5,5] [Ef_4,30]. No NT, o dia do Senhor designa, por um lado, o momento da vinda gloriosa de Jesus no final dos tempos [1Cor_1,8] [Fl_1,6] [Fl_1,10] [Fl_2,16] [1Ts_3,13] [1Ts_5,23] etc, e, por outro, o dia especialmente dedicado a celebrar no culto a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, o Senhor [Act_20,7] [1Cor_16,2] [Ap_1,10].
Di\u00e1cono: (ver Servo, Minist\u00e9rio) Palavra de origem grega, que significa criado, servo, servidor; com este significado \u00e9 empregada frequentemente na B\u00edblia [Mt_20,26] e paralelos; [Mt_22,13; [Jo_2,5] [Jo_12,26] [Rm_13,4] [Rm_15,8] [2Cor_11,15] [Gl_2,17]. No NT refere-se, sobretudo, ao servi\u00e7o crist\u00e3o [Act_6,2-5] [Rm_16,1] [1Cor_3,5] [2Cor_3,6] [2Cor_6,4] [2Cor_11,23] [Ef_3,7] [Ef_6,21] [Cl_1,7] [Cl_1,23] [Cl_1,25] [1Tm_4,6] e a pouco e pouco vai-se convertendo em termo t\u00e9cnico para designar algumas pessoas concretas com responsabilidades peculiares, tanto no culto como na direc\u00e7\u00e3o, dentro da comunidade crist\u00e3 [Fl_1,1] [1Tm_3,8] [1Tm_3,12-13].
Disc\u00edpulo: O uso desta palavra \u00e9 muit\u00edssimo raro no AT. ver [Is_8,16] [Is_50,4] [Is_54,13]. Mas o que exprime, ou seja, um homem que escuta, aprende e partilha ideias e vida de outra pessoa a quem tem por mestre, \u00e9 muito mais frequente [1Rs_19,19-21] [Jr_31,34] [Sl_25,4-9] [Sl_119,12] [Sl_119,26-36] [Pr_2,1] [Pr_3,1] [Pr_8,32-34]. No juda\u00edsmo tardio extrab\u00edblico, palavra e conte\u00fado s\u00e3o bastante frequentes. No NT  alude-se a disc\u00edpulos de Mois\u00e9s [Jo_9,28] de Jo\u00e3o Baptista [Mc_2,18] e paralelos; [Jo_1,35] [Act_19,1] dos fariseus [Mc_2,18] [Lc_5,35] [Mt_22,16]. Mas s\u00e3o os disc\u00edpulos de Jesus que monopolizam as aten\u00e7\u00f5es principais. Disc\u00edpulos que por vezes se identificam com os Doze [Mt_10,1] [Mt_26,14] [Mt_28,16] [Mc_6,7] [Mc_14,13-16] [Lc_9,1] mas que frequentemente designam um grupo mais vasto [Mt_8,21] [Lc_6,17] [Lc_6,19] [Lc_6,37] "ver [Lc_10,1]"; [Jo_6,60] [Jo_6,66]. No livro dos Actos, disc\u00edpulo e crente chegam a identificar-se [Act_6,1] [Act_6,7] [Act_9,10] [Act_9,26] [Act_14,20] ver [Jo_8,31]. Por seu lado, [Jo_6,45] verifica o cumprimento de [Is_54,13].
Dispers\u00e3o. Di\u00e1spora: Estas palavras t\u00eam um primeiro sentido positivo, enquanto Deus quer que os homens se multipliquem e povoem a Terra [Gn_1,28] [Gn_9,1]. T\u00eam um segundo sentido negativo, enquanto castigo de um pecado de soberba e sinal da divis\u00e3o entre os homens [Gn_11,7-9]. E t\u00eam, sobretudo, um sentido t\u00e9cnico quando se referem aos israelitas dispersos pelo mundo, devido \u00e0 queda dos reinos de Israel e Jud\u00e1 [2Rs_17,6-12] ver [Dt_28,64-68] [Ez_22,15-16]. Com o novo povo de Deus, a dispers\u00e3o recupera o seu valor positivo original: os disc\u00edpulos de Jesus espalham-se por todo o mundo para anunciar o evangelho [Mc_16,15] [Act_1,8] [Tg_1,1] [1Pd_1,1] ver [Jo_11,52] e [Act_2,1-11].
Div\u00f3rcio: Permitido no AT [Dt_24,1] ver [Mt_19,8] n\u00e3o forma parte, certamente, do ideal religioso querido por Deus para o matrim\u00f3nio [Mt_19,4-9] [Mc_10,5-9] [1Cor_7,10]. Apesar disso, Paulo ainda enumera uma excep\u00e7\u00e3o [1Cor_7,12-16].
Dom: Segundo a B\u00edblia, Deus est\u00e1 na origem de todo o dom [Tb_4,19] [Tg_1,17]. A Cria\u00e7\u00e3o, em geral [Sl_104,1] e em particular a sa\u00fade e os demais bens materiais [Dt_28,1-14] a Terra Prometida [Gn_15,18] [Dt_8,7] [Dt_9,6] [Dt_11,10] a Lei [Dt_4,5-8] [Dt_5,22] [Sl_117,9-20] [Eclo_24,23] o cora\u00e7\u00e3o novo anunciado pelos profetas [Jr_24,7] [Ez_36,26-28] s\u00e3o todos dons de Deus. Mas o dom supremo \u00e9 o seu pr\u00f3prio Filho [Jo_3,16] [Jo_4,10] [Rm_5,8] ver [Lc_22,19] o qual, por sua vez, comunica aos crentes o Dom do Esp\u00edrito [Act_8,20] [Act_11,17].
Dor: \u00c9 por si mesma uma realidade natural, consequ\u00eancia inevit\u00e1vel da limita\u00e7\u00e3o de toda a criatura. Historicamente, sem d\u00favida, no que tem de mais duro e mortitificante para o homem, \u00e9 ao mesmo tempo efeito do pecado [Gn_3,16-19] e instrumento querido por Deus para expiar e redimir os pecados [Is_53,1-12] [1Cor_1,18] [Fl_2,6-11] [Rm_4,25] [Hb_2,10] e para que os indiv\u00edduos e a comunidade se convertam em frutos maduros para a salva\u00e7\u00e3o [Act_9,16] [2Cor_4,10-12] [2Cor_6,4-5] [2Cor_11,23-28] [Ef_3,1] [Ef_3,13] [Cl_1,24] [1Ts_2,2] [1Ts_3,4].
Edificar: Para al\u00e9m do sentido material de construir uma casa, uma cidade, um templo, um altar [Gn_4,17] [Gn_8,20] [Gn_11,4] [Gn_33,17] tarefa para a qual tamb\u00e9m h\u00e1 que contar com Deus [Sl_127,1] a palavra edificar tem com frequ\u00eancia o sentido figurado de formar uma pessoa [Gn_2,22] uma dinastia [2Sm_7,11] ou um povo [Jr_12,16] [Jr_24,6] [Jr_31,4]. No NT aplica-se \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da Igreja e dos seus membros, que t\u00eam Cristo como pedra angular [1Cor_3,9-17] [1Cor_14,26] [Ef_2,20-22] [Ef_4,12-16] [1Pd_2,47] ver [Mt_21,42] e os ap\u00f3stolos, especialmente Pedro, como alicerces [Mt_16,18] [Ef_2,20] [Ap_21,14].
Educar: Designa o processo de forma\u00e7\u00e3o de uma pessoa, em que entram em jogo amor, ensino, exorta\u00e7\u00e3o, promessas, correc\u00e7\u00e3o, pr\u00e9mios e castigos. No plano humano, educar cabe, sobretudo, aos pais [Dt_8,5] [Dt_21,18-21] [Pr_23,22] [Eclo_22,3-5] [Ef_6,14] [Cl_3,20-21]. Na Hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, Deus \u00e9 o educador insuper\u00e1vel do povo israelita [Dt_4,36-37] [Dt_8,2-6] [Os_11,1-4] tarefa que Cristo continua nos ap\u00f3stolos [Mt_13,10-13] [Mt_16,22-23] e que chega \u00e0 sua plenitude no envio do Esp\u00edrito [Jo_14,26] [Jo_16,13-15].
Elei\u00e7\u00e3o: Com esta palavra descreve-se na B\u00edblia a iniciativa amorosa, livre e soberana de Deus, mediante a qual escolhe um povo ou indiv\u00edduos singulares dentro desse povo para o fazer portador do seu des\u00edgnio de salva\u00e7\u00e3o no meio do mundo [Ex_19,4-6] [Dt_7,6-8] [Dt_14,1-2] ver [Rm_11,16-24]. Na realidade, a elei\u00e7\u00e3o divina descrita na B\u00edblia \u00e9 uma aut\u00eantica cria\u00e7\u00e3o [Dt_32,6] [Is_27,11] [Is_43,1] [Is_43,15] [Is_54,5] que tem como \u00fanica motiva\u00e7\u00e3o o amor [Dt_7,8] [Jo_15,16] [1Jo_4,10] [Jo_4,19] e como objectivo a alian\u00e7a [Ex_19,5] [Dt_4,20] [Dt_7,6] [Dt_14,2] [1Rs_8,53] [Ml_3,17] [Sl_135,4]. A express\u00e3o desta elei\u00e7\u00e3o anticipam-se ou reproduzem-se na elei\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos singulares. Abra\u00e3o, Isaac e Jacob [Gn_12,1-3] [Gn_26,4] [Gn_28,14] Mois\u00e9s e Aar\u00e3o ([Ex_3,1] - [Nm_17,20] ju\u00edzes e reis [Jz_3,9] [Jz_3,15] [1Sm_10,24] [1Sm_16,8-12] [2Sm_7,4-16] sacerdotes e profetas [Dt_18,5] [Nm_8,16] [Is_6,6-10] [Is_8,11] [Jr_20,7] [Am_7,15]. Da parte de Deus, a elei\u00e7\u00e3o \u00e9 irrevog\u00e1vel [Jr_31,37] [Ez_20,32] [Os_11,8] mas as repetidas infidelidades do povo fazem pressagiar um novo acto de elei\u00e7\u00e3o [Is_14,1] [Zc_1,17] [Zc_2,16] do qual nascer\u00e1 um novo povo, ao qual Deus chama  \u00abmeu eleito\u00bb [Is_41,8] [Is_43,20] [Is_44,2] [Is_45,4] ou \u00abmeus eleitos\u00bb [Is_43,10] [Is_65,9] [Is_65,15] [Is_65,22]. Um novo povo que chega a concentrar-se numa misteriosa personagem [Is_42,1] tipo e figura de Jesus Cristo, para o qual o NT reivindica o t\u00edtulo de \u00abeleito de Deus\u00bb por antonom\u00e1sia [Lc_9,35] [Lc_23,35] (ver [Jo_1,34] variante do texto grego). A partir de Cristo, \u00abo eleito\u00bb, produz-se um fen\u00f3meno de expans\u00e3o, em virtude do qual todo o povo crist\u00e3o, "em primeiro lugar o grupo dos Doze [Mc_3,13-14] e paralelos [Jo_6,70] [Jo_15,16] [Act_1,24] e Paulo em especial [Act_9,15" \u00e9 agora o destinat\u00e1rio da nova elei\u00e7\u00e3o [Mt_22,14] [1Cor_1,27-28] [Ef_1,3] [Ef_1,5] [Ef_1,11] [1Ts_1,4] [2Tm_2,10] [1Pd_1,1] [1Pd_2,9].
Ensino. Ensinar: Com estes voc\u00e1bulos, o AT designa por vezes a transmiss\u00e3o de conhecimentos ou habilita\u00e7\u00f5es de toda a esp\u00e9cie [2Sm_22,35] mas sobretudo designa toda a instru\u00e7\u00e3o na ci\u00eancia das coisas divinas [Dt_4,10] [Dt_4,14] [Dt_5,31] [Dt_11,19] [Dt_31,19] [Dt_31,22] [Sl_51,15]. Neste sentido, ensino e sabedoria s\u00e3o conceitos afins [Job_33,33] [Sl_34,12] [Eclo_51,16] [Eclo_51,23-28]. Deus \u00e9 o mestre por excel\u00eancia [Sl_25,4] [Sl_25,9] [Sl_94,10] [Sl_143,10] [Sl_119,7] [Sl_119,12] [Sl_119,33] e o seu ensino corporiza-se definitivamente em Jesus de Nazar\u00e9, o Mestre, que ensina em todo o lado sem descanso [Mt_5,2] [Mt_9,35] [Mt_11,1] [Mt_25,55] [Mc_1,21] [Mc_6,34] [Mc_12,35] [Lc_5,3] [Lc_6,6] [Lc_21,37] e com uma autoridade at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida [Mt_7,28-29] [Mt_13,54] [Mc_1,27] [Mc_11,18]. Jesus transmite aos ap\u00f3stolos esta capacidade de ensinar com autenticidade [Mt_28,19-20] [Lc_10,16] [Act_4,18] [Act_5,28]. O Pai como fonte [Jo_7,16] [Jo_8,28] e o Esp\u00edrito Santo como for\u00e7a e luz [Jo_14,16] [Jo_14,26] [Jo_16,13-15] [1Jo_2,27] s\u00e3o a garantia desse ensino.
Epifania: Significa manifesta\u00e7\u00e3o e, no que se refere ao voc\u00e1bulo, o AT utiliza-o quase exclusivamente en 2Macabeus para aludir \u00e0s interven\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias de Deus a favor do seu povo [2Mac_2,21] [2Mac_3,24-34] [2Mac_5,4] [2Mac_10,29-30] [2Mac_11,8] [2Mac_12,22] [2Mac_14,15] [2Mac_15,27]. A realidade expressa pelo voc\u00e1bulo est\u00e1 presente em muitos outros lugares , nos quais epifania \u00e9 sin\u00f3nimo de \u00abteofania\u00bb ou manifesta\u00e7\u00e3o de Deus [Gn_18,26] [Gn_32,25-31] [Gn_35,7] [Ex_3,1-6] [Is_6,1]. A manifesta\u00e7\u00e3o suprema e definitiva de Deus tem lugar em Jesus Cristo, tanto na sua primeira vinda [Mt_2,1-12] [Lc_2,29-32] [Lc_9,32] [Jo_1,14] [Jo_2,11] [Jo_12,41] [2Tm_1,10] [Tt_2,11] como na \u00faltima, quando vier a p\u00f4r termo \u00e0 Hist\u00f3ria [2Ts_2,8] [1Tm_6,14] [2Tm_4,1] [2Tm_4,8] [Tt_2,13] [Hb_9,28].
Esc\u00e2ndalo: Etimologicamente significa trope\u00e7o, armadilha, ocasi\u00e3o de queda, tanto material ([Lv_19,14] [Sl_124,7]) como sobretudo moral [Jt_5,20];[Mt_5,29] [Mt_18,6-7] e paralelos [Mt_16,23] [Rm_9,32-33]). H\u00e1 um esc\u00e2ndalo saud\u00e1vel, enquanto o pr\u00f3prio Deus ou Jesus Cristo p\u00f5em \u00e0 prova o seu povo, que n\u00e3o corresponde como deveria e cai ([Is_8,14-15] [Lc_2,34] [Mt_11,6] [Rm_9,33] [1Pd_2,8]); e h\u00e1 um esc\u00e2ndalo culp\u00e1vel e pecaminoso, quando o homem abusa da fraqueza do irm\u00e3o e o faz cair ([1Rs_14,16] [1Rs_15,30] [1Rs_15,34] [1Rs_21,22] [Prv_28,10] [Eclo_27,25-29] [Mt_18,6-9] [Rm_14,6-15] [1Cor_8,10-13]).
Escatologia: O substantivo (que \u00e9 um termo de origem grega e significa discurso ou tratado sobre as coisas \u00faltimas e definitivas que h\u00e3o-de suceder ao homem e ao mundo), n\u00e3o se encontra na B\u00edblia. Mas existe o adjectivo \u00ab\u00e9skatos\u00bb = \u00ab\u00faltimo\u00bb, com o qual se recorda a irrup\u00e7\u00e3o definitiva do reino de Deus e os acontecimentos que acompanhar\u00e3o essa irrup\u00e7\u00e3o. Esta irrup\u00e7\u00e3o do reino e esses acontecimentos foram anunciados pelos profetas  [Ez_38,1] - [Ez_39,1] [Jl_3,1] - [Jl_4,1] os quais, no entanto, n\u00e3o foram capazes de distinguir entre o tempo de Cristo e o tempo da consuma\u00e7\u00e3o final. O NT f\u00e1-lo por um lado, pois com Cristo se inaugurou o tempo \u00faltimo, o tempo escatol\u00f3gico [Act_2,17] [1Cor_10,1] [1Pd_1,20] [Hb_1,2] e, por outro, estamos ainda \u00e0 espera da consuma\u00e7\u00e3o \u00faltima e definitiva [Mt_24,3-44] e paralelos; [Mt_25,31] [1Cor_15,23-28] [1Ts_1,10] [1Ts_2,19] [1Ts_3,13] [1Ts_4,15-17] [2Ts_2,1-11] [Tg_5,7] [2Pd_3,1-13] [Ap_20,22]. 
Escravid\u00e3o. Escravo: (ver Cativeiro) Praticada pela maioria dos povos antigos, a escravid\u00e3o era tamb\u00e9m conhecida em Israel [Gn_17,12] [Ex_21,1] [Ex_21,11] [Lv_25,39-40] [Dt_15,12-18] [Dt_21,10-12] [2Rs_4,1] [Am_2,6] [Am_8,6] [Ne_5,5]. No entanto, a Lei israelita n\u00e3o permitia um dom\u00ednio total sobre o escravo [Ex_21,20] [Ex_21,26] [Eclo_7,20] [Eclo_33,25-33] e inclusive, se se tratava de escravos hebreus, deviam ser libertados no s\u00e9timo ano [Ex_21,2] [Dt_15,12-15] [Dt_15,18] [Jr_34,8-9] ou, pelo menos, no ano jubilar [Lv_25,8-10] [Lv_25,39-42]. \u00c0 primeira vista, o NT parece tolerar a escravid\u00e3o [1Cor_7,20-24] [Ef_6,5-9] [Cl_3,22-25] [Cl_4,1] mas no fundo considera-a anticrist\u00e3, "pelo que a verdadeira escrid\u00e3o \u00e9 a do pecado [Rm_5,12-14] [Rm_6,6] [Rm_6,16] [Rm_6,20] [Rm_7,13-23] da qual Cristo nos liberta [Rm_7,25]" e coloca os alicerces para a sua total abroga\u00e7\u00e3o [1Cor_12,13] [Gl_3,28] [Ef_6,5-9] [Cl_3,11] [Cl_4,1] [Fm_1,16]. Os disc\u00edpulos de Cristo, por seu lado, "que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o escravos, mas filhos que gozam de plena liberdade [Jo_8,31-36] [Rm_6,17-18] [Rm_8,14-17] [1Cor_7,22] [Gl_4,1-7] [1Jo_3,1]", devem converter-se em \u00abescravos da justi\u00e7a\u00bb [Rm_6,18] e tornar-se \u00abescravos uns dos outros por amor\u00bb [Gl_5,13].
Escritura: J\u00e1 no conceito profano, a escrita reveste o car\u00e1cter de coisa solene, definitiva, irrevog\u00e1vel [Jo_19,22] ver [Jo_8,6]. Por isso la escritura exprime de maneira quase natural o car\u00e1cter intang\u00edvel da palavra divina [Jr_36,23] [Sl_119-89] [Ap_22,18-19]. N\u00e3o \u00e9 de estranhar, por isso, que os profetas de Israel t\u00eanham consci\u00eancia de que \u00e9 o pr\u00f3prio Deus quem lhes ordena que confiem \u00e0 escrita os seus or\u00e1culos [Is_8,1] [Jr_36,1-4] [Hab_2,2] ver [Ap_14,13] [Ap_19,9]. A partir daqui, os livros que se reconhecem como escritos sob esse impulso divino que chamamos \u00abinspira\u00e7\u00e3o\u00bb constituem a Escritura Sagrada, ou simplesmente a Escritura, con mai\u00fascula  "com frequ\u00eancia emprega-se o plural" [Mt_21,42] e paralelos; [Mt_22,29] e paralelos; [Mt_26,54] [Mt_26,56] e paralelos; [Lc_4,21] [Lc_24,27] [Lc_24,32] [Lc_24,45] [Jo_2,22] [Jo_5,39] [Jo_7,38] [Jo_13,18] [Jo_19,24] [Jo_19,28] [Jo_19,36-37] [Rm_1,2] [1Cor_15,3] [1Tm_5,18] [2Tm_3,16] [2Pd_1,20] etc. ver [2Tm_3,15]. As Escrituras Sagradas s\u00e3o norma suprema de vida e de conduta [Mt_4,4-10] [Jo_5,39] [Rm_15,3-4] [1Cor_10,6] [1Cor_10,11] [2Tm_3,16].
Escutar: Designa-se com este voc\u00e1bulo a) A atitude benevolente de Deus que atende sol\u00edcito os pedidos do homem simples e necessitado [Ex_22,22-26] [Sl_10,17] [Sl_34,16-18] [Sl_102,21] [Jo_9,31] [Tg_5,4] [1Pd_3,12]. Sobretudo, escuta sempre seu Filho Jesus [Jo_11,41-42]. b) A postura do homem que acolhe com docilidade a palavra de Deus tornada vis\u00edvel em Cristo [Dt_6,3-4] [Jr_7,2] [Am_3,1] [Pr_1,8] [Mt_7,24] [Mt_7,26] [Mc_4,3] [Mc_4,23-24] [Jo_4,42] [Jo_6,45] [Jo_8,43] [Jo_8,47] [Jo_10,3] [Jo_18,37] [Ef_1,13] [Hb_2,1] [Hb_3,7] [Ap_2,7] [Ap_2,11] [Ap_2,17] [Ap_2,29] etc. A Virgem Maria \u00e9 modelo de escuta [Lc_2,19] [Lc_2,51] [Lc_11,28].
Esmola: Gesto eficaz de aux\u00edlio de um homem ao seu pr\u00f3ximo. Manifesta-se de diversos modos, e a B\u00edblia atribui-lhe um elevado valor religioso [Lv_19,9] [Lv_23,22] [Dt_14,28-29] [Dt_15,11] [Dt_24,20-22] [Rt_2,1] [Pr_3,28] [Pr_14,21] [Tb_4,7-11] [Tb_4,15] [Sl_41,2]. Gesto relacionado com o culto [2Sm_6,18-19] [Ne_8,10-12] e com as festas [Dt_16,10-12] [Dt_16,14] [Tb_2,1-2] muito do agrado de Deus [Ez_18,7] [Dn_4,24] [Pr_19,17] [Eclo_3,30] sobretudo quando, para al\u00e9m da ajuda material, se d\u00e1 o cora\u00e7\u00e3o [Tb_1,8] [Eclo_18,15-17]. Gesto que, com a chegada de Jesus, conserva todo o seu valor sempre que se fa\u00e7a sem ostenta\u00e7\u00e3o [Mt_6,14] sem esperar nada em troca [Lc_6,30-36] [Lc_14,13-14] e como express\u00e3o de desprendimento [Lc_11,41] [Lc_12,33] [Lc_18,22] e de solidariedade [Rm_15,25-27] [2Cor_8-9] [Gl_2,10].
Esperan\u00e7a: F\u00e9, confian\u00e7a, esperan\u00e7a e amor s\u00e3o na B\u00edblia aspectos diferentes de uma \u00fanica, embora complexa, atitude espiritual. Deus fez uma promessa de salva\u00e7\u00e3o \u00e0 Humanidade pecadora [Gn_3,15] [Gn_9,8-17] e a partir esta promessa, a hist\u00f3ria b\u00edblica \u00e9 uma hist\u00f3ria de esperan\u00e7a. Hist\u00f3ria que tem em Abra\u00e3o, sen\u00e3o no come\u00e7o, um marco fundamental [Gn_12,1-3] hist\u00f3ria que num primeiro momento se limita a esperar bens temporais, uma terra, uma descend\u00eancia, uma vida longa e tranquila, a aus\u00eancia de guerras, sa\u00fade e bens de fortuna [Gn_12,7] [Gn_35,12] [Dt_9,1-9] [Dt_28,1-14] mas que a pouco e pouco vai alargando horizontes [Is_11,1-9] [Jr_31,31-34] [Sl_16,10-11] [Sl_49,16] [Sl_73,23] [Sl_73,28] [Ez_37,1-14] [Dn_12,1-3] [2Mac_7,9] [2Mac_7,11] [2Mac_7,14] [2Mac_7,23] [Sb_3,3-4] [Sb_3,7-9] [Sb_4,15] [Sb_5,15]. Em Jesus cumprem-se todas as promessas [2Cor_2,20]. Jesus \u00e9, pois, a esperan\u00e7a de Israel, da Igreja e da humanidade inteira [Rm_3,21-30] [Gl_3,22] [Hb_7,15-19] [Cl_1,27] [Ap_21,1] - [Ap_22,1]. Desta esperanza participa toda a cria\u00e7\u00e3o [Rm_8,19-22] [2Pd_2,12-13] [Ap_21,1] mas de modo especial o crist\u00e3o [Rm_8,23-25] [1Cor_15,53-58] [2Cor_5,2-5] [Fl_3,20-21] [Tt_1,2] [Tt_3,13] [Tt_3,7].
Esp\u00edrito. Esp\u00edrito de Deus:  A palavra \u00abesp\u00edrito\u00bb designa na B\u00edblia diversas realidades. Por vezes tem o significado de sopro, vento [Ex_14,21] [Ex_18,45] [Ex_19,12] [Ez_13,13] [Ez_27,26] ver [Jo_3,8] [2Ts_2,8]. Outras vezes designa o h\u00e1lito de vida que Deus infunde no  homem [Gn_2,7] [Gn_6,3] [Job_33,4] [Job_34,14-15] [Ecl_12,7] [Sb_15,11] [Sl_31,6] ver [Mt_28,50] [Lc_23,46]. Esta \u00faltima acep\u00e7\u00e3o vai tomando densidade com o passar do tempo, e no NT o termo \u00abesp\u00edrito\u00bb evoca j\u00e1 a dimens\u00e3o supramaterial do ser humano [Mt_5,3] [Mt_26,41] [Mc_2,8] [Mc_8,12] [Act_7,59] [1Cor_5,3] [2Cor_2,13] [Cl_2,5]. Mas, sobretudo, com o termo Esp\u00edrito, a B\u00edblia alude a uma realidade divina que o AT descreve como for\u00e7a, poder, sabedoria, santidade, e que em \u00faltima inst\u00e2ncia se identifica com a pr\u00f3pria ess\u00eancia divina [Gn_1,2] [Nm_11,29] [Jz_3,10] [Jz_6,34] [Jz_11,29] [Jz_13,25] [Jz_14,6] [1Sm_10,6] [1Sm_16,13] [Is_11,2] [Is_42,1] [Is_61,1] [Ez_3,12] [Ez_3,24] [Ez_8,3] [Ez_36,26-27] [Ez_39,29] [Jl_3,1-2] [Zc_12,10] [Sl_51,12-13]. O NT aprofunda estes dados e revela-nos que se trata de uma Pessoa no interior da Trindade divina, Pessoa que recebe com frequ\u00eancia o nome de Esp\u00edrito Santo [Mt_1,20] [Mt_3,11] e paralelos; [Lc_1,15] [Lc_1,35] [Lc_1,41] [Lc_2,25] [Lc_4,14] [Lc_11,13] [Jo_1,33] [Jo_20,22] [Act_1,5] [Act_1,16] [Act_2,4] [Act_2,33] [Act_2,38] [Act_4,8] etc. [Rm_5,5] [Rm_9,1] [Rm_14,17] [Hb_2,4] [2Pd_1,21] etc., de Esp\u00edrito de Deus [Mt_12,28] "ver [Lc_4,18]" [Rm_8,14] [1Cor_2,11-12] [1Cor_3,16] "ver [Ef_4,30]" [Fl_3,3] [1Pd_4,14] [1Jo_4,2] de Esp\u00edrito de Cristo, de Jesus, do Senhor [Act_8,39] [Act_16,7] [Fl_1,19] [Rm_8,9] [Rm_8,11] ou simplesmente de Esp\u00edrito, [Mt_4,1] e paralelos; [Jo_1,32-33] [Jo_3,5-8] [Jo_7,39] [Rm_2,9] [Rm_7,6] [Rm_8,4-6] [Rm_8,9] [Rm_8,13-16] [Rm_15,30] etc. O NT, por sua vez, \u00abatribui\u00bb a esta Pessoa divina uma comunica\u00e7\u00e3o multiforme dos seus dons e potencialidades \u00e0 Igreja crist\u00e3 e aos seus membros [Jo_14,26] [Jo_16,13-15] [Jo_20,22-23] [1Jo_2,27] [Act_4,8] [Act_6,3] [Act_6,10] [Act_7,55] [Act_9,17] [Act_11,24] [Act_21,4] [Rm_5,5] [Rm_8,15-16] [Rm_8,23] [Rm_8,26] [Gl_4,6] [1Cor_2,10-12] [1Cor_12,1-11] [1Cor_14, 15] [2Cor_1,22] [2Cor_5,5] [Ef_1,13] [Ef_4,30]. \u00c9 importante que o crist\u00e3o saiba distinguir quais s\u00e3o as aut\u00eanticas manifesta\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito [1Jo_4,1] [1Cor_12,1-3] [1Cor_12,7] [1Cor_12,10] e que os respons\u00e1veis da comunidade n\u00e3o impe\u00e7am a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito [1Ts_5,19].
Esposo. Esposa: No tocante ao conte\u00fado antropol\u00f3gico destes voc\u00e1bulos na B\u00edblia, veja-se \u00abMatrim\u00f3nio\u00bb. Aqui interessa sublinhar o valor religioso que estes termos t\u00eam na B\u00edblia enquanto se aplicam a Deus e a Israel, respectivamente. Para os profetas b\u00edblicos, a elei\u00e7\u00e3o-alian\u00e7a entre Deus e Israel comporta uma uni\u00e3o t\u00e3o \u00edntima e profunda, que para express\u00e1-la n\u00e3o encontram outra imagem melhor que a do matrim\u00f3nio. Deus \u00e9 o esposo sempre fiel [Is_54,5-8] [Is_61,10] [Is_62,4-5] [Jr_31,2-4] [Ez_16,6-14] [Ez_16,60] [Os_2,21-22] ver [Ct_1,15] [Ct_4,1-15] [Ct_5,1] [Ct_6,4-12] [Ct_7,1-10] [Ct_8,6-7] e Israel \u00e9 a esposa amada e amante [Jr_2,2] [Os_2,16-18] mas frequentemente infiel [Jr_11,15] [Ez_16,15-34] [Os_2,4-7]. O amor do esposo triunfar\u00e1 finalmente, e Deus, por meio de Jesus Cristo, protagonizar\u00e1  novos esponsais com o seu novo povo [Mt_9,15] e paralelos; [Mt_25,1-13] [Jo_3,29] [2Cor_11,2] [Ap_19,7-9] [Ap_21,2] [Ap_21,9].
Eternidade. Eterno: (ver Tempo) A eternidade \u00e9 o tempo de Deus, ou melhor, a aus\u00eancia de tempo em Deus. A B\u00edblia fala de um \u00abDeus eterno\u00bb [Gn_21,33] que dura sempre e para sempre, sem princ\u00edpio nem fim [Ex_15,18] [Is_9,6] [Is_40,28] [Is_41,4] [Is_48,12] [Sl_90,2] [Sl_90,4] [Sl_102,25-28] [Ap_1,8] [Ap_21,6]. Coisas e pessoas participam \u00e0s vezes analogamente da eternidade de Deus [1Sm_ 7,12-16] [Sl_110,4] [Lc_1,32] [Lc_1,70] [Lc_16,9] [2Cor_4,18].
Eucaristia: (ver Ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as) Etimologicamente significa \u00abac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as\u00bb, e  neste sentido utiliza-se com frequ\u00eancia na B\u00edblia grega [Sb_16,28] [Sb_18,2] [2Mac_1,11] [2Mac_12,31] [Act_24,3] [Rm_16,4] [1Cor_1,14] [1Cor_14,16] [Ef_5,4] [Cl_2,7] [Cl_4,2] [1Ts_3,9] [1Tm_2,1] [1Tm_4,3] [Ap_7,12] [Ap_11,17]. Mas na linguagem p\u00f3s-b\u00edblica, a Igreja crist\u00e3 fez do termo eucaristia a express\u00e3o t\u00e9cnica para referir-se ao gesto com o qual Jesus, na \u00daltima Ceia, institui um sacrif\u00edcio de ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, por sua vez antecipador e comemorativo do sacrif\u00edcio da cruz [Mt_26,26-29] [Mc_14,22-25] [Lc_22,19-20] [1Cor_11,22-25]. Jesus repete o gesto em [Lc_24,30] e a comunidade primitiva sente-se comprometida a fazer o mesmo, embora no NT o expresse com as palavras \u00abfrac\u00e7\u00e3o do p\u00e3o\u00bb [Act_2,42] [Act_2,46] [Act_20,7] ver [Act_27,35].
Evangelho: Tem no AT um primeiro significado de qualquer boa not\u00edcia [2Sm_4,10] [2Sm_18,19-20] [2Sm_18,26-27] [Sl_68,12] [Na_2,1]. Mas tamb\u00e9m tem, sobretudo no Segundo Isa\u00edas, o significado religioso da boa nova messi\u00e2nica [Is_40,9] [Is_41,27] [Is_52,7] [Is_61,1] ver [Sl_40,10] [Sl_96,2]. Jesus traz de maneira definitiva esta boa nova proclamando a chegada do reino de Deus [Mc_1,14-15] [Mc_10,29] [Mc_10,10] [Mc_16,15] [Lc_4,18-20] [Lc_4,43] [Lc_8,1] [Mt_4,23] [Mt_9,35] [Mt_24,14] [Mt_26,13] [Rm_1,1] [Rm_10,16] [Hb_4,2]. Em verdade, Jesus mesmo \u00e9 a boa nova, o evangelho por antonom\u00e1sia [Lc_2,10] [Mc_1,1] [Act_8,12] [Rm_1,9] [Rm_15,19] [1Cor_9,12] [2Cor_2,12] [2Cor_9,13] [2Cor_10,14] [1Ts_3,2]. Os que anunciam a boa nova de Cristo e da sua mensagem recebem o t\u00edtulo de evangelistas [Act_21,8] [Ef_4,11] [2Tm_4,5]. Esta boa nova da salva\u00e7\u00e3o e do reino de Deus em Cristo \u00e9 descrita de m\u00faltiplos modos: evangelho da gra\u00e7a [Act_1,24] evangelho da gl\u00f3ria de Deus [1Tm_1,11] e de Cristo [2Cor_2,4] evangelho da paz [Ef_6,15] mist\u00e9rio do evangelho [Ef_6,19] riqueza do evangelho [Ef_3,8] verdade do evangelho [Gl_2,5] [Gl_2,14] esperan\u00e7a do evangelho [Cl_1,23] f\u00e9 do evangelho [Fl_1,27] cadeias do evangelho [Fm_13]. Em qualquer caso, o crist\u00e3o tem que entregar-se incondicionalmente ao an\u00fancio do evangelho [1Cor_9,16] [1Cor_9,19-23] [Gl_1,15-16] [Ef_3,7-8] [Fm_1,13]. Nunca no NT, e nem sequer em [2Cor_8,18] a palavra \u00abevangelho\u00bb tem o sentido de obra escrita, sentido que adquirir\u00e1 a partir do s\u00e9culo XI depois de Cristo.
\u00caxodo: (ver Liberta\u00e7\u00e3o) Com esta palavra, que significa \u00abcaminho de sa\u00edda\u00bb, evoca-se o acontecimento talvez mais importante da Hist\u00f3ria de Israel: um grupo de israelitas, comandados por Mois\u00e9s, libertam-se da opress\u00e3o eg\u00edpcia, atravessam a zona pantanosa do mar Vermelho, atravessam o deserto do Sinai onde concluem um pacto com Jav\u00e9, seu Deus, e chegam \u00e0 Palestina, a terra da promessa. [Ex_1,1] - [Ex_20,1] [Ex_32,1] - [Ex_34,1] [Nm_11,1] - [Nm_14,1] [Nm_33,1] [Dt_1,1] - [Dt_11,1]. Este acontecimento converte-se em tipo e penhor de toda a liberta\u00e7\u00e3o efectuada por Deus em favor do seu povo. Primeiro em favor do povo judeu [Is_10,25-27] [Jr_16,14-15] [Mq_7,14-15] especialmente por ocasi\u00e3o do regresso do cativeiro babil\u00f3nico, descrito como um novo e maravilhoso \u00ab\u00caxodo\u00bb [Is_35,3-10] [Is_40,1-11] [Is_42,7-16]. Depois em favor do povo crist\u00e3o, atrav\u00e9s da ac\u00e7\u00e3o libertadora de Cristo [Jo_1,29] [Jo_8,34-36] [1Pd_1,18-21] cuja vida e morte \u00e9 descrita como um \u00caxodo em direc\u00e7\u00e3o ao Pai [Jo_3,14-17] [Jo_13,1] [1Cor_5,7] [1Cor_10,1-6].
Expia\u00e7\u00e3o: Esta mesma ideia exprime-se tamb\u00e9m com a palavra \u00abpropicia\u00e7\u00e3o\u00bb, e ambas t\u00eam por refer\u00eancia. 1) o sacrif\u00edcio para alcan\u00e7ar o perd\u00e3o e a purifica\u00e7\u00e3o dos pecados  [Lv_4,3] [Lv_4,14] [Lv_4,20] [Lv_4,24] [Lv_4,31] [Lv_4,35] [Lv_16,3] [Lv_16,6] [Lv_16,11] [Lv_16,15-19] [Lv_16,32-34] ver [Is_53,10] [Tb_12,9] [Hb_5,1] 2) o pr\u00f3prio perd\u00e3o dos pecados [Sl_130,4] [Rm_3,25] [Hb_2,17] [1Jo_2,2] [1Jo_4,10] 3) a ora\u00e7\u00e3o de intercess\u00e3o para obter o perd\u00e3o [Ex_32,30-32] [Nm_17,11-12] [Sb_18,21] [Hb_7,25].
Fam\u00edlia: (ver Matrim\u00f3nio) Deus est\u00e1 na origem da fam\u00edlia [Gn_2,20-24] que entre os hebreus tem um cunho marcadamente patriarcal [Gn_12,1]. Em sentido estrito, constituem uma fam\u00edlia os pais e os filhos; um n\u00famero elevado de filhos \u00e9 sinal da b\u00ean\u00e7\u00e3o divina [Sl_128,3] [Sl_144,12]. Em sentido amplo, formam uma fam\u00edlia todos os que est\u00e3o unidos por v\u00ednculos de sangue; e inclui quantos vivem debaixo do mesmo tecto; casa e fam\u00edlia v\u00eam a ser voc\u00e1bulos de significado id\u00eantico [Gn_7,1] [Gn_46,27] [2Sm_7,11] [2Sm_7,16] [Jo_4,53] [Lc_1,27] [Lc_1,69] [Lc_10,5] [Act_11,14] [Act_16,15] [Act_18,8] [1Cor_1,16] [1Cor_16,15] [Fl_4,22] [2Tm_1,16]. Tanto no AT como no NT recomenda-se encarecidamente a pr\u00e1tica das virtudes familiares [Ex_20,12] [Lv_19,3] [Dt_5,l6] [Eclo_3,1-16] [Lc_2,51] [Ef_6,1-9] [Cl_3,20-25] [Cl_4,1]. Mas os crist\u00e3os s\u00e3o chamados a constituir a fam\u00edlia dos filhos de Deus [Ef_2,19] [Gl_4,26] ver [Fl_3,20] [Hb_12,22-23] perante as exig\u00eancias da qual a fam\u00edlia humana deve passar para segundo plano [Mt_10,34-37] [Lc_12,51-53] [Lc_14,2] ver [Lc_2,49].
F\u00e9: (ver Confian\u00e7a) \u00c9 um conceito chave na B\u00edblia. O seu sentido primeiro e principal n\u00e3o \u00e9 o do assentimento intelectual a uma verdade religiosa, mas o da viv\u00eancia existencial dessa verdade, ou, por outras palavras, o da ades\u00e3o vital a Deus. A f\u00e9 leva, ent\u00e3o, ao abandono nas m\u00e3os de Deus, enquanto o homem renuncia a confiar em si mesmo e confia totalmente na palavra poderosa e providente de Deus. A f\u00e9 \u00e9 fonte e fundamento de toda a vida religiosa do homem. [Hb_11,1-40]. Abra\u00e3o \u00e9 modelo e tipo de todos os crentes [Gn_12,1-4] [Gn_15,6] [Gn_22,1-18] [Eclo_44,20] [Rm_4,13-22] [Hb_11,17-19]. Sem f\u00e9, a alian\u00e7a entre Deus e o povo desmorona-se_ [Dt_9,23] [Dt_30,15-20] [Sl_78,37] [Sl_106,24] pelo que, primeiro os profetas  "sobretudo Isa\u00edas" [Is_7,4] [Is_7,9] [Is_40,31] [Is_44,8] [Is_49,23] [Is_50,10] [Jr_2,5-13] e depois os salmos [Sl_11,1] [Sl_27,1] [Sl_31,1] [Sl_62,1] [Sl_125,1] convidam com insist\u00eancia a confiar plenamente em Deus. Tamb\u00e9m no an\u00fancio do reino que faz o NT, a f\u00e9 em Deus Pai e em seu Filho Jesus Cristo ocupa um lugar de provil\u00e9gio [Mc_1,15] [Mc_4,39] [Mc_5,36] [Mc_9,23-24] [Mc_10,52] [Mt_17,20] [Mt_21,21] [Lc_7,50] e \u00e9 fonte de vida e de salva\u00e7\u00e3o [Lc_1,45] [Lc_8,48] [Mc_16,16] [Jo_3,15-16] [Jo_3,36] [Jo_5,24] [Jo_20,31] [1Jo_5,1] [1Jo_5,13]. Do modo particular, S\u00e3o Paulo evidencia este valor salv\u00edfico e vivificante da f\u00e9 [Rm_1,17] [Rm_3,22] [Rm_4,5] [Rm_4,11] [Rm_5,1-2] [Gl_2,16] [Gl_3,11] [Gl_3,36] [Gl_3,12] [Cl_2,12] [Fl_3,9] a qual, sendo dom de Deus [Ef_2,8] requer a n\u00e3o resist\u00eancia, isto \u00e9, a colabora\u00e7\u00e3o do homem [Mt_7,21] [1Cor_13,2] [1Cor_15,2] [Gl_5,6] [Tg_2,14-17] [Tg_2,26] [1Jo_3,16-28].
Festas: Os israelitas, para al\u00e9m do duplo sacrif\u00edcio di\u00e1rio [Ex_29,38-42] [Nm_28,3-8] [1Cr_16,40] [Esd_3,3] e de todos os s\u00e1bados do ano (ver S\u00e1bado), tinham certos dias particulares espcialmente dedicados ao culto divino. Sobressa\u00edam tr\u00eas festas: a P\u00e1scoa [Ex_21,1-14] [Ex_21,21-28] [Ex_21,43-50] \u00e0 qual se juntou mais tarde a festa dos \u00e1zimos ou p\u00e3es sem fermento [Ex_12,15-20] [Lv_22,5-8] [Nm_28,16-25] [Dt_16,1-8] o Pentecostes ou festa das Semanas [Ex_34,22] [Lv_23,15-22] [Nm_28,26-31] [Dt_16,9-12] e a festa das Tendas [Ex_34,22] [Dt_16,13] [Ne_8,14-17]. Cinco dias antes desta \u00faltima festa celebrava-se o grande dia da Expia\u00e7\u00e3o [Lv_16,1-34] [Act_27,9] e com menor solenidade celebrava-se a festa das sortes ou Purim [Est_9,20-32] [Jo_10,22] e a da Dedica\u00e7\u00e3o do Templo [1Mac_4,52-59].
Fidelidade: \u00c9 o atributo em virtude do qual Deus n\u00e3o pode faltar \u00e0s suas promessas [Gn_24,27] [Ex_34,6-7] [Sl_89,2-5] [Sl_119,89-90] [Is_40,8] [Tb_14,4] e constitui, por isso, o apoio indestrut\u00edvel da f\u00e9 e da confian\u00e7a do homem nessas promessas [Sl_31,6-8] [Sl_69,14] [1Cor_1,8-9] [1Cor_10,13] [2Cor_1,18] [Fl_1,6] [1Ts_5,24]. Mas enquanto Deus \u00e9 a \u00abRocha de Israel\u00bb [Dt_32,4] o povo \u00e9 infiel [Sl_78,8] [Sl_78,17] [Sl_78,22] [Sl_78,36-37]. S\u00f3 um resto permanecer\u00e1 fiel; ver [Is_42,1-4] [Is_50,4-7] antecipando a fidelidade de Cristo [Mc_10,45] [Jo_19,28] [2Cor_1,20] [2Tm_2,13] [Hb_2,17] [Ap_9,11] e dos crist\u00e3os [2Ts_3,3] [Hb_10,23].
Filho de Deus: Com esta express\u00e3o \u00e9 designado no AT o povo de Israel, enquanto eleito, amado e protegido por Deus [Ex_4,22-23] [Dt_1,31] [Jr_31,9] [Os_11,1] [Sb_18,13]. Tamb\u00e9m o rei dav\u00eddico, enquanto representa todo o povo, recebe o mesmo t\u00edtulo [2Sm_7,14] [1Cr_17,13] [Sl_2,7] [Sl_89,27]. Por\u00e9m, no sentido forte do termo, Filho Unig\u00e9nito de Deus Pai, cuja natureza e dignidade divina compartilha, aplica-se somente a Jesus Cristo, quer explicitamente, quer de forma equivalente [Mc_1,1] [Mc_1,11] [Mc_3,11] [Mc_5,7] [Mc_9,7] [Mc_14,61-62] e paralelos; [Mc_15,39] [Mt_3,17] e paralelos; [Mt_4,3] [Mt_4,5] e paralelos;  [Mt_8,29] [Mt_14,33] [Mt_16,16] [Mt_26,63] [Mt_27,43] [Mt_27,54] [Lc_1,32] [Lc_1,35] [Jo_1,34] [Jo_1,49] [Jo_3,18] [Jo_5,25] [Jo_10,36] [Jo_11,4] [Jo_11,27] [Jo_17,1] [Jo_19,7] [Act_9,20] [Rm_1,3] [Rm_1,9] [Rm_5,10] [Rm_8,3] [Rm_8,29] [Rm_8,32] [1Cor_1,9] [2Cor_1,19] [Gl_1,16] [Ef_4,13] [Cl_1,13] [1Ts_1,10] [Hb_4,14] [2Pd_1,17] [1Jo_1,3] [1Jo_1,7] [1Jo_3,8] [1Jo_3,23] [1Jo_4,9-15] [Ap_2,18].
Filho do Homem: Trata-se de uma express\u00e3o semita que designa, em princ\u00edpio, um membro da comunidade humana, sobretudo enquanto ser d\u00e9bil e mortal [Is_51,12] [Ez_2,1] [Ez_2,3] [Ez_2,8] [Ez_3,1] [Ez_3,4] [Ez_3,10] etc. [Job_25,6] [Sb_8,5] [Sb_11,4] [Sb_14,2] [Sb_31,20] etc.; ver [Pr_8,31]. Mas, no livro de Daniel, o filho do homem converte-se numa figura simb\u00f3lica [Dn_7,13] que representa \u00abo povo dos santos do Alt\u00edssimo\u00bb [Dn_7,18] [Dn_7,22] [Dn_7,27] na sua gl\u00f3ria final. Isto n\u00e3o \u00e9 obst\u00e1culo para que o povo se concentre no seu chefe, e a express\u00e3o Filho do homem adquira um valor estreitamente individual, glorioso e transcendente. \u00c9 o que  tem na literatura do juda\u00edsmo intertestament\u00e1rio "sobretudo nos livros ap\u00f3crifos de Henoc" e nos Evangelhos, onde aparece umas setenta vezes, sempre na boca de Jesus. \u00c9 o t\u00edtulo preferido de Jesus, talvez porque sintetizava o mist\u00e9rio da sua personalidade, ao mesmo tempo humana e divina. Algumas vezes sublinha a sua condi\u00e7\u00e3o e poder sobre-humanos [Mt_9,6] e paralelos; [Mt_12,8] e paralelos; [Mt_13,37] [Jo_1,51] [Jo_3,13] [Jo_5,27] [Jo_6,62] noutras vezes ajuda a destacar o momento culminante da sua paix\u00e3o e ressurrei\u00e7\u00e3o [Mc_8,31] e paralelos; [Mc_9,31] e paralelos; [Mc_10,33-34] e paralelos; [Mt_17,9] [Mt_17,22] [Mt_26,2] [Mt_26,24-45] [Jo_3,14] [Jo_12,23] [Jo_12,34] [Jo_13,31-32] noutras alude ao momento da sua vinda gloriosa no final dos tempos ou \u00abparusia\u00bb [Mc_8,38] [Mc_13,26] [Mt_10,23] [Mt_16,27] [Mt_19,28] [Mt_24,30] [Mt_25,31] [Mt_26,64] e paralelos; e noutras, finalmente, Jesus refere-o a Si mesmo [Mt_8,20] [Mt_11,19] [Mt_16,13] [Jo_6,27] [Jo_6,53] [Jo_9,35].
Filhos de Deus: No AT s\u00e3o assim chamados, embora entendendo a express\u00e3o em sentido atenuado e metaf\u00f3rico, em primeiro lugar os anjos [Dt_32,8] [Job_1,6] [Job_2,1] [Sl_29,1] [Sl_89,7] mas tamb\u00e9m os membros do povo eleito [Dt_14,1] [Is_1,2] [Is_30,1] [Is_30,9] [Jr_3,14] [Os_2,1] ver [Gn_6,2] sobretudo os justos perseguidos [Sb_2,13-18]. No NT todos os homens s\u00e3o chamados a reproduzir em si mesmos a imagem do Filho \u00danico Jesus Cristo [Rm_8,29] e por isso mesmo, quantos a reproduzem s\u00e3o constitu\u00eddos filhos de Deus pelo Esp\u00edrito, num sentido mais forte do que o significado no AT [Jo_1,12] [Rm_8,14-17] [Gl_3,26] [Gl_4,5-7] [Ef_1,5] [1Jo_3,12] ver [1Pd_1,3] [1Pd_2,2] [2Pd_1,4]. Pode assim falar-se de um novo nascimento [Jo_3,3] [Jo_3,5] [Tt_3,5] de um  homem novo [2Cor_5,17] [Gl_6,15] que vive uma vida nova [Rm_6,4] e que \u00e9 tratado por Deus como filho, inclusive quando o corrige [Hb_12,5-12].
Flagela\u00e7\u00e3o: Castigo \u00e0 base de a\u00e7oites ou chicotadas, aplicado por motivos diversos e com instrumentos variados: varapaus, correias com ou sem bolas de chumbo etc. [Mt_10,17] [Mt_23,34] [Mc_13,9] [Act_5,40] [Act_22,19]. A Lei judaica s\u00f3 permitia um m\u00e1ximo de 40 golpes [Dt_25,2-3] [2Cor_11,24]. As leis pag\u00e3s n\u00e3o estabeleciam limites [2Mac_7,1] e foi esse o supl\u00edcio suportado por Jesus [Mt_27,26] e paralelos. Paulo alega a sua condi\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3o romano para n\u00e3o ser flagelado sem ju\u00edzo pr\u00e9vio [Act_16,37-38] [Act_22,25-26].
Fogo: O fogo \u00e9, na B\u00edblia, um s\u00edmbolo poderoso da presen\u00e7a e da ac\u00e7\u00e3o divinas. Presen\u00e7a e ac\u00e7\u00e3o que podem ser: a) protectoras e benfazejas [Ex_3,2-3] [Nm_9,15] [2Rs_2,11] [Is_4,5] [Ez_14,1] [Zc_2,9] [Dn_7,9-10] [Lc_3,16] [Lc_12,49] [Lc_11,32] [Act_2,3] b) tem\u00edveis e  purificadoras [Ex_19,16-18] [Ex_24,17] [Dt_4,11] [Dt_4,15] [Dt_4,33] [Dt_4,36] [Dt_5,19] [Dt_5,23] [Dt_5,45] [1Rs_18,22-38] [Is_6,6-7] [Jr_20,9] [Jr_23,29] c) vingadoras e punitivas [Gn_19,24] [Dt_9,21] [Nm_16,35] [Is_66,15-16] [Is_66,24] [Ez_28,18] [Am_1,4] [Sf_1,18] [Ml_3,2] [Ml_3,10] [Mt_3,10-12]. Neste contexto, quando o NT fala do fogo do Inferno [Mt_5,22] [Mt_13,40] [Mt_25,41] [Mc_9,42-47] [Lc_16,22-24] [Ap_14,10] [Ap_20,14] [Ap_21,8] nada impede que esse \u00abfogo\u00bb simbolize um castigo ultraterreno cuja natureza nos \u00e9 desconhecida, tal como o \u00abbanquete\u00bb \u00e9 s\u00edmbolo da felicidade celestial [Mt_22,1-10] [Mt_25,1-10] [Lc_12,35-38] [Lc_13,28-29] [Lc_14,16-24] ver [Lc_22,15-18] [Is_25,6].
Fome e sede: A B\u00edblia v\u00ea na fome e na sede os m\u00e1ximos indicadores de uma situa\u00e7\u00e3o de sofrimento e de infelicidade [Gn_12,10] [Gn_21,15-16] [Gn_26,1] [Gn_41,53-56] [Nm_20,1-5] [Rt_1,1-2] [2Rs_6,24-29] [Jr_19,9] [Ez_5,10] [Lc_16,24]. Da\u00ed que o sagrado dever de ajudar o irm\u00e3o seja significado pelo gesto de dar p\u00e3o e \u00e1gua [Gn_24,43-46] [Tb_4,16] [Is_58,7] [Is_58,10] [Ez_18,16] [Pr_25,21] [Mt_10,42] [Mt_25,35] [Mt_25,42]. Da\u00ed tamb\u00e9m que a fome e a sede simbolizem muito apropriadamente a absoluta necessidade que o homem tem de Deus [Is_55,1] [Jr_2,13] [Am_8,11] [Sl_42,2-3]. Al\u00e9m disso, s\u00f3 Deus pode e quer saciar essa fome e matar essa sede [Is_25,6] [Sl_81,11] [Mt_4,4] [Mt_5,6] [Jo_4,10-14] [Jo_6,31-35] [Jo_6,51].
Fortaleza. For\u00e7a: Dom tanto f\u00edsico como moral, que Deus concede em ordem a realizar obras salv\u00edficas de um certo car\u00e1cter extraordin\u00e1rio [Jz_14,6] [Jz_14,19] [1Sm_17,45-47] [Is_42,1]. Dom que o Messias possuir\u00e1 de modo especial  [Is_9,5] [Is_11,2] [Mq_5,3] [Sl_110,2] e que portanto est\u00e1 presente em Jesus de Nazar\u00e9 em todo o seu vigor [Lc_4,36] [Lc_11,21-22] [Lc_24,19]. Dom que o Esp\u00edrito derrama com abund\u00e2ncia sobre os crist\u00e3os, os quais, quanto mais fracos parecem, humanamente falando, mais fortes s\u00e3o no Senhor [1Cor_2,1-5] [2Cor_4,7-16] [2Cor_12,9-10] [Fl_4,13] [1Tm_1,12] [1Jo_2,14].
Gera\u00e7\u00e3o: Tem um primeiro sentido de ac\u00e7\u00e3o de gerar, de estar na origem de uma pessoa ou, figuradamente, de uma coisa [Gn_2,4] [Gn_5,1] [Gn_11,10] [Ez_16,3] [1Tm_2,15] [1Jo_5,2] [1Jo_5,18]. A partir da\u00ed, passa a significar o conjunto de homens que vivem solidariamente numa mesma \u00e9poca, e por extens\u00e3o, a essa \u00e9poca, concretizada num determinado n\u00famero de anos [Gn_15,16] [Gn_17,7] [Gn_17,12] [Sl_71,18] [Sl_78,4] [Sl_95,10] [Sl_145,4] ver [Nm_14,33]. Quando essa solidariedade se vive sob o signo do pecado, a B\u00edblia fala de \u00abgera\u00e7\u00e3o m\u00e1 e ad\u00faltera\u00bb [Dt_32,5] [Dt_32,20] [Mt_12,39] e paralelos, [Mt_17,17] e paralelos; ver [Jo_8,44] [Act_2,40] [Fl_2,15].
Gl\u00f3ria: Entre os semitas designa antes de mais o valor real de uma coisa ou de uma pessoa. Valor que pode assentar nas riquezas [Gn_13,2] na posi\u00e7\u00e3o social [Gn_45,13] [Job_19,9] [Job_29,1-25] no poder e na influ\u00eancia [Is_8,7] [Is_16,14] [Is_17,3-4] [Is_21,16] [Jr_48,18] na beleza [Ex_28,2] [Ex_28,40] [Is_35,1-2] [Is_60,13] [Is_62,2] [Ag_2,3] [Ag_2,7] [Ag_2,9]. Da\u00ed que, a n\u00edvel humano, a gl\u00f3ria seja patrim\u00f3nio especial do rei [1Rs_3,9-14] [1Cr_29,28] [2Cr_17,5] ver [Sl_8,6] e [Mt_6,29]. Em todo o caso, a gl\u00f3ria humana \u00e9 fr\u00e1gil e caduca [Sl_49,17-18] [1Ts_2,6]. S\u00f3 a gl\u00f3ria de Deus \u00e9 consistente e eterna, pois se identifica com o seu pr\u00f3prio Ser e com os seus atributos: poder, sabedoria, beleza, fidelidade, miseric\u00f3rdia [Ex_14,18] [Ex_16,7] [Nm_14,21-22] [1Rs_8,11] [Is_6,3] [Is_35,2] [Is_59,19] [Is_60,1] [Is_66,18] [Ez_10,4] [Ez_10,18-19] [Ez_43,2-5] [Br_5,1-9] [Sl_19,2] [Sl_57,6] [Sl_72,19] [Sl_102,16-17] [Rm_1,23] [Rm_3,23] [Ef_3,16] [Cl_1,11]. Esta gl\u00f3ria de Deus torna-se presente e vis\u00edvel de modo esplendoroso em Jesus Cristo [Lc_2,9] [Lc_2,14] [Lc_2,32] [Lc_9,32] [Jo_1,14] [Jo_2,11] [Jo_11,40] [Jo_17,5] [2Pd_1,17] sobretudo na sua ressurrei\u00e7\u00e3o [Lc_24,26] [Act_3,13] [1Cor_2,8] [1Tm_3,16] [Tg_2,1] [1Pd_1,21] e na sua manifesta\u00e7\u00e3o no final dos tempos [Mt_16,27] [Mt_19,28] [Mt_24,30] [Mc_13,26] [1Pd_4,13]. Os crist\u00e3os participam dessa gl\u00f3ria [Rm_8,18-21] [Rm_9,23] [1Pd_1,7] [1Pd_5,4] [1Pd_5,10]. Finalmente, tanto o substantivo \u00abgl\u00f3ria\u00bb como o verbo \u00abglorificar\u00bb t\u00eam por vezes no NT o significado "comum, por outro lado, nas l\u00ednguas ocidentais" de reconhecimento e consequente louvor dos atributos de Deus e de Jesus Cristo [Lc_17,18] [Jo_5,41] [Jo_5,44] [Jo_9,24] [Jo_12,43] [Rm_2,7] [Rm_2,10] [Rm_3,7] [Ap_1,6] [Ap_4,9] [Ap_11,13] [Ap_16,9].
Gra\u00e7a: Tem na B\u00edblia um primeiro significado de beleza tanto f\u00edsica como moral [Sl_45,3] [Prv_10,32] [Prv_31,30] [Ecl_10,12] [Eclo_9,8] [Eclo_18,17] [Eclo_26,15] [Lc_4,22] [Lc_6,32-34] ver [Lc_2,52]. Por vezes designa tamb\u00e9m a benevol\u00eancia entre os homens [Gn_39,21] [Ex_12,36] [Act_2,47] [Act_4,33] e fazendo parte da f\u00f3rmula \u00abac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as\u00bb, "muito frequente no NT" designa o reconhecimento dos favores recebidos, quer de Deus quer de outros homens [Sl_92,1] [Sl_95,2] [Mt_15,36] [Lc_17,16] [Jo_11,41] [Act_28,15] [Rm_1,1] [Rm_16,4] [1Cor_1,1] [1Cor_10,30], [Ef_5,20] [Cl_3,15-17] etc. Mas gra\u00e7a, no singular, refere-se sobretudo a Deus, como dom que se comunica de muitos modos ao homem. Algumas vezes refere-se a Deus enquanto fonte desse dom, e ent\u00e3o gra\u00e7a \u00e9 sin\u00f3mimo de amor, benevol\u00eancia, miseric\u00f3rdia, fidelidade [Ex_34,6-7] [Dt_7,7-9] [Sl_36,8] [Sl_63,4] [Sl_86,15] [Rm_11,6] [1Cor_15,10] [Ef_1,3-9] [Ef_2,5] neste sentido, Cristo \u00e9 a gra\u00e7a de Deus por excel\u00eancia [Jo_1,14-18] [Jo_3,16] [Jo_4,10] [Rm_8,32] [1Jo_4,9]. Outras vezes, gra\u00e7a designa o Dom de Deus enquanto recebido pelo homem, e equivale a favor, b\u00ean\u00e7\u00e3o, vida, salva\u00e7\u00e3o [Gn_6,8] [Ex_33,12] [Pr_3,34] [Sl_84,12] [Lc_1,30] [Act_6,8] [Act_11,23] [Act_13,43] [Act_14,3] [Rm_1,5] [Rm_3,24] [Rm_5,2] etc. [1Cor_1,4] [1Cor_3,10] [Gl_2,9] [Gl_2,21] [Ef_4,7] [1Pd_1,10] [1Pd_1,13] [1Pd_3,7] [1Pd_4,10] [1Pd_5,10] [1Pd_5,12]. Frequentemente estes dois sentidos andam unidos, e \u00e9 dif\u00edcil saber qual deles prevalece. Assim sucede, por exemplo, em numerosas sauda\u00e7\u00f5es do NT [Rm_1,7] [1Cor_1,3] [2Cor_1,2] [Gl_1,3] etc. [1Pd_1,2]. Gra\u00e7a de Deus e gra\u00e7a de Cristo expressam no Nt uma mesma realidade [Jo_1,17] [Act_14,26] [Act_15,11] [Act_15,40] [Rm_1,7] [Rm_16,20] [1Cor_1,3] [1Cor_16,23] [Gl_1,6] [2Ts_1,12] [2Tm_2,1] etc., realidade que em certas ocasi\u00f5es parece adquirir uma consist\u00eancia quase f\u00edsica [Ef_6,24] [1Tm_6,21] [Tt_3,7] [Tt_3,15] [1Pd_1,10] [1Pd_3,13] [1Pd_4,10].
Guerra: A B\u00edblia v\u00ea o facto da guerra como uma realidade end\u00e9mica da condi\u00e7\u00e3o humana. ver  [2Sm_11,1]. Em \u00faltima inst\u00e2ncia \u00e9 um mal, j\u00e1 que os des\u00edgnios de Deus s\u00e3o des\u00edgnios de paz [Is_9,5] [1Cor_14,33]. Mas a paz definitiva, a da salva\u00e7\u00e3o, s\u00f3 se logra derrotando os inimigos do des\u00edgnio divino, representados, segundo a B\u00edblia, primeiro pelos inimigos do povo eleito, aos quais \u00e9 preciso fazer guerra e vencer [Ex_23,27-33] [Nm_21,21-35] [Dt_2,26] [Dt_3,17] [Dt_7,1-2] [Js_6,11] [Jz_3,1] - [Jz_12,1] [1Sm_11,1-15] [1Sm_28,1] - [1Sm_28,30] [2Sm_5,1] [2Sm_8,1] [2Sm_10,1] e, em segundo lugar, por todos os poderes contr\u00e1rios a Deus, quer sejam terrenos [Ex_3,20] [Ex_11,4] [Ex_14,l8] ou ultraterrestres [Dn_7,19-27] [Ap_11,7-11] [Ap_12,7-9] [Ap_19,11-21]. Por conseguinte, s\u00f3 uma guerra tem raz\u00e3o de ser: a guerra contra o mal, contra o pecado, contra Satan\u00e1s [Mt_4,1-11] e paralelos; [Mt_12,25-28] [Jo_12,31] [Jo_16,33] [Ef_6,10-11] [1Pd_5,8-9]. Nesta guerra pelo reino, promovida por Cristo [Mt_10,34] e paralelos;  [Mt_11,12] e paralelos, as armas do crist\u00e3o s\u00e3o a palavra de Deus, a f\u00e9, a verdade, o zelo, a esperan\u00e7a da salva\u00e7\u00e3o, o amor [Ef_6,13-17] [1Ts_5,8] [1Jo_2,14] [1Jo_4,4]. A vit\u00f3ria final est\u00e1 assegurada [Mt_24,29-30] [1Jo_4,4-5] [Ap_19,19-21] [Ap_20,7-10] [Ap_21,1].
Heran\u00e7a: Na cultura semita, a heran\u00e7a refere-se sobretudo \u00e0 terra que o pai transmite a seus filhos ou parentes mais pr\u00f3ximos, e que n\u00e3o pode ser alienada [Nm_27,1-11] [1Rs_21,3-4]. Em sentido religioso, a no\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a est\u00e1 estreitamente ligada \u00e0 da alian\u00e7a, e refere-se \u00e0 promessa que Deus fez ao seu povo, de lhe dar uma terra \u00abonde mana leite e mel\u00bb [Ex_15,17] [Dt_4,21] [Js_14,9] ver [Act_7,5]. Com o passar do tempo, o horizonte desta promessa amplia-se at\u00e9 significar os bens celestiais que tem reservados para aqueles que O amam [Mt_5,5] [Mt_19,21] [Mt_25,34] [Mc_10,17] [Act_20,32] [Rm_8,17] [Gl_3,18] [Ef_1,14] [Ef_1,18] [Ef_5,5] [1Pd_1,4] [Hb_9,15].
Homem: Nos primeiros cap\u00edtulos do G\u00e9nesis emprega-se com alguma frequ\u00eancia o termo \u00abhomem\u00bb como sin\u00f3nimo de var\u00e3o [Gn_2,21-25] [Gn_3,8-21] [Gn_4,1] ver [Mt_19,5] [Mt_19,10] [Ef_5,31]. O NT conserva alguns exemplos deste uso [Mt_26,72-74] [Mc_14,71] [Jo_8,17] [Jo_16,21] [Jo_18,29] [Jo_19,5] [Act_5,38]. Mas com este termo a B\u00edblia designa sobretudo a inteira realidade "material, espiritual e social" do ser vivo criado por Deus \u00e0 sua imagem [Gn_1,26-27] [Gn_5,2] [Gn_9,6] [Sl_8,1] [Sb_2,23] [Eclo_17,1-3] ver [Act_17,26]. Com a irrup\u00e7\u00e3o do pecado [Gn_3,6-7] a imagem querida por Deus fica destru\u00edda, ou pelo menos gravemente deteriorada, na sua dimens\u00e3o espiritual e moral [Gn_3,10-11] e faz a sua apari\u00e7\u00e3o o que S\u00e3o Paulo denomina \u00abo homem velho\u00bb [Rm_6,6] [Ef_4,22] [Cl_3,9] ou \u00abprimeiro Ad\u00e3o\u00bb, terreno e corrupt\u00edvel [1Cor_15,44-46]. Este homem velho deve dar lugar ao \u00abhomem novo\u00bb, o Ad\u00e3o escatol\u00f3gico, que \u00e9, antes de mais, Cristo em pessoa [Ef_2,15] mas tamb\u00e9m todos que, incorporando a imagem de Cristo, recuperam a imagem de Deus e se convertem em homens novos, em novas criaturas ([Rm_8,29] [1Cor_15,49] [2Cor_3,18] [2Cor_4,4] [2Cor_5,17] [Gl_6,15] [Cl_3,9-10] [Ef_4,22-24]).
Hora: Tem o sentido cronol\u00f3gico de per\u00edodo de tempo [Mt_20,12] [Mt_26,40] [Mt_27,45] [Jo_11,9] [Act_19,34] ver [2Cor_7,8] [Ap_17,12] ou do instante preciso em que sucede uma coisa [Mt_8,13] [Mt_9,22] [Mt_10,19] [Lc_2,38] [Jo_1,39] [Jo_4,52] [Act_2,15] [1Cor_4,11] [1Cor_15,30] [Ap_3,3]. Por vezes designa o pr\u00f3prio acontecimento em sentido figurado [Jo_16,21] [Ap_3,10] ou a oportunidade da ac\u00e7\u00e3o [Lc_22,53] [Jo_16,4] [Rm_13,11]. Mas, sobretudo S\u00e3o Jo\u00e3o, utiliza o termo em sentido religioso para referir-se: 1) \u00e0 morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo e ao seu regresso ao Pai [Jo_2,4] [Jo_7,30] [Jo_7,44] [Jo_8,20] [Jo_12,23] [Jo_12,27] [Jo_13,1] [Jo_16,25] [Jo_16,32] [Jo_17,1] ver [Jo_19,27] 2) aos \u00faltimos tempos, ou tempos escatol\u00f3gicos [Jo_4,21] [Jo_5,25-28] [Jo_16,2] [1Jo_2,18] [Ap_14,7] [Ap_14,15].
Hospitalidade: Virtude muito apreciada e praticada no mundo semita, a que pertence o AT [Gn_18,1-8] [Gn_19,8] [Gn_24,29-32] [Jz_19,1-10] [2Rs_4,8-10] [Is_58,7] [Job_31,32]. Deus mesmo \u00e9 apresentado enquanto d\u00e1 hospitalidade ao povo [Lv_25,23] e aos seus servos [Sl_15,1] [Sl_23,5]. Tamb\u00e9m o NT a aprecia e recomenda, identificando-se o h\u00f3spede necessitado com o pr\u00f3prio Jesus [Mt_25,35-40] [Lc_14,13] ver [Act_13,3]. S\u00e3o Paulo inculca-a a todos os crist\u00e3os [Rm_12,13] ver [1Pd_4,9] mas sobretudo aos dirigentes da comunidade [1Tm_3,2] [Tt_1,8].
Idolatria: (ver Adora\u00e7\u00e3o e Avareza) Para a religi\u00e3o b\u00edblica n\u00e3o h\u00e1 mais nenhum Deus sen\u00e3o Jav\u00e9, pelo que a idolatria ou adora\u00e7\u00e3o de qualquer outra coisa ou pessoa \u00e9 considerada como uma aberra\u00e7\u00e3o merecedora do maior castigo [Ex_20,1-5] [Ex_34,12-17] [Dt_4,15-19] [Dt_5,6-9] [Dt_13,7-17] [Jz_2,11-14] [2Rs_17,7-18] [Jr_32,30-35] [Ez_16,1] [Ez_20,1] [Ez_23,1] [Dn_14,1] [Os_8,4-6] [Sl_81,10] [Sl_106,19-20] [Sl_106,36-40] [Sb_11,15] [Sb_14,8-14] [Sb_14,22-31] [Rm_1,24-32]. \u00c9 rid\u00edculo render culto ao que nada \u00e9 e nada vale [Is_41,67] [Is_44,9-20] [Jr_10,11-12] [Sb_6,1] [Sb_13,10-19] [Sb_15,7-19] [1Cor_8,4-6] abandonando o \u00fanico e verdadeiro Deus [Jr_2,5] [Jr_2,13] [Sb_13,1-5] [Rm_1,18-32] e pondo em perigo a consecu\u00e7\u00e3o do reino [1Cor_5,11] [1Cor_10,14-22] [Gl_4,8] [Ap_21,8] [Ap_22,15].
Igreja: (ver Povo de Deus) Etimologicamente significa reuni\u00e3o, assembleia, povo convocado. No AT emprega-se poucas vezes, mas significativamente para designar a assembleia religiosa do povo de Deus [Dt_4,10] [Dt_31,30] [Js_8,35] [Jz_20,2] [1Rs_8,1] [1Rs_8,14] [1Rs_8,22] [1Rs_8,55] [Sl_32,26]. Com o NT converte-se no voc\u00e1bulo preferido para designar o novo povo de Deus, que tem Jesus Cristo como fundador [Mt_16,18] e que \u00e9 composto de judeus e gentios sem distin\u00e7\u00e3o [Act_15,7-9] [Act_15,14] [Act_18,10] [Rm_15,9-13]. S\u00e3o sobretudo o livro dos Actos e S\u00e3o Paulo que empregam abundantemente o termo \u00abigreja\u00bb para designar: a) A inteira comunidade crist\u00e3 que nasce, se desenvolve e se estende pelo mundo inteiro e se torna presente em cada uma das comunidades locais concretas [Act_5,11] [Act_8,1] [Act_8,3] [Act_9,31] [Act_11,22] [Act_11,26] [Act_12,1] [Act_14,23] [Act_14,27] [Act_15,3] [Act_15,4] [Act_15,22] [Act_15,41] [Act_16,5] [Act_18,22] [Act_20,17] [Act_20,28] [Rm_16,1] [Rm_16,4] [Rm_16,16] [1Cor_1,2] [1Cor_4,17] [1Cor_6,4] [1Cor_10,32] [2Cor_8,1] [2Cor_8,18] [2Cor_8,23] [Gl_1,2] [Gl_1,22] [1Ts_1,1] b) O mist\u00e9rio do reino de Deus, que se encarna e se revela nesta realidade ao mesmo tempo humana e divina, vis\u00edvel e transcendente, santa e pecadora, povo de Deus e corpo de Cristo [Ef_1,22-23] [Ef_2,20] [Ef_3,10] [Ef_3,21] [Ef_4,12-16] [Ef_5,23-32] [Cl_1,18] [Cl_1,24-25] [1Tm_3,15].
Imortalidade: Em sentido estrito, Deus \u00e9 o \u00fanico imortal [Rm_1,23] [1Tm_1,17] [1Tm_6,16] ver [Sb_1,15]. No NT o livro da Sabedoria fala de uma imortalidade participada [Sb_3,4] [Sb_4,1] [Sb_8,13] [Sb_8,17] [Sb_15,3] ver [Sb_2,23]. Quanto ao NT, a palavra aparece s\u00f3 em 1Cor\u00edntios com sentido positivo e referindo-se ao corpo da ressurrei\u00e7\u00e3o [1Cor_15,53-54] mas o conceito est\u00e1 inclu\u00eddo nas express\u00f5es muito mais frequentes de \u00abvida eterna\u00bb e de \u00abmorte eterna\u00bb [Mt_7,14] [Mt_18,8-9] [Mt_19,16] [Mt_19,29] [Mt_25,46] [Jo_3,36] [Jo_4,14] [Jo_5,24-40] [Jo_6,27-63] [Jo_10,28] [Jo_17,2-3] [Act_13,46] [Act_13,48] [Rm_6,22-23] [Jd_21,1].
Imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os: Gesto amplamente utilizado no mundo da B\u00edblia, onde a m\u00e3o simboliza j\u00e1 a ac\u00e7\u00e3o poderosa de Deus [Ex_14,31] [1Rs_18,46] [Ez_1,3] [Ez_3,22] [Sl_19,2]. Impor as m\u00e3os \u00e9, pois, sinal de efic\u00e1cia na b\u00ean\u00e7\u00e3o que se d\u00e1 [Gn_48,13-19] [Mt_19,13] [Mc_10,16]. \u00c9 tamb\u00e9m sinal de consagra\u00e7\u00e3o, pela qual o Esp\u00edrito confere capacidade e autoridade a uma pesssoa para exercer uma miss\u00e3o [Nm_8,10] [Nm_27,15-23] [Dt_34,9] [Act_6,6] [Act_8,17] [Act_13,3] [Act_14,23] [Act_19,6] [1Tm_4,14] [2Tm_1,6]. \u00c9, finalmente, sinal de liberta\u00e7\u00e3o do mal: liberta\u00e7\u00e3o do pecado, mal por excel\u00eancia [Lv_1,4] [Lv_4,4] [Lv_16,20-22] ver [1Tm_5,22] e liberta\u00e7\u00e3o dos males f\u00edsicos, como penhor da liberta\u00e7\u00e3o definitiva [Mc_7,32] [Mc_8,23] [Mc_16,20] [Lc_4,40] [Lc_13,13] [Act_9,12] [Act_28,8].
Incredulidade. Infidelidade: (ver Fidelidade)  Estas duas palavras, de conte\u00fado muito semelhante, significam n\u00e3o s\u00f3 a nega\u00e7\u00e3o aberta de Deus [Sl_10,4] [Sl_14,1] mas tamb\u00e9m a atitude de quem n\u00e3o d\u00e1 cr\u00e9dito \u00e0 sua palavra, aos seus enviados, \u00e0s suas obras. O AT  verifica e lamenta a incredulidade e infidelidade de Israel [Ex_15,1] [Ex_16,1] [Ex_32,9] [Ex_33,3] [Nm_14,1] [Nm_16,1] [Nm_17,1] [Dt_9,7] [Dt_9,13] [Dt_9,24] [Dt_32,15] [Is_48,4] [Jr_7,26] [Ez_2,3-8] [Ez_3,7]. Como n\u00e3o confia em Deus, Israel busca apoio, \u00abin\u00fatil apoio\u00bb, nos \u00eddolos [Is_2,6-8] [2Rs_17,16-17] em adivinhos e falsos profetas [1Sm_21,3-25] [Jr_4,10] [Jr_27,9] [Mq_3,7] nas criaturas [Jr_7,4] [Jr_17,5] em alian\u00e7as humanas [Is_30,1-7] [Is_31,1-3] [Os_5,13] [Os_7,8-11]. A incredulidade de Israel alcan\u00e7a o seu ponto culminante ao rejeitar Jesus [Mt_8,10-12] [Mt_11,20-24] [Mt_13,58] [Mt_21,33-44] e paralelos; [Mt_23,37] [Lc_13,34] [Act_3,13-14] [Rm_9,1] [Rm_9,11]. Mas n\u00e3o s\u00f3 Israel \u00e9 incr\u00e9dulo e infiel. Tamb\u00e9m os disc\u00edpulos de Jesus podem s\u00ea-lo em certa medida [Mt_6,30] [Mt_8,26] [Mt_14,31] [Mt_16,8] [Mt_17,20] e paralelos; [Mt_28,17] e paralelos; [Jo_20,24-29] e s\u00e3o-no de modo especial os que se negam a reconhecer Jesus Cristo como Deus e homem verdadeiro [1Jo_2,22-23] [1Jo_4,2-3] [1Jo_5,1-5].
Inferno: Tem na B\u00edblia um primeiro significado etimol\u00f3gico de \u00ablugar inferior\u00bb onde moram os mortos "bons ou maus", sem especial conota\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o de castigo. Equivale, mais ou menos, ao primitivo \u00absheol\u00bb israelita. Cristo teria descido a esses \u00ablugares inferiores\u00bb para libertar todos os que esperavam a salva\u00e7\u00e3o [Rm_10,7] [Ef_4,9] [1Pd_3,19]. Mas quanto ao termo \u00abinferno\u00bb traduz a palavra hebraica \u00abgeena\u00bb ou a grega \u00abhades\u00bb = \u00ababismo tenebroso\u00bb, a qual designa o lugar, ou melhor, a situa\u00e7\u00e3o de castigo destinada aos \u00edmpios. Neste sentido, \u00e9 empregada com frequ\u00eancia no NT [Mt_5,22] [Mt_5,29-30] [Mt_10,28] [Mt_18,8-9] e paralelos; [Mt_23,15] [Mt_23,33] [Lc_12,5] [Lc_16,23] [Act_2,27] [Ap_1,18] [Ap_6,8] [Ap_20,13]. Em [Mt_16,18] \u00e9 empregada como sin\u00f3nimo de poder antidivino.
Inimigos. Inimizade: A B\u00edblia verifica amplamente a exist\u00eancia da inimizade, tanto a n\u00edvel de indiv\u00edduos como de grupos ou povos inteiros. Por vezes a inimizade \u00e9 m\u00fatua [Dt_23,4-7] [1Sm_29,8] [Sl_31,9] [Sl_35,1] [Mc_12,3] [1Cor_15,25] mas com frequ\u00eancia s\u00f3 uma parte se constitui inimiga [Gn_4,5-8] [Gn_16,3-6] [Gn_37,4] [1Sm_1,6-7] [1Sm_18,10] [1Sm_18,11] [1Sm_19,9-17] [Gl_43,16]. O AT classifica ami\u00fade inimigos de Israel como inimigos de Deus [Ex_23,22] [Js_8,7] por isso, a era messi\u00e2nica trar\u00e1 consigo a liberta\u00e7\u00e3o do poder dos  inimigos e o seu aniquilamento [Nm_24,19] [Is_62,8] [Mq_5,8] [Sl_102,1-2] [Sl_132,18]. No NT, Jesus proclama que a inimizade entre os homens deve ser vencida pela for\u00e7a do amor [Mt_5,44-48] [Lc_6,27-36] [Lc_23,44] [Act_7,60] [Rm_12,14] [Rm_12,20-21] [1Cor_4,12-13] [2Ts_3,15]. O \u00fanico inimigo que merece esse nome \u00e9 Satan\u00e1s [Mt_13,25] [Mt_13,28] [Lc_10,19] e tudo o que se relaciona com ele [Act_13,10] [1Cor_15,26] [Fl_3,18] [Ap_11,5] [Ap_11,12].
Inveja: Enquanto pesar pela felicidade do pr\u00f3ximo e apet\u00eancia desordenada dos bens alheios, \u00e9 condenada pela Lei [Ex_19,17] e considerada fonte de incont\u00e1veis males [Gn_4,3-5] [Gn_30,1] [Gn_37,4] [1Sm_18,6-9] [Pr_14,30] [Eclo_40,4] [Sb_2,24]. O NT atribui \u00e0 inveja a pr\u00f3pria morte de Cristo [Mt_27,18] [Mc_15,10] e a rejei\u00e7\u00e3o do evangelho [Act_13,45] [Act_17,5]. H\u00e1 que venc\u00ea-la com amor [1Cor_13,4-6] levando uma vida segundo o Esp\u00edrito [Gl_5,22] [Gl_5,24].
Ira: A ira, enquanto paix\u00e3o desordenada que arrasta \u00e0 ofensa e \u00e0 injusti\u00e7a, \u00e9 rotundamente condenada pela B\u00edblia [Gn_4,5] [Gn_27,44-45] [Gn_49,5-6] [Pr_14,27] [Pr_29,11] [Pr_29,22] [Mt_5,22] [1Cor_13,5] [Cl_3,8] [1Tm_2,8] [Tt_1,7] [Tg_1,19-20]. Mas a B\u00edblia conhece tamb\u00e9m uma \u00abira santa\u00bb, que \u00e9 rejei\u00e7\u00e3o e aborrecimento do mal e zelo ardente em defesa dos direitos de Deus [Ex_16,20] [Ex_32,19-22] [Lv_10,16] [Nm_25,11] [Nm_31,14] [1Rs_18,40] [2Rs_1,10] [2Rs_1,12] [Jr_6,11] [Jr_15,17] [Mc_3,5] [Mc_11,15-17] e paralelos; [Act_17,16]. \u00c9 precisamente neste sentido de rejei\u00e7\u00e3o absoluta do mal que deve entender-se a ira ou c\u00f3lera de Deus, de que falam com frequ\u00eancia os Livros Sagrados [Ex_32,1] [Dt_1,34-35] [2Rs_23,26] [Is_30,27-30] [Jr_4,8] [Jr_18,20] [Jr_21,5] [Rm_1,18] [Rm_9,22] [Ef_2,3] ver [Hb_10,31] [Ap_6,16]. Mas, no fim, a miseric\u00f3rdia triunfar\u00e1 sobre a ira [Rm_5,9] [Rm_9,23] [Rm_11,32] [1Ts_1,10] [1Ts_5,9]
Irm\u00e3o: Chamam-se assim na B\u00edblia os filhos do mesmo pai [Gn_4,2] [Gn_4,8-10] [Gn_24,29] [Gn_27,6] [Gn_35,41-45] mesmo que n\u00e3o da mesma m\u00e3e [Gn_20,2-5] [Gn_20,12-16] [Gn_37,2] [Gn_37,12-27] mas tamb\u00e9m os parentes mais pr\u00f3ximos [Gn_13,8] [Gn_14,14] "ver [Gn_12,27]"; [Job_42,11]. O termo tem este \u00faltimo sentido no NT quando se refere aos primos de Jesus [Mc_3,31-32] [Mc_6,3] [Mt_13,55-56] [Jo_2,12] [Act_1,14] [1Cor_9,5]. Em sentido amplo s\u00e3o irm\u00e3os os que pertencem \u00e0 mesma tribo, povo ou ra\u00e7a [Ex_2,11] [Ex_4,18] [Jz_14,3] [Is_66,20] [Jr_3,7-8] [Ez_16,46] [Os_2,3] [Act_1,23]. No NT \u00e9 a palavra preferida para designar os disc\u00edpulos de Jesus [Mt_5,22-24] [Mt_12,49] [Mt_23,8] [Act_1,15] [Act_1,16] [Act_9,30] [Act_10,23] [Rm_1,13] [Rm_8,29] [2Cor_8,18] [2Cor_8,22-23] [1Jo_2,9] [1Jo_2,11] [1Jo_3,10-17] [1Jo_4,20-21].
Jejum: \u00c9 um gesto religioso, pouco apreciado pela moderna cultura secularizante, mas muito enraizado em todas as religi\u00f5es antigas e muito positivamente valorizado pela B\u00edblia como sinal do reconhecimento da condi\u00e7\u00e3o fr\u00e1gil e pecadora do homem perante a soberania e santidade de Deus [Lv_16,29-31] [Lv_23,27-32] [Nm_29,7] [1Rs_21,27-29] [Esd_8,21] [Dn_9,3] como meio de implorar a protec\u00e7\u00e3o divina contra uma calamidade ([Jl_2,12-17] [Jd_4,9-13]) ou antes de empreender uma empresa dif\u00edcil [Jz_20,26] [Est_4,16] [Act_13,2-3] como sinal de luto por uma desgra\u00e7a dom\u00e9stica [2Sm_12,16] [2Sm_12,22] ou nacional [1Sm_7,6] [2Sm_1,12] [Br_1,5] [Zc_8,19] ou simplesmente como modo de preparar-se para o encontro com Deus [Ex_34,28]. Mas a B\u00edblia n\u00e3o considera o jejum como um rito m\u00e1gico; por isso mesmo s\u00f3 o valoriza positivamente quando \u00e9 acompanhado da ora\u00e7\u00e3o e do aux\u00edlio ao necessitado [Tb_12,8-9] [Jr_14,10-12] [Is_58,3-7]. Nesta mesma linha de valoriza\u00e7\u00e3o positiva, mas condicionada, se colocam Jesus [Mt_4,2] [Mt_6,16-17] [Mt_9,14-17] e paralelos; [Mt_17,21] ver [Lc_2,37] e a comunidade crist\u00e3 primitiva [Act_13,2-3] [Act_14,23].
Jesus Cristo: Nome com o qual a f\u00e9 do NT designa o Salvador enviado pelo Pai ao mundo. \u00c9 composto por \u00abJesus\u00bb (que significa precisamente \u00abDeus salva\u00bb [Mt_1,21] "ver  Salvador")  e \u00abCristo\u00bb (que significa \u00abungido\u00bb, \u00abconsagrado\u00bb "ver Messias"). O NT sublinha com for\u00e7a a continuidade entre a personagem aparecida na carne e a Pessoa divina confessada pela f\u00e9 [Act_1,11] [Act_2,36] [Act_9,5] [Act_22,8] [Act_26,15]. Sublinha-o especialmente S\u00e3o Paulo, que com enorme profus\u00e3o utiliza o duplo nome: Jesus Cristo, ou ainda Cristo Jesus [Rm_1,18] [Rm_3,24] [Rm_5,1] [Rm_6,11] [Rm_8,1] [Rm_8,11] [Rm_8,34] [Rm_8,39] [1Cor_1,1-10] [1Cor_1,30] [1Cor_3,11] [1Cor_8,6]. Na mesma linha se manifesta S\u00e3o Jo\u00e3o [1Jo_1,3-5] [1Jo_2,2] [1Jo_2,29] e sobretudo [1Jo_4,2] e [1Jo_5,1-6]. \u00abEste Jesus\u00bb a quem Deus tornou Senhor e Cristo; ver [Lc_2,11] [Act_2,36] coroando-O de gl\u00f3ria eterna [Hb_2,9] \u00e9 \u00abo Nome que est\u00e1 acima de qualquer outro nome\u00bb [Fl_2,9-11] o \u00fanico que pode curar e salvar [Act_4,10-12] [Act_9,34] ao qual \u00e9 preciso anunciar sem descanso [1Cor_2,2] e consagrar a vida inteira [Act_15,26] por quem vale a pena sofrer [Act_5,41] e morrer [Act_21,13].
Ju\u00edzo. Julgar. Juiz: Estas palavras t\u00eam em primeiro lugar o sentido b\u00e1sico de fazer justi\u00e7a, definindo o direito de cada um e determinando a condena\u00e7\u00e3o e o castigo dos eventuais prevaricadores [Ex_18,16-26] [Dt_16,18-20] [Dt_17,8-13] [Jz_4,4] [2Sm_15,1-6] [1Rs_3,16-28]. T\u00eam tamb\u00e9m por vezes um significado mais amplo: salvar ou libertar o povo da opress\u00e3o e de o governar [Jz_2,16-19] [Jz_3,10] [Jz_10,2-3] [Jz_16,31] [1Sm_7,16-17]. Seja como for, estes ju\u00edzos e ju\u00edzes humanos revelam-se com frequ\u00eancia deficientes [1Sm_8,2-3] [Pr_18,5] [Is_1,23] [Is_5,23] [Jr_5,28] [Am_5,12] [Am_6,12] [Mq_3,11] [Ml_3,5] e fazem com que o povo evoque os justos ju\u00edzos do futuro Messias [Sl_72,1] [Is_11,3-5] [Mq_42,3] [Jr_23,5] e, em \u00faltima inst\u00e2ncia,  ju\u00edzo soberano e insuborn\u00e1vel de Deus. Ju\u00edzo de Deus que tem uma dupla dimens\u00e3o: hist\u00f3rica [Gn_3,14-19] [Gn_6,13] [Gn_16,5] [Gn_19,13] [1Sm_2,10-24] [1Sm_16,1] [Jr_11,20] [Sl_9,20] [Sl_26,1] [Sl_43,1] [Sl_67,5] [Sl_82,1] [Sb_12,10-22] e escatol\u00f3gica [Is_66,15-16] [Jr_25,30-38] [Jl_4,12-14] [Dn_7,10] [Sb_4,20] [Sb_5,1-23] ver [Sl_75,1] [Sl_94,1] [Sl_96,13] [Sl_98,9] [Sl_140,1]. Com Jesus de Nazar\u00e9 este ju\u00edzo, ao mesmo tempo hist\u00f3rico e escatol\u00f3gico, torna-se presente na sua pessoa e na sua mensagem [Jo_5,2] [Jo_5,2] [Jo_5,27] [Jo_5,30] [Jo_8,16] [Rm_2,16]. Por um lado, os homens, "cada homem", v\u00e3o sendo julgados cada vez que confrontam a sua vida com o Evangelho [Jo_3,18-19] [Jo_9,39] [Jo_12,31] ver [Mt_10,14-15] [Mt_11,20-24] [Mt_12,39-42] e, por outro, haver\u00e1 um momento final clarificador e inapel\u00e1vel, no qual a humanidade inteira dever\u00e1 apresentar-se diante do Filho do homem [Mt_16,36] [Mt_24,29-44] [Mt_25,31-46] [Act_17,31] [1Cor_4,3-5] [2Cor_5,10] [Rm_14,10-12] [1Pd_4,5].
Juramento: Invoca\u00e7\u00e3o solene de Deus como garantia de uma afirma\u00e7\u00e3o ou do cumprimento de um pacto ou de uma promessa [Gn_14,22-23] [Gn_24,3] [Gn_26,28-31] [Gn_31,50] [Gn_31,53] [Gn_50,5-6] [Ex_22,10] [Js_2,12-14] [Js_9,14] [1Sm_20,12-17] [Jr_38,16] [Jr_42,5] ver [Mt_23,16-22]. Frequentemente o juramento faz-se utilizando a f\u00f3rmula \u00abPela vida de Jav\u00e9!\u00bb [Jz_8,19] [Rt_3,13] [2Sm_2,27] [Jr_4,2]. Na falta de outra inst\u00e2ncia superior, Jav\u00e9 jura por Si mesmo [Is_45,23] [Jr_44,26]. O juramento \u00e9 sagrado, e o perj\u00fario \u00e9 t\u00e3o severamente proibido [Ex_20,7] [Lv_19,12] [Dt_5,11] [Ez_16,59] [Ez_17,13-20] como a invoca\u00e7\u00e3o de falsos deuses [Ex_23,13] [Dt_6,13] [Dt_10,20] [Js_23,7]. No NT n\u00e3o \u00e9 abolido o juramento "de facto Paulo utiliza-o [Rm_1,9] [2Cor_1,23] [Gl_1,20]", mas \u00e9 reprovada a pr\u00e1tica leviana do mesmo [Mt_5,33-37] [Tg_5,12] ver [Eclo_23,9-11].
Justi\u00e7a. Justo: (Injusti\u00e7a) A palavra justi\u00e7a tem na B\u00edblia quatro significados principais, segundo os casos: 1) Atributo divino por meio do qual sanciona a conduta moral do homem "ou da comunidade", dando a cada um segundo as suas obras. O Deus b\u00edblico n\u00e3o \u00e9 um Deus indiferente perante o bem e o mal. Premeia e castiga, embora n\u00e3o esquecendo que \u00e9 Pai, mas com uma imparcialidade incorrupt\u00edvel [Gn_4,10-15] [Gn_6,5-7], "ver [2Pd_2,5]"; [2Pd_18,22-32] [Ex_20,5-7] [Ex_34,7] [Is_5,16] [Is_10,22] [Br_1,15] [Br_2,6] [Dn_9,6] [Sl_9,9] [Sl_96,13] [Sl_98,9] [Sl_129,4] [Act_17,31] [Rm_3,5-6] [Rm_12,19] [2Cor_5,10] [2Ts_1,6-9] [2Tm_4,8] [Tg_2,12-13] [Ap_18,4-8] [Ap_19,11]. Sobretudo Deus vai exercer a sua justi\u00e7a a respeito de tudo o que se faz ou deixa de fazer com os mais humildes e desvalidos [Gn_4,10] [Dt_24,12-15] [Ex_22,20-23] [Ml_3,5] [Eclo_34,11-24] [Sl_12,6] [Sl_26,1] [Sl_43,1] [Sl_140,3] [Mt_25,31-46] [Tg_5,45]. 2) Justi\u00e7a enquanto equivalente a santidade moral; e Deus e em Jesus Cristo identifica-se com a sua infinita bondade [Sl_11,7] [Mt_27,19] [Mt_27,24] [Lc_23,47] [Jo_17,25] [Act_3,14] [Act_22,14] [1Pd_3,18] [1Jo_2,1] [1Jo_3,7] e no homem com a observ\u00e2ncia integral de todos os mandamentos [Gn_18,23] [Is_46,12] [Sl_1,5-6] [Sl_11,3] [Sl_11,5] [Sl_17,15] [Sl_112,3] [Sl_112,6] [Sl_112,9] [Sl_125,3-4] [Sl_140,14] [Sl_146,8] [Pr_10,2-32] [Sb_1,1] [Sb_1,15] [Sb_3,1] [Sb_5,1] [Sb_5,15] [Mt_1,19] [Mt_3,15] [Mt_5,20] [Lc_1,75] [Act_10,35] [Act_13,10] [Act_24,25] [Rm_6,13] [Rm_6,18-20], [2Cor_6,14] [2Cor_9,9-10] [Ef_4,24] [Ef_5,9] [Ef_6,14] [Fl_3,6] [1Tm_6,11] [2Tm_3,16] [2Tm_4,8] [Tt_3,5] [Tg_1,20] [1Pd_2,24] [1Pd_3,14] [2Pd_2,21] [2Pd_3,13] [1Jo_2,29] [1Jo_3,7] [1Jo_3,10] [Ap_22,11]. 3) Atributo em virtude do qual Deus salva e liberta o homem de uma situa\u00e7\u00e3o calamitosa, seja ela material, ou, sobretudo, espiritual. Com este significado, justi\u00e7a de Deus vem a ser sin\u00f3nimo de fidelidade, de miseric\u00f3rdia, de for\u00e7a salvadora; por seu lado, justi\u00e7a do homem vem a ser sin\u00f3nimo de salva\u00e7\u00e3o, de gra\u00e7a, de amizade com Deus, de participa\u00e7\u00e3o na vida divina. J\u00e1 no AT se anuncia este significado, de modo especial no Segundo Isa\u00edas [Is_42,10] [Is_45,21-22] [Is_51,5] [Is_51,8] [Is_56,1] [Mq_6,5] [Sl_22,32] [Sl_35,28] [Sl_51,16] [Sl_71,2] [Sl_116,5-6] [Sl_143,1] mas \u00e9 no NT, especialmente em S\u00e3o Paulo, que se torna presente com uma for\u00e7a excepcional [Rm_1,17] [Rm_3,21-26] [Rm_4,3-13] [Rm_5,17] [Rm_5,21] [Rm_6,16] [Rm_8,10] [Rm_9,30-31] [Rm_10,4-10] [1Cor_1,30] [2Cor_3,9] [2Cor_5,21] [2Cor_6,7] [Gl_2,21] [Gl_3,21] [Gl_5,5] [Hb_11,7] [2Pd_1,1]. 4) Disposi\u00e7\u00e3o interior do homem que deve manifestar-se externamente pelo que lhe diz respeito e defende eficazmente os direitos dos mais necessitados e indefesos. \u00c9 a chamada justi\u00e7a social, \u00e0 qual os profetas do AT d\u00e3o uma import\u00e2ncia capital na dimens\u00e3o religiosa do homem [Is_5,7] [Is_5,23] [Is_59,9] [Jr_22,13-16] [Am_5,7] [Am_5,10-12] [Am_6,12] Salmistas e s\u00e1bios valorizam-na muito positivamente [Sl_10,18] [Sl_15,2-5] [Sl_17,1] [Sl_37,6] [Sl_52,5] [Sl_82,2-4] [Pr_1,3] [Pr_3,29] [Pr_3,30] [Eclo_4,1-10] [Eclo_27,8-10] e o NT tamb\u00e9m a releva, embora n\u00e3o em muitas passagens [Mt_23,23] [Lc_18,3-8] talvez [1Tm_6,11] [2Tm_2,22] [Hb_11,33] ver [Tg_1,27]. Finalmente, \u00e9 importante assinalar que, em bastantes passagens b\u00edblicas, ora um ora outro destes quatro sentidos assinalados da palavra justi\u00e7a, longe de nos aparecer em todaa sua pureza e nitidez, parece interferirem uns nos outros [Dt_32,4] [Sl_119,137-138] [Sl_145,17] [Mt_5,6] [Mt_5,10] [Mt_6,36] [Jo_16,8] [Rm_14,17] [2Cor_15,15] [Fl_1,11] [Hb_1,8] [Act_5,13] [Act_12,11] [Tg_3,18] [1Jo_1,9] [Ap_15,3].
Justifica\u00e7\u00e3o. Justificar: (ver Justi\u00e7a, parte 3) No AT tem \u00e2s vezes o sentido de fazer valer os nossos direitos diante de Deus, hip\u00f3tese que se julga irrealiz\u00e1vel [Is_29,16] [Is_45,9] [Jr_12,1] [Jr_18,1-6] [Job_9,2] [Br_12,12]. No NT tem sobretudo o sentido e uma ac\u00e7\u00e3o pela qual Deus aplica ao homem a sua justi\u00e7a enquanto for\u00e7a salvadora e libertadora [Lc_18,14] [Act_13,38-39] [Rm_2,13] [Rm_3,24] [Rm_3,26] [Rm_3,28] [Rm_3,30] [Rm_4,2] [Rm_4,5] [Rm_5,1-11] [Rm_6,7] [Rm_8,30] [Rm_8,33] [1Cor_6,11] [Gl_2,16-17] [Gl_3,8] [Gl_3,11] [Gl_3,24] [Gl_5,4] [Tt_3,7].
Lei: A B\u00edblia reconhece e valoriza positivamente, de forma directa ou indirecta, a exist\u00eancia de leis humanas [Pr_8,15-16] [Rm_13,1-7] [1Tm_2,1-2] [Tt_3,1] [1Pd_2,13-17]. Mas a lei por excel\u00eancia \u00e9 a Lei divina, que joga um papel de protagonista na hist\u00f3ria b\u00edblica da salva\u00e7\u00e3o e conhece diversos momentos na dita hist\u00f3ria: a) O primeiro momento corresponde \u00e0 \u00e9poca pr\u00e9-mosaica. \u00c9 o tempo da que foi chamada \u00ablei natural\u00bb, cuja exist\u00eancia se insinua de muitos modos mo AT [Gn_2,16-17] [Gn_4,3] [Gn_4,7] [Gn_6,5] [Gn_8,20] [Gn_9,3-6] e se afirma mais expressamente no NT [Rm_5,13-14]. Sob este regime religioso encontram-se todos aqueles aos quais n\u00e3o chegou a revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica [Sb_13,1-9] [Act_14,16] [Act_17,27] [Rm_1,18-32] [Rm_2,12-15]. b) O segundo momento corresponde \u00e0 chamada \u00ablei moisaica\u00bb. \u00c9 o cojunto de leis dadas por Deus ao povo israelita e que a B\u00edblia, com o nome de Tor\u00e1, atribui a Mois\u00e9s como \u00fanico intermedi\u00e1rio [Ex_31,18] [Ex_34,28] [Jo_1,17] [Jo_7,19] [Gl_3,19] embora seja evidente que grande parte desse material legislativo n\u00e3o tem Mois\u00e9s como respons\u00e1vel directo. Lei que \u00e9 contida principalmente nos cinco livros do Pentateuco e resumida no Dec\u00e1logo [Ex_20,1-17] [Ex_34,10-28] [Dt_4,1-4] [Dt_5,1-22] mas que foi ampliada, actualizada e acomodada \u00e0s necessidades do povo no decurso da sua hist\u00f3ria, deixando marcas em todos os livros do AT [1Rs_15,12-15] [2Rs_18,3-8] [2Rs_21,1-23] [2Rs_21,25] [Jr_11,1-12] [Ez_22,26] [Os_4,6] [Os_8,12] [Dn_7,25] [Eclo_24,23-24] [1Mac_1,41-63] [2Mac_6,18-28]. Assim se explica porque \u00e9 que, com a palavra Lei, se designa por vezes qualquer um dos livros do AT [Jo_10,34] [Rm_3,19] [1Cor_14,21] [1Cor_14,34]. Mas apesar de todas as actualiza\u00e7\u00f5es, a antiga Lei de Mois\u00e9s vai-se demonstrando insuficiente, e os profetas anunciam uma nova Lei [Is_2,3] [Is_42,1] [Is_42,4] escrita nos cora\u00e7\u00f5es [Jr_31,33] ver [Ez_36,26-27]. c) O terceiro momento da Lei \u00e9 a Lei de Cristo. O Evangelho de Jesus n\u00e3o derroga a lei antiga no que ela cont\u00e9m de v\u00e1lido [Mt_5,17-20] [Mt_22,36-40] [Mt_23,23] [Lc_10,26] ver [Lc_2,22-39] mas leva-a \u00e0 sua plenitude definitiva [Mt_5,17] condensando todas as prescri\u00e7\u00f5es particulares na lei suprema do amor [Mt_7,12] [Jo_14,21] [Jo_14,23] [Jo_15,12-17] [Rm_13,8-10] [Tg_2,8] [1Jo_2,3-11] [1Jo_4,19-21] relativizando o valor salv\u00edfico de qualquer lei a qual, embora seja boa [Rm_3,31] [Rm_7,12-16] [1Tm_1,8] n\u00e3o \u00e9 por si mesma portadora de salva\u00e7\u00e3o [Rm_3,20-28] [Rm_9,31] [Gl_2,16] [Gl_2,21] [Gl_3,11] [Gl_3,18-21]. Na nova alian\u00e7a s\u00f3 Cristo salva [Rm_3,22-26] [Rm_4,24-25] [Rm_5,1] [Gl_3,2] [Gl_3,5] [Gl_3,13-14] [Gl_3,24-29] etc., e por isso Cristo \u00e9 a nova Lei (ver [Jo_1,17] [1Cor_9,21] [Gl_6,2]).
Liberdade. Liberta\u00e7\u00e3o. Livre: A B\u00edblia n\u00e3o apresenta uma defini\u00e7\u00e3o de liberdade ou de liberta\u00e7\u00e3o. Mas faz algo melhor: apresenta Deus como o grande libertador. Efectivamente, o Senhor liberta o seu povo da escravid\u00e3o eg\u00edpcia, acontecimento fundamental que marcou para sempre a hist\u00f3ria de Israel [Ex_3,15] [Ex_20,2] [Dt_5,6] [Dt_7,7-8] [Is_43,16-18] [Is_51,10] [Is_63,11-14] [Mq_6,4] [Sl_77,15-21] [Sl_78,12-16] [Sl_78,51-55] [Sl_105,26-39] [Sb_10,15-21] liberta o seu povo dos inimigos que o atacam e oprimem (servindo-se de uma s\u00e9rie de singulares personagens, que actuam como seus enviados [Jz_3,9] [Jz_3,15] [Jz_4,3-4] [Jz_4,23-24] [Jz_6,7-10] [Jz_6,14-16] [Jz_10,11] [Jz_13,5] liberta o seu povo do cativeiro de Babil\u00f3nia [Is_43,14-1] [Is_43,5] [Is_43,19-21] [Is_44,6] [Is_44,24] [Is_47,4] [Jr_29,10-14] [Jr_50,33-34] Esdras-Neemias), liberta-o, finalmente, do jugo dos sel\u00eaucidas (S\u00edrios - 1-2Macabeus). Ao mesmo tempo, o Senhor \u00e9 o defensor dos indefesos, dos necessitados, dos doentes, a quem liberta da opress\u00e3o, da injusti\u00e7a, da doen\u00e7a, da ang\u00fastia, de qualquer tipo de afli\u00e7\u00e3o [2Sm_4,9] [Sl_19,15] [Sl_25,22] [Sl_26,11] [Sl_31,1-6] [Sl_31,15-17] [Sl_55,17-20] [Sl_69,17-19] o israelita fiel dever\u00e1 imitar este exemplo [Is_58,6] [Is_61,1-2] [Jr_34,8-22] ver [Dt_15,12-18]. Mas j\u00e1 o AT vislumbra uma liberta\u00e7\u00e3o mais profunda [Is_44,22] [Sl_49,16] [Sl_130,8] que anuncia a liberta\u00e7\u00e3o definitiva trazida por Cristo. Porque \u00e9 verdade que a Cristo "e a toda a revela\u00e7\u00e3o do NT" preocupa-O profundamente a mis\u00e9ria material e a dor f\u00edsica do homem, a quem quer libertar destes males [Mt_8,1-3] [Mt_8,6-7] [Mt_8,14-17] [Mt_9,20-25] [Mt_9,27-34] [Mt_12,9-11] [Mt_15,21-38] [Mt_17,14-18] [Mt_20,29-34] [Lc_1,51-53] [Lc_4,18-21] [Lc_7,13-15] [Jo_5,5-8] [Jo_9,5-7] [Jo_11,21-44], Mas n\u00e3o \u00e9 menos verdade que, na perspectiva do NT, a liberta\u00e7\u00e3o completa e radical do homem tem lugar a n\u00edvel mais profundo: \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o de tudo aquilo que pode separar-nos do bem \u00faltimo e supremo, quer dizer, de Deus. E de Deus separa-nos o pecado, separa-nos a morte entendida como fim total do homem e separa-nos o cumprimento ritualista e formalista da lei. De tudo isto nos liberta Cristo: do pecado [Mt_9,2] [Jo_8,34-36] [Rm_5,15] [Rm_5,20] [Rm_6,6] [Rm_6,17-23] [Rm_8,2] [Rm_11,26] "texto grego"; [Ef_1,7] [Cl_1,14] [Hb_9,15] da morte [Jo_5,24] [Rm_8,2] [1Cor_15,26] [1Cor_15,54-57] [Hb_2,14-15] [1Jo_3,14] de uma lei ritualista e formalista que n\u00e3o salva [Rm_6,14-15] [Rm_7,1-6] [Gl_3,13] [Gl_4,3-5] ver ([Cl_2,16-17] [Cl_2,20-22]). Libertado, pois por Cristo no Esp\u00edrito [Rm_8,4] [Rm_8,9-11] [2Cor_3,17] [Gl_5,16] [Gl_5,22-25] e com um comportamento de filho e n\u00e3o de escravo [Rm_8,14-17] [Hb_3,6] [Hb_4,16] [1Jo_2,28] [1Jo_3,20-21] o crist\u00e3o pode e deve anunciar, com a sua palavra e a sua vida, a boa nova do Evangelho a toda a criatura [Mc_16,14-20] em todo o lugar e circunst\u00e2ncia [2Tm_4,2] com uma determina\u00e7\u00e3o e confian\u00e7a ilimitada [Act_4,13] [Act_4,31] [Act_4,33] ver [Ef_3,12]. O fruto da liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 a liberdade; n\u00e3o enquanto faculdade psicol\u00f3gica de escolher entre coisas distintas e opostas "a B\u00edblia d\u00e1-o por descontado" [Gn_2,1] - [Gn_3,1] [Dt_30,15-20] [Jr_21,89] [Ez_18,1] [Eclo_15,11-17] [Mt_7,13]", mas enquanto capacidade de fazer o bem sem que nada nem ningu\u00e9m, de dentro ou por fora, possa impedir-no-lo [Jo_8,36] [Gl_4,2] [Gl_5,1]. \u00c9 evidente, portanto, que n\u00e3o pode confundir-se com libertinagem [Rm_6,15] [Gl_5,13] [1Pd_2,16] [Jd_4,1] e que em todo o caso tem de ser vivida em conson\u00e2ncia com a lei suprema do amor [Rm_14,1] [1Cor_8,1] - [1Cor_10,1] [Gl_5,13] [2Cor_4,5].
Louvor: Louvar a Deus significa, para a B\u00edblia, reconhecer e proclamar a sua grandeza [Is_12,4-6] [Sl_29,1] [Sl_96,1] [Sl_104,1] [Sl_145,1] [Lc_2,13-14] a sua bondade inesgot\u00e1vel [1Sm_2,1-10] [Sl_30,34] a sua for\u00e7a salvadora e libertadora [Ex_15,1-21] [Is_25,15] [Sl_71,1] [Sl_146,1] [Lc_1,46-55] o seu amor e a sua fidelidade [Sl_89,1] [Sl_106,1] [Sl_107,1] [Sl_117,1]. Da\u00ed que louvor, adora\u00e7\u00e3o e ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as sejam conceitos profundamente afins. O espec\u00edfico do louvor \u00e9 que se centra em Deus mesmo, mais do que nos seus dons. Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus torna-Se visivelmente presente em Cristo; e a partir desse momento, o louvor a Deus realiza-se em Cristo, com Cristo e por Cristo [Lc_2,13] [Lc_2,20] [Lc_18,36] [Lc_19,37-38]. Inclusive Cristo em pessoa \u00e9 objecto directo desse louvor [Mt_21,9] [Act_19,17] [Ap_5,9]. H\u00e1 que sublinhar, finalmente, que j\u00e1 desde o AT o lugar privilegiado do louvor \u00e9 a liturgia [1Cr_16,36] [Esd_3,11] [Lv_7,12] [Lv_22,29] [Act_2,46-47] [Ef_5,19-20].
Lux\u00faria: Abuso do prazer sexual, que a B\u00edblia condena nas suas diversas manifesta\u00e7\u00f5es [Gn_19,1] [Ex_22,18] [Lv_18,6-30] [Dt_27,20-23] [1Rs_14,24] [Os_4,14] [Eclo_19,2] [Eclo_23,6] [Rm_1,24-27] [1Cor_6,9] [Gl_5,19] [Ef_5,5] [Jd_7,1] [Ap_22,15]. O NT condena tamb\u00e9m o desejo interior desordenado [Mt_5,28] [Mc_7,20-22]. O crist\u00e3o deve particularmente evit\u00e1-la por ser membro de Cristo e templo do Esp\u00edrito Santo [1Cor_3,16-17] [1Cor_6,13-19].
Luz: Para a B\u00edblia a luz \u00e9  "como todas as outras coisas, incluindo as trevas"  uma criatura de Deus [Gn_1,3-5] [Is_45,7] [Am_4,13] [Br_3,33] [Dn_3,72] [Sl_148,3]. Mas \u00e9 uma criatura excelsa, privilegiada que serve para evocar de modo especial a beleza e o poder de Deus [Hab_3,3-4] [Ez_1,13] [Ez_1,22] [Sl_104,12]. Da\u00ed que a luz se converta em s\u00edmbolo de tudo o que \u00e9 bom, grande e belo; em s\u00edmbolo de protec\u00e7\u00e3o e companhia [Nm_6,24-25] [Job_29,3] [Sl_4,7] [Sl_18,29] [Sl_43,3] [Sl_89,16] [Sl_119,105] [Pr_6,25] em s\u00edmbolo de vida [Sl_13,4] [Sl_36,10] [Job_3,16] [Job_33,30] [Pr_16,15] de liberta\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o [Sl_27,1] [Sl_31,17] [Act_13,47] [Act_26,18] [Act_26,23] em s\u00edmbolo de alegria e felicidade plenas [Is_58,10] [Job_29,24] [Sl_4,7] [Sl_97,11] de ci\u00eancia, justi\u00e7a e rectid\u00e3o [Is_51,4] [Sl_37,6] [Sl_119,1] [Sl_105,1] [Br_5,6] [Br_7,10] [Br_18,4] [Mt_5,14-16] [Jo_5,35] em s\u00edmbolo inclusive do pr\u00f3prio Deus [2Sm_22,29] [Is_10,17] [Is_60,19-20] [Br_7,26] [1Jo_1,5]. Da\u00ed que Jesus Cristo, incarna\u00e7\u00e3o de Deus, seja proclamado a luz [Lc_2,32] [Jo_1,4-9] [Jo_3,19-21] [Jo_8,12] [Jo_9,5] [Jo_12,35-36] [Jo_12,46] [2Cor_4,6] ver [1Jo_2,8-10] e os disc\u00edpulos de Jesus sejam chamados \u00abfilhos da luz\u00bb [Lc_16,8] [Jo_12,36] [Ef_5,8] [1Ts_5,5] ver [Rm_13,12].
M\u00e3e: (ver Mulher e Pais) A B\u00edblia destaca e  valoriza muito positivamente a fun\u00e7\u00e3o maternal da mulher. Precisamente pela sua condi\u00e7\u00e3o de m\u00e3e transmissora de vida, a mulher ocupa um lugar importante na hist\u00f3ria do mundo [Gn_3,20] na institui\u00e7\u00e3o familiar [Gn_4,1] [Gn_21,1-12] [Gn_27,5-15] [Gn_29,15-35] [Gn_30,1-24] [Ex_20,12] [Ex_21,17] [Dt_21,18-19] [1Sm_1,1] - [1Sm_2,1] [Pr_1,8] [Pr_19,26] [Eclo_3,1-4] [Eclo_3,16] na institui\u00e7\u00e3o mon\u00e1rquica, onde a m\u00e3e do rei goza de honras especiais [1Rs_2,19] [2Rs_11,1-3] [2Cr_15,16] e sobretudo na Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o, onde Maria de Nazar\u00e9 desempenha uma fun\u00e7\u00e3o alt\u00edssima como m\u00e3e do Messias, anunciada desde o princ\u00edpio [Gn_3,15] [Is_7,14] [Mt_1,18-25] [Mt_2,10] [Mt_2,13-20] [Lc_1,28-33] [Lc_1,42-45] [Lc_2,7] [Lc_2,34-35] [Lc_2,48-51] [Jo_2,1-5] [Gl_4,4] e tamb\u00e9m como m\u00e3e do novo povo messi\u00e2nico [Jo_19,25-27] [Act_1,5] [Ap_12,1-5]. Este mesmo valor positivo reveste a palavra \u00abm\u00e3e\u00bb todas as vezes que \u00e9 usada em sentido metaf\u00f3rico [Is_50,1] [Is_66,7-13] [Gl_4,26].
Maldi\u00e7\u00e3o: A singular efic\u00e1cia  "para o bem e para o mal" que o mundo semita atribui \u00e0 palavra pronunciada explica o uso amplo e variado da maldi\u00e7\u00e3o no AT. Maldizem-se sobretudo aqueles que violam a Lei e atrai\u00e7oam a alian\u00e7a [Dt_27,15-26] [Dt_28,15-45] [Is_5,8-24] [Jr_17,5] mas tamb\u00e9m os inimigos da na\u00e7\u00e3o, do cl\u00e3 familiar ou da pr\u00f3pria pesssoa [2Sm_3,39] [2Sm_16,5-8] [2Sm_18,32] [Sl_35,4-8] [Sl_109,8-15] [Sl_109,17-19] [Jr_12,3] [Jr_20,12] os homicidas [Gn_9,25] os lugares antip\u00e1ticos [2Sm_1,21] as pessoas ou situa\u00e7\u00f5es injustas [Jr_20,14-16] [Pr_11,26] [Pr_30,10]. S\u00f3 quem tem poder sobre algu\u00e9m  ou alguma coisa tem o direito de amaldi\u00e7oar; por isso, na B\u00edblia, toda a maldi\u00e7\u00e3o que pretenda ser v\u00e1lida tem de referir-se, em \u00faltima inst\u00e2ncia, a Deus [Nm_22,6] [Jz_9,20] [Jz_9,56] [1Rs_16,34] "ver [Js_6,26]"; [Zc_5,3] [Sl_109,18-20] o qual, al\u00e9m disso, tem poder para transformar em b\u00ean\u00e7\u00e3o uma maldi\u00e7\u00e3o injusta [Nm_23,11-12] [2Sm_16,12] [Sl_109,28] e para fazer com que n\u00e3o se cumpra uma maldi\u00e7\u00e3o sem motivo [Pr_26,2] ver [Sl_91,9-11]. Da\u00ed que, quando na B\u00edblia um pai, um chefe de tribo, um profeta, um rei ou um justo qualquer amaldi\u00e7oam, na realidade fazem-no investidos do poder de Deus. Mas, em todo o caso, a maldi\u00e7\u00e3o \u00e9, na revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica, s\u00f3 e sempre o contraponto da b\u00ean\u00e7\u00e3o [Dt_11,26-29] [Dt_28,1]. A b\u00ean\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra dominante de Deus em rela\u00e7\u00e3o ao homem, pelo que s\u00f3 ao diabo e aos que s\u00e3o seus definitivamente \u00e9 que cabe a maldi\u00e7\u00e3o sem rem\u00e9dio [Gn_3,14-15] [Sb_2,24] [Mt_25,41] [Jo_8,44] [Ap_22,15]. Da\u00ed tamb\u00e9m que no NT apenas haja lugar para a maldi\u00e7\u00e3o [ver, no entanto [Mc_11,14] [Mc_11,21] [1Cor_16,22] [Gl_1,8] [Gl_3,10-12]. Cristo e os ap\u00f3stolos mandam aben\u00e7oar sempre, inclusive os inimigos [Lc_6,28] [Rm_12,14] [Tg_3,8-10].
Matrim\u00f3nio: (ver Fam\u00edlia. Esposo-a) O matrim\u00f3nio, enquanto uni\u00e3o de um homem  "esposo"  e de uma mulher  "esposa" em ordem a constituir uma fam\u00edlia, tem para a B\u00edblia a sua origem em Deus [Gn_1,27-28] [Gn_2,20-24] o qual o deseja mon\u00f3gamo e indissol\u00favel [Mt_19,4-5] ver [Gn_4,23-24] onde o primeiro pol\u00edgamo \u00e9 apresentado como homem cruel e vingativo. \u00c9 verdade que a B\u00edblia se faz eco da condescend\u00eancia de Deus com os costumes matrimoniais do tempo [Gn_24,2-8] [Gn_29,15-30] [Gn_38,6-26] [Lv_18,6-19] [Dt_7,1-3] [Dt_25,10] [Rt_2,20], de entre as quais merecem especial aten\u00e7\u00e3o a possibilidade do div\u00f3rcio [Dt_21,15] [Dt_24,1] e da poligamia, esta \u00faltima favorecida pelo grande apre\u00e7o pela fecundidade [Gn_16,2] [Gn_29,15-30] [Ex_21,10] [Dt_21,10-15] [1Sm_1,2]. Mas outro \u00e9 o ideal, pelo que sempre se canta o amor exclusivo [Gn_25,19-28] [Gn_41,50] [Tb_11,5-15] [Jt_8,2-8] [Pr_5,15-20] [Pr_18,22] [Eclo_26,1-4] todo o C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos;  e valoriza-se muito positivamente a estabilidade do matrim\u00f3nio e a fidelidade dos esposos [Lv_20,10] [Dt_22,22] [Ez_18,6] [Ml_2,14-16]. Deste modo vai-se iluminando o ideal do religioso do matrim\u00f3nio que Jesus [Mt_19,3-9] [Mc_10,2-12] [Jo_2,1-11] e Paulo [1Cor_7,2-5] [1Cor_7,10-11] [Ef_5,31-33] reafirmam con vigor, at\u00e9 ao ponto de considerar o matrim\u00f3nio crist\u00e3o como s\u00edmbolo da uni\u00e3o existente entre Cristo e a Igreja [Ef_5,23-32]. Mas tanto Jesus Cristo como Paulo reconhecem que o homem e a mulher podem realizar-se fora do matrim\u00f3nio como pessoas e como filhos e servos do reino [Mt_19,12] [Lc_14,26] [Lc_18,29-30] [1Cor_7,7-8] [1Cor_7,25-40].
Mediador: A hist\u00f3ria b\u00edblica cont\u00e9m exemplos de homens e mulheres que actuam como mediadores, isto \u00e9, como intecessores ou intemedi\u00e1rios junto de outros homens [1Sm_19,1-7] [1Sm_25,14-35] [Est_7,1-7] [Act_12,20]. A pr\u00f3pria Lei israelita previa este tipo de media\u00e7\u00e3o [Ex_21,22] [Job_9,33]. Mas a B\u00edblia refere sobretudo a media\u00e7\u00e3o feita junto de Deus por uma s\u00e9rie de personagens hist\u00f3ricas: Abra\u00e3o [Gn_18,22-33] Mois\u00e9s [Ex_32,11] [Ex_32,14] [Ex_32,30-32] [Dt_5,23-30] sacerdotes, reis e profetas [Lv_4,16-35] [Nm_15,22-28] [1Sm_7,8-9] [1Sm_12,19-23] [2Sm_6,18] [Jr_15,11] [Jr_18,20] o servo do Senhor [Is_53,4-12]. Media\u00e7\u00f5es todas elas an\u00fancio e antecipa\u00e7\u00e3o do \u00fanico e definitivo mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo [Rm_5,1] [1Cor_8,6] [Cl_1,15-20] [1Tm_2,5] [Hb_4,14-16] [Hb_7,25] [Hb_12,24].
Mentira: Sobretudo enquanto falso testemunho contra o pr\u00f3ximo, \u00e9 severamente proibida  [Ex_20,16] [Ex_23,1-3] [Lv_19,11-12] [Dt_5,20] [Dt_19,16-19] [Pr_12,17] [Pr_21,28] [Zc_8,17] ver [Mt_19,18]e paralelos. Mas a B\u00edblia detesta qualquer tipo de conduta falsa e mentirosa [Jr_9,7] [Os_4,2] [Os_7,1] [Na_3,1] [Sl_5,7] [Sl_101,7] [Pr_6,16-19] [Pr_12,19] [Pr_12,22] [Pr_19,5] [Pr_19,9] [Eclo_7,13] [Eclo_20,24-26] [Act_5,3-10] [Ef_4,25] [Cl_3,8-9] [1Tm_1,10] [Ap_2,2] [Ap_21,8] [Ap_21,27] [Ap_22,15]. Em todo o caso, a mentira mais radical consiste em n\u00e3o reconhecer a Deus e ao seu enviado Jesus Cristo [1Jo_2,22] que s\u00e3o a verdade essencial. Por isso se chama ao diabo pai da mentira [Jo_8,44] [Ap_20,10] ver [Gn_3,1-5] [Gn_3,13-14] e por isso tamb\u00e9m mentira e idolatria se identificam frequentemente na B\u00edblia [Is_44,9-20] [Jr_10,1-5] [Sl_115,4-8] [Rm_1,25].
Messianismo. Messias: Messianismo \u00e9 o termo abstracto (n\u00e3o usado na B\u00edblia) que deriva do voc\u00e1bulo \u00abmessias\u00bb = ungido, consagrado\u00bb, e que em grego se traduz por \u00abCristo\u00bb. Na sua origem, a palavra \u00abmessias\u00bb aplicava-se tamb\u00e9m aos sacerdotes  [Lv_4,3-5] aos patriarcas [Sl_105,15] provavelmente aos profetas [1Rs_19,16] ao povo inteiro de Israel [Hab_3,13] e sobretudo ao rei, que era considerado o \u00abungido do Senhor\u00bb por antonom\u00e1sia [1Sm_9,16] [1Sm_11,35] [1Sm_15,1-17] [Sl_18,51] [Sl_20,7] [Lm_4,20]. A partir da profecia de Nat\u00e3 [2Sm_7,12-16] o povo israelita come\u00e7a a esperar a vinda de um grande rei, descendente de David, poderoso e triunfador, atrav\u00e9s do qual Deus tornar\u00e1 realidade as promessas de liberta\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o feitas ao seu povo. A esta personagem se reserva o t\u00edtulo de Messias [Sl_2,2] [Sl_132,10] [Sl_132,17] o qual, com o passar do tempo, vai incorporando diversos t\u00edtulos reais [Gn_49,8-12] [Nm_24,3-9] [Nm_24,15-19] [Is_7,10-25] [Is_9,1-6] [Is_11,1-9] [Zc_9,9-10] [Sl_2,1] [Sl_72,1] [Sl_110,1] prof\u00e9ticos [Is_42,1-7] [Is_49,1-9] [Is_50,4-9] [Is_52,13-53] [Is_52,12] sacerdotais [Zc_4,1-6] [Zc_4,10-14] [Sl_110,1] apocal\u00edpticos [Dn_7,13-14]. O NT reclama para Jesus de Nazar\u00e9 o t\u00edtulo de Messias e o cumprimento n'Ele de todas as esperan\u00e7as messi\u00e2nicas [Mt_1,1] [Mt_1,16-18] [Mt_2,4] [Mt_11,2] [Mt_16,16] [Mt_16,20-21] [Mt_22,42] [Mt_23,10] [Mt_24,5] [Mt_26,63] [Mt_27,17] [Mt_27,22] [Mc_1,1] [Mc_9,41] [Mc_14,61] [Lc_2,11] [Lc_2,26] [Lc_24,26] [Jo_1,17] [Jo_1,41] [Jo_9,22] [Jo_11,27] [Jo_17,3] [Jo_20,31] [Act_2,31] [Act_2,36] [Act_3,18] [Act_3,20] [Act_5,42] etc. Parece certo que o pr\u00f3prio Jesus apenas utilizou este t\u00edtulo "se \u00e9 que o usou alguma vez" para evitar que fosse entendido como um Messias pol\u00edtico [Mt_16,20] [Mc_1,34] [Mc_8,29-30] [Lc_4,41]. Mas a partir da sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, a primeira comunidade crist\u00e3, ultrapassado o perigo de mal-entendidos, empregou com abund\u00e2ncia e sem reservas o t\u00edtulo de Messias = Cristo como nome pr\u00f3prio de Jesus. S\u00e3o Paulo usa-ao mais de quatrocentas vezes.
Mestre: T\u00edtulo que no NT se d\u00e1 a Jo\u00e3o Baptista [Lc_3,12] [Jo_3,26] aos peritos na lei judaica [Mt_23,7] [Lc_2,46] [Jo_3,10] aos que ensinam a doutrina crist\u00e3 [Act_13,1] [Rm_2,20] [1Cor_12,28-29] [Ef_4,11] [1Tm_2,7] [2Tm_1,11] [2Tm_4,3] [Hb_5,12] [Tg_3,1] mas especialmente e de maneira singular a Jesus Cristo, enquanto ensina com autoridade tudo o que diz respeito ao Reino [Mt_9,11] [Mt_17,24] [Mt_23,8] [Mt_26,18] [Mt_26,25] [Mt_26,49] [Mc_5,35] [Mc_9,5] [Mc_11,21] [Jo_1,38] [Jo_3,2] [Jo_11,28] [Jo_13,13-14].
Milagre: A B\u00edblia refere com relativa frequ\u00eancia, atribuindo-os ao poder divino, acontecimentos extraordin\u00e1rios que ultrapassam o curso normal da natureza e se mostram humanamente inexplic\u00e1veis. S\u00e3o acontecimentos que provocam assombro e admira\u00e7\u00e3o [Ex_3,2-3] [Ex_3,7-15] [Dt_4,32-37] [1Rs_17,7-24] [1Rs_18,36-39] [2Rs_2,19-25] [2Rs_4,1] - [2Rs_5,1] [Mc_1,25-28] [Mc_2,11-12] [Mc_4,41] [Mc_5,42] [Mc_6,51-52] [Mc_7,37] [Mc_9,6] [Lc_5,26] [Jo_6,19] [Act_3,6-10] [Act_8,13] [Act_14,10-11] [Act_28,5-6]. Mas em tais casos, para al\u00e9m do assombro e admira\u00e7\u00e3o, a B\u00edblia p\u00f5e a \u00eanfase n\u00e3o no maravilhoso do acontecimento, mas sim no que o dito acontecimento tem de revela\u00e7\u00e3o de Deus e de sinal de salva\u00e7\u00e3o [Ex_10,1] [Ex_15,1-21] [Nm_14,22] [Js_24,11-18] [Sl_106,7] [Sl_107,8] [Mt_8,25-27] [Mt_9,1-8] e paralelos; [Mt_11,4-5] [Mt_14,30-32] [Lc_5,6-10] [Lc_13,12-16]. Isto vale sobretudo para o quarto evangelho [Jo_2,11] [Jo_4,48-54] [Jo_5,1-20] [Jo_6,1-15] [Jo_6,26-27] [Jo_9,1] [Jo_11,1]. N\u00e3o \u00e9 o milagre por milagre que interessa \u00e0 B\u00edblia, mas o milagre em ordem \u00e0 salva\u00e7\u00e3o. Da\u00ed a sua profunda e permanente rela\u00e7\u00e3o com a f\u00e9 e a convers\u00e3o [Gn_15,2-6] [Nm_14,11] [Dt_8,3] [Is_7,10-14] [Sl_78,32] [Sl_95,8-9] [Mt_11,20-24] e paralelos; [Mt_13,58] [Mt_16,1-4] [Mc_2,5-12] [Mc_5,34-36] [Mc_6,5-6] [Mc_9,23-24] [Mc_10,52] [Lc_1,45] [Lc_1,49] [Lc_7,9-10] [Jo_9,7] [Jo_9,35-38] [Act_9,32-35] [Act_9,40-42] [Act_16,25-34]. Por isso \u00e9 que os milagres b\u00edblicos nunca s\u00e3o arbitr\u00e1rios e aparatosos, mas realizam j\u00e1 de certo modo incoativamente o que significam: iniciam a vit\u00f3ria sobre a doen\u00e7a [Mt_4,23-24] [Mt_8,1-17] sobre o pecado [Mc_2,1-12] sobre a morte [Lc_7,11-17] [Jo_11,1-44] sobre uma natureza hostil [Mt_8,23-27] sobre Satan\u00e1s [Mt_4,1-11] [Mt_4,16] [Mt_4,28-33] [Mt_9,32-34] [Mt_12,22] [Mt_17,14-21].
Minist\u00e9rio. Ministros: (ver Di\u00e1cono) Todas estas palavras evocam, na B\u00edblia, a ideia de servi\u00e7o ou dedica\u00e7\u00e3o a uma coisa. Podem referir-se a um servi\u00e7o profano [Est_1,10] [Est_6,1-5] embora exercido normalmente dentro da Igreja-povo de Deus [Ex_24,13] [Js_1,1] [Act_6,1] [Act_11,29] [Act_12,26] [Rm_15,31] [2Cor_8,4] [2Cor_9,1] [2Cor_9,12]. Quase sempre, todavia, designam um servi\u00e7o estritamente religioso [Is_61,6] [Ez_44,11] [Jl_1,9] [Act_1,17] [Act_1,25] [Act_20,24] [Act_21,19] [1Cor_16,15] [2Cor_4,1] [2Cor_5,18] [2Cor_6,3-4] [2Cor_11,23] [Cl_1,23] [Cl_4,17] [Ef_3,7] [1Tm_1,12] [2Tm_4,5]. S\u00e3o diversas as pessoas \u00e0s quais se concede o t\u00edtulo de ministro [1Cor_3,5] [Ef_6,21] [Cl_1,7] [Cl_4,7] [1Tm_4,6] e variados os minist\u00e9rios a desempenhar [Rm_12,7] [1Cor_12,5-11] [1Cor_12,28-30] [Ef_4,11-12] [1Pd_4,11]. Mas o NT d\u00e1 sobretudo o nome de ministros aos respons\u00e1veis e animadores da comunidade crist\u00e3: ap\u00f3stolos, bispos, presb\u00edteros, di\u00e1conos, catequistas [Act_6,1-6] [Act_14,23] [Act_15,2] [Act_15,4] [Act_15,6] [Act_15,22] [Act_16,4] [Act_20,17] [Act_20,28] [1Cor_3,5] [2Cor_6,4] [Ef_3,7] [Fl_1,1] [Cl_1,7] [Cl_1,23-25] [1Tm_3,1-7] [1Tm_5,17-22] [2Tm_1,6] [Tt_1,5-9] [Tg_5,14] [1Pd_5,14].
Miseric\u00f3rdia: (ver Amor) \u00c9s o amor enquanto se compadece eficazmente das necessidades e dores alheias. O Deus da B\u00edblia \u00e9 um Deus misericorDeuso para com todos [Ex_34,6-7] [Sl_86,15-16] [Sl_145,8-9] [Jon_4,2] [Jon_4,11] [Mt_5,45] [Mt_6,25-33] mas especialmente para com o seu povo [2Rs_13,23] [Is_30,18] [Is_54,8] [Jr_12,15] [Jr_30,18] [Zc_1,12-13] e para com os mais d\u00e9beis e indefesos [Ex_22,26] [Os_14,4] [Sl_25,15-16] [Sl_103,1]. Miseric\u00f3rdia de Deus que se torna pessoalmente vis\u00edvel e operante em Jesus de Nazar\u00e9 [Mc_1,41] [Mc_6,34] [Mc_10,46-52] [Lc_1,50] [Lc_1,54] [Lc_4,18-21] [Lc_7,13] a quem todos os crist\u00e3os devem imitar [Mt_5,7] [Mt_9,13] [Mt_12,7] [Lc_6,36] [Tg_2,13].
Miss\u00e3o: (ver Voca\u00e7\u00e3o) Encargo especial que Deus confia a todo um povo ou a algumas personagens singulares dentro dele, para que colaborem na realiza\u00e7\u00e3o do seu plano universal de salva\u00e7\u00e3o. Abra\u00e3o [Gn_12,1-3] Mois\u00e9s [Ex_3,10-16] os profetas [Is_6,8-9] [Jr_1,5-10] [Ez_3,1-9] [Am_7,15] o servo del Senhor [Is_42,6-7] [Is_49,1-6] Maria [Lc_1,30-31] Jo\u00e3o Baptista [Lc_1,16-17] [Lc_1,76-79] Paulo [Act_9,6] [Act_9,15-16] todo o povo de Israel [Dt_4,5-6] [Is_43,10-12] [Is_55,3-5] s\u00e3o destinat\u00e1rios de uma miss\u00e3o salv\u00edfica. Mas a miss\u00e3o por excel\u00eancia \u00e9 a que Deus Pai confia a seu Filho Jesus Cristo [Mt_3,17] [Mt_17,5] [Mt_21,33-42] [Jo_3,17] [Jo_5,24] [Jo_12,49] [Rm_8,3] [Gl_4,4-5] que se completa com o envio do Esp\u00edrito [Jo_14,16] [Jo_14,26] [Jo_15,26] [Jo_16,7] e se prolonga na miss\u00e3o da Igreja [Mt_10,5-16] [Mt_28,10-20] [Jo_4,38] [Jo_17,18].
Mist\u00e9rio: Com esta palavra alude-se n\u00e3o tanto \u00e0 realidade divina, desconhecida e inecess\u00edvel ao homem, mas sim aos planos profundos de Deus, suscept\u00edveis de serem revelados aos seus [Gn_18,17] [Nm_24,16] [Am_3,7] [Dn_2,17-19] [Dn_2,27-28] [Dn_2,47] [Dn_4,6] [Br_2,22] [Sb_6,22]. Planos destinados a salvar o seu povo, ocultos durante s\u00e9culos [Ef_3,5] [Ef_3,9] [Cl_1,26] ver [1Cor_2,7] mas revelados e dados a conhecer na pessoa de Cristo [Mc_4,11] [Rm_16,25-26] [Ef_1,9] [Ef_3,3-5] [Cl_1,26-27] [Cl_2,2] [Cl_4,3]. Planos de salva\u00e7\u00e3o que Deus levar\u00e1 a cabo [Ap_10,7] vencendo qualquer oposi\u00e7\u00e3o [2Ts_2,7-8].
Morte: A B\u00edblia fala de duas classes de morte: a morte f\u00edsico-biol\u00f3gica, e a morte espiritual. a) A morte f\u00edsica \u00e9 o fim do homem enquanto ser terreno. Trata-se de um destino que afecta todos os homens [2Sm_14,14] [1Rs_2,1-2] [Sl_89,49] [Sl_90,3] [Ecl_3,2] [Ecl_9,5] [Eclo_8,7] [Eclo_14,17] [Hb_9,27] s\u00f3 Deus conhece o momento [Job_14,5] [Ecl_3,20] [Eclo_17,1-2] ao passo que o homem o ignora por completo [Ecl_9,12] [Lc_12,20] [Lc_12,40] [Ap_3,3]. A morte f\u00edsica, tal como hoje acontece, entre ang\u00fastias e incertezas, \u00e9 consequ\u00eancia do pecado do homem [Gn_2,17] [Gn_3,3] [Gn_3,19] [Br_1,13-14] [Eclo_41,4] [Rm_5,12-17] [1Cor_15,21-22] [1Cor_15,56]. Deus pode livrar-nos dessa morte, quer mantendo-a por enquanto longe de n\u00f3s [Sl_13,4] [Sl_49,15-16] [Sl_116,3] quer sobretudo vencendo-a mediante um processo de ressurrei\u00e7\u00e3o e imortalidade [Is_25,8] [Ez_37,1-14] [Os_13,14], [Sl_16,10-11] [Sl_49,16] [Dn_12,2-3] [2Mac_7,9-33] [Br_3,1] - [Br_3,5]. Esta vit\u00f3ria sobre a morte alcan\u00e7a o seu ponto culminante em Jesus Cristo, que a antecipa j\u00e1 na sua vida mortal atrav\u00e9s dos seus milagres [Mt_9,23-26] e paralelos; [Lc_7,11-16] [Jo_11,28-44], verifica-a no seu pr\u00f3prio corpo ressuscitado [Mt_28,1-6] e paralelos; [Jo_2,1-9] [Act_2,23-24] [Act_3,15] [Rm_6,9] [1Ts_1,10] [Ap_1,18] e partilha-a com a nova humanidade redimida por Ele [1Cor_15,26] [Hb_2,14-15] [1Pd_4,6] [Ap_20,13-14] [Ap_21,4]. b) A morte espiritual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o de afastamento de Deus enquanto Deus \u00e9 vida e fonte de vida. Durante a exist\u00eancia terrena do homem, esta morte espiritual materializa-se no acto do pecado, o qual, se n\u00e3o \u00e9 oportunamente eliminado, acarreta a ruptura definitiva da comunh\u00e3o com Deus ou \u00absegunda morte\u00bb [Ap_2,11] [Ap_20,6] [Ap_20,14] [Ap_21,8]. Esta morte-afastamento de Deus, tempor\u00e1ria ou definitiva, causada pelo pecado, tinha sido vislumbrada pelos profetas [Ez_18,1] [Ez_33,7-20] os autores do NT referem-se expressamente a ela [Rm_1,32] [Rm_6,16] [Rm_6,21-23] [Rm_8,6] [Gl_6,8] [Tg_1,15]. Tamb\u00e9m, e sobretudo, desta morte "tal como da morte f\u00edsico-biol\u00f3gica"  nos liberta Cristo [Jo_5,24-26] [Rm_5,21] [1Cor_15,21] [1Jo_3,14].
Mulher: No plano criador de Deus descrito pela B\u00edblia, a mulher desempenha um papel em tudo semelhante ao do homem [Gn_1,27-28] [Gn_2,18-24] [Gn_3,20] [Pr_19,14] ver [Mc_10,6-12]. Igualmente na hist\u00f3ria de Israel, e em \u00faltima inst\u00e2ncia na Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o, o protagonismo da mulher \u00e9 importante, tanto para o mal [Gn_3,6] [Nm_12,1-10] [Jz_14,15-20] [Jz_16,4-21] [1Rs_11,1-8] [1Rs_18,13] [1Rs_19,1-2] [1Rs_21,25-26] [Is_3,16-24] [Am_4,1-3] [Pr_9,13-18] [Pr_21,9] [Pr_21,19] [Ecl_7,26] [Eclo_25,13-26] como para o bem [Gn_3,15] [Ex_15,20-21, [Js_2,1-6] [Jz_4,1] - [Jz_5,1] [Rt_1,1] - [Rt_4,1] [Jt_8,16] [Est_2,1] [Est_4,1] [Est_8,1] [2Rs_22,14-20] [Sl_68,26] [Pr_31,10-31] [Eclo_26,1-3] [Eclo_36,21-27]. N\u00e3o obstante, deve reconhecer-se que o ambiente cultural em que a B\u00edblia se move, "inclusive no NT" limita de algum modo os direitos e valores da mulher [Nm_5,11-28] [Nm_27,1-11] [Dt_24,1] [Eclo_42,9-12]. Jesus, sem d\u00favida, reclama para a mulher a mesma dignidade e os mesmos direitos que para o homem; e f\u00e1-lo n\u00e3o tanto com as suas palavras, mas sim com a sua atitude; nasce de uma mulher [Mt_1,25] [Lc_2,7] n\u00e3o recusa o trato com as mulheres [Lc_7,36-47] [Lc_10,38-41] [Jo_4,1-28] a quem louva pela sua f\u00e9 e generosidade [Lc_7,50] [Lc_8,48] [Lc_21,1-4] [Mt_15,28] [Mt_26,10-13] e de quem aceita os seus servi\u00e7os [Lc_8,1-3] ver [Mt_27,55-56] e [Jo_19,25], f\u00e1-las protagonistas dos seus milagres e par\u00e1bolas [Lc_8,43-55] [Lc_13,10-13] [Lc_15,8-16] [Lc_18,1-5] [Mt_8,14-15] [Mt_13,33] [Mt_18,21-28] aponta-as como exemplo [Mt_25,4] e faz delas as primeiras anunciadoras da sua ressurrei\u00e7\u00e3o [Mt_28,5-9] [Mc_16,7-10] [Lc_24,9-10] [Jo_20,1-2] [Jo_20,18]. Mais ainda, na perspectiva do NT, a criatura obra-prima de Deus, a escolhida para ser a mais pr\u00f3xima colaboradora de Jesus na obra da salva\u00e7\u00e3o \u00e9 uma mulher: Maria [Lc_1,26-38] [Lc_1,42-49] [Lc_2,7] [Lc_2,33-35] [Jo_2,1-5] [Jo_19,25-27] ver [Ap_12,1-6]. Nesta mesma linha de valoriza\u00e7\u00e3o positiva da mulher se move o resto do NT [Act_1,14] [Act_9,36-41] [Act_12,12] [Act_16,14-15] [Act_18,2] [Act_18,18] incluindo S\u00e3o Paulo, acusado de um certo antifeminismo (ver [1Cor_11,3] [1Cor_11,8] [1Cor_11,10] [1Cor_11,12] [1Cor_14,34] [Ef_5,22-24] [Ef_5,33] [Cl_3,18] [1Tm_2,11-12]); este antifeminismo n\u00e3o tem raz\u00e3o de ser, se se tem em conta o ambiente sociol\u00f3gico em que se move S\u00e3o Paulo e o papel que, apesar desse ambiente, ele faz desempenhar \u00e0 mulher [1Cor_11,11] [Gl_3,28] [Ef_5,25] [Ef_5,32] [Cl_3,11]. 
Na\u00e7\u00f5es: Com este voc\u00e1bulo designa a B\u00edblia todos os povos que n\u00e3o fazem parte do povo de Deus. As na\u00e7\u00f5es n\u00e3o gozam dos privil\u00e9gios de Israel [Dt_4,6-8] [Dt_4,32-38] [Dt_7,6]. Israel, por seu lado, n\u00e3o deve deixar-se seduzir religiosamente pelos cultos idol\u00e1tricos das na\u00e7\u00f5es [Jz_2,11-13] [Jz_2,20-23] [Jz_3,1-7] [1Rs_11,5-10] [2Rs_16,10-18] [2Rs_21,3-7] [1Mac_1,41-54] sob pena de ser subjugado politicamente por elas. O ju\u00edzo de Deus ser\u00e1 especialmente severo com as na\u00e7\u00f5es [Is_13,1] - [Is_21,1] [Is_24,7-23] [Jr_46,1] - [Jr_51,1] [Ez_25,1] - [Ez_32,1] [Jl_4,9-14] [Zc_14,1-6] [Zc_14,12-14] ver [Br_13,1-9] [Rm_1,18-32] mas os planos definitivos de Deus sobre as na\u00e7\u00f5es s\u00e3o tamb\u00e9m planos de salva\u00e7\u00e3o [Gn_12,3] [Gn_49,10] [Is_2,2-5] [Is_11,10] [Is_19,16-25] [Is_42,4] [Is_45,14-25] [Is_49,6] [Is_60,1-16] [Is_66,18-21] [Zc_14,16] [Sl_47,1]. Assim o confirma de maneira contundente o NT [Mt_8,11] [Mt_28,19] [Lc_2,30-32] [Lc_24,47] [Act_1,8] [Act_2,1] [Act_10,1] [Act_15,1] [Rm_1,16] [Rm_3,21-30] [Rm_10,12-18] [Gl_1,15-16] [Gl_2,7-9] [Gl_3,6-9].
Nascimento: Na B\u00edblia, o nascimento de um filho \u00e9 sempre motivo de alegria [Gn_4,1] [Jr_20,15] [Lc_1,58]. Mas esta alegria alcan\u00e7a o su ponto culminante com o nascimento do Messias [Lc_2,10] que \u00e9 an\u00fancio e penhor do novo nascimento segundo o Esp\u00edrito, pressentido j\u00e1 no AT [Is_66,10-13] e tornado realidade no NT [Jo_1,13] [Jo_3,3-8] [2Cor_5,17] [Gl_6,15] [Tt_3,5] [1Pd_1,23] [1Jo_2,29] [1Jo_3,9] [1Jo_4,7] [1Jo_5,1].
Nome: No mundo semita, o nome quase se identifica com o pr\u00f3prio ser de uma pessoa ou coisa. Se Deus revela o seu Nome misterioso, revela todo o seu poder e grandeza [Gn_32,30] [Ex_3,13-20] [Ex_6,3] [Jz_13,18]. Conhecer e invocar o Nome de Deus equivale a solicitar e sentir a sua protec\u00e7\u00e3o [2Cr_20,8-9] [Sl_91,14-15] [Pr_18,10]. Louvar [Is_25,1] amar [Sl_5,12] santificar [Is_29,23] [Is_36,23] ou, ao contr\u00e1rio, profanar [Is_52,5] [Ez_36,20-23] [Am_2,7] o Nome de Deus, s\u00e3o ac\u00e7\u00f5es que t\u00eam o pr\u00f3prio Deus por objecto. Dar, mudar ou pronunciar o nome de uma pessoa ou de uma coisa \u00e9 sinal de dom\u00ednio sobre ela [Gn_2,19-20] [Gn_17,1] [2Sm_12,27] [2Rs_23,34] [2Rs_24,17]. A B\u00edblia destaca com frequ\u00eancia o conte\u00fado salv\u00edfico de um nome concreto [Gn_17,15] [Gn_32,29] [Is_7,3] [Os_1,4-9] [Mt_1,21] [Mt_16,18] [Lc_1,13] [Jo_1,42]. No NT o Nome por excel\u00eancia \u00e9 o de Jesus [Lc_2,21] [Mc_9,39] [Mc_16,17] [Jo_14,14] [Jo_15,16] [Jo_16,23] [Jo_16,26] [Act_4,12] [Act_8,16] [Act_10,43] [Act_10,48] [1Cor_6,11] [Fl_2,9-10].
N\u00famero: Em rela\u00e7\u00e3o ao uso dos n\u00fameros na B\u00edblia \u00e9 preciso ter em conta o seguinte: a) \u00c9 preciso examinar se o texto em que aparecem n\u00fameros foi transmitido fielmente ou foi alterado. b) \u00c9 frequente o uso de n\u00fameros com valor simplesmente aproximativo [Gn_43,34] [Nm_9,22] [1Rs_7,23] [Mt_10,29] [Lc_12,6] [1Cor_14,19]. c) \u00c9 indubit\u00e1vel o emprego convencional de certos n\u00fameros: o 3 indica \u00eanfase ou insist\u00eancia [1Rs_17,21] [Is_6,3] [Jr_7,4] o 4 sugere totalidade [Gn_2,10] [Is_11,12] [Ez_37,9] com o 7 alude-se a uma quantidade consider\u00e1vel [Gn_4,15] [Gn_4,24] [Pr_24,16] [Mt_18,21-22] [Mc_16,9] o 5 e o 10 t\u00eam valor memnot\u00e9cnico [Gn_31,7] [Ex_7,14] [Ex_12,29] [Ex_34,28] [Nm_7,17] [Nm_7,23] [Nm_7,29] [Dt_4,13] o 40 designa os anos de uma gera\u00e7\u00e3o, e portanto um amplo per\u00edodo sem precisar demasiado [Gn_7,4] [Ex_24,18] [Nm_14,34] [Jz_3,11] [Jz_3,30] [Jz_5,31]. d) Do emprego convencional passa-se com facilidade ao emprego simb\u00f3lico: o 4 \u00e9 s\u00edmbolo de plenitude [Ez_1,5] [Ez_14,21] [Mt_5,1-10], "8 bem-aventuran\u00e7as = 2 vezes quatro"; [Lc_6,20-23] [Ap_4,6] o 7 simboliza tudo o que est\u00e1 perfeito e acabado [Gn_2,1-3] [Lv_4,6] [Lv_4,17] [Nm_28,11] [Ez_45,23] [Job_42,8] [Dn_9,2] [Dn_9,24] [Ap_1,12] [Ap_1,16] [Ap_3,1] [Ap_4,5] [Ap_5,1] [Ap_8,2] [Ap_10,3] igualmente o 12  "n\u00famero das tribos israelitas"  chega a ser cifra sagrada dentro do povo de Deus [Mt_19,28] [Ap_7,4-8] [Ap_12,1] [Ap_21,12-14]. Digamos, para concluir, que o valor aritm\u00e9tico de um n\u00famero na B\u00edblia deve ser provado em cada caso.
Obedi\u00eancia: \u00c9s a escuta atenta da palavra de Deus e o acatamento da sua vontade [Gn_26,5] [Ex_4,1] [Ex_5,2] [Dt_4,30] [Dt_15,5] [Dt_26,17] [Js_24,24]. Jesus Cristo \u00e9 o melhor exemplo dessa escuta e desse acatamento [Mt_14,36] [Jo_4,34] [Jo_5,30] [Jo_5,36] [Jo_6,38] [Jo_8,55] [Rm_5,19] [Fl_2,8] [Hb_5,8] [Hb_10,9-10]. Os crist\u00e3os devem imitar essa atitude de Cristo "e de Maria [Lc_1,38]"  no que se refere aos planos de Deus [Rm_1,5] [Rm_10,16] [Rm_16,26] [2Cor_10,5] ver [Dt_17,14] [Dt_18,22] sem esquecer que, mantida nos seus justos limites, a obedi\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m um valor importante nas rela\u00e7\u00f5es familiares e sociais [Dt_21,18] [Pr_30,17] [Rm_13,1-2] [Ef_5,22] [Ef_6,1].
Obras: A revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica fala das obras de Deus e das obras do homem. As obras de Deus  \u00abmaravilhas de Deus\u00bb, como as chama o salmista [Sl_77,12-15]"  tornam-se presentes na cria\u00e7\u00e3o do mundo [Gn_14,19] [Is_40,12-26] [Job_36,22-39] [Job_36,30] [Sl_8,1] [Sl_19,1] [Sl_145,1] e na Hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o [Dt_3,24] [Dt_11,2-7] [Js_24,31] [Is_5,12] [Is_22,11] [Is_41,4] [Is_45,1-6] [Sl_28,5] [Sl_66,3-6]. Mas a obra-prima de Deus \u00e9 Jesus Cristo, atrav\u00e9s do qual o Pai realiza toda a sua obra recriadora e salvadora [Jo_5,17] [Jo_5,20] [Jo_5,36] [Jo_7,3] [Jo_9,4] [Jo_10,32-38] [Jo_15,24] [Jo_17,4]. As obras do homem, por seu lado, t\u00eam como fim colaborar para que a obra de Deus, tanto criadora como salvadora, alcance a sua perfei\u00e7\u00e3o [Gn_1,28] [1Cor_3,9] [Cl_4,11] [1Ts_3,2]. Por isso, tamb\u00e9m aqui a obra por excel\u00eancia do homem consiste em acreditar em Deus e \u00abn'Aquele que Ele enviou, Jesus Cristo\u00bb [Jo_6,28-29]. Express\u00e3o necess\u00e1ria desta f\u00e9 vivificada pelo amor [Gl_5,6] que \u00e9 dom de Deus [Ef_2,8-10] a que o NT vincula a salva\u00e7\u00e3o [Rm_3,22] [Rm_3,28] [Gl_3,16] s\u00e3o todas as demais obras boas com as quais o crist\u00e3o deve colaborar no plano salvador de Deus [Mt_25,1-46] [Gl_5,22-23] [Ef_2,10] [1Ts_1,3] [Tg_2,14-26] [Ap_14,13].
Ora\u00e7\u00e3o: A B\u00edblia inteira, enquanto Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o, est\u00e1 transpassada por esta intercomunica\u00e7\u00e3o entre Deus e o homem a que chamamos \u00abora\u00e7\u00e3o\u00bb. No AT, Abra\u00e3o e Mois\u00e9s intercedem pelos seus [Gn_18,22-32] [Ex_32,11-14] Mois\u00e9s, Ana, David, Tobias  e Judite louvam e d\u00e3o gra\u00e7as a Deus [Ex_15,1-18] [2Sm_2,1-10] [2Sm_22,1] [Tb_13,1] [Jt_16,2-21] David e Salom\u00e3o louvam, intercedem e suplicam [2Sm_7,18-29] [1Rs_8,22-53] Jeremias, Daniel, Ester, Esdras e Neemias reconhecem os seus pecados e os do povo, solicitando o perd\u00e3o de Deus [Jr_14,7-9] [Jr_14,19-22] [Dn_9,4-19] [Est_4,17] [Esd_9,6-15] [Ne_1,5-11] Ezequias, Josaf\u00e1, Jonas, Sara, Judite, Judas Macabeu pedem ajuda e protec\u00e7\u00e3o [2Rs_20,3] [2Cr_8,6-12] [Tb_3,11-15] [Jt_9,1-14] [2Mac_15,22-24]. O livro inteiro dos Salmos \u00e9 uma magn\u00edfica antologia de toda a esp\u00e9cie de ora\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, recitadas e cantadas. No NT, Jesus Cristo \u00e9 modelo de ora\u00e7\u00e3o [Mt_11,25-26] [Mt_26,36-42] [Mc_8,6] [Lc_3,21] [Lc_5,16] [Lc_6,12] [Lc_9,18] [Lc_9,28] [Lc_11,1] [Lc_22,32] [Lc_23,34] [Lc_23,46] [Jo_11,41] [Jo_17,1-26] e convida os seus a uma ora\u00e7\u00e3o cont\u00ednua perseverante, humilde, agradecida e confiante [Mt_6,5-13] [Mt_7,7-11] [Mt_9,38] [Mt_17,21] [Mt_18,19] [Mt_26,41] [Mc_11,24] [Lc_11,5-13] [Lc_17,16-18] [Lc_18,1-14] [Jo_4,23-24]. A ora\u00e7\u00e3o preside a todos os momentos importantes da primeira comunidade crist\u00e3 [Act_1,14] [Act_1,24-25] [Act_4,24-31] [Act_6,4-6] [Act_8,15] [Act_9,40] [Act_10,9] [Act_12,5] [Act_13,3] [Act_14,23] [Act_20,36] [Act_21,5] e S\u00e3o Paulo, sobretudo, faz dela um dos pilares insubstitu\u00edveis da vida crist\u00e3 [Rm_1,10] [Rm_15,30-31] [1Cor_1,4] [2Cor_9,11-15] [2Cor_12,8] [Ef_6,18] [Fl_1,3] [Fl_4,6] [Cl_1,9] [Cl_4,12] [1Ts_3,10] [1Ts_5,17] [1Tm_2,1-3] [Fm_4,22].
Or\u00e1culo: Palavra que Deus dirige aos homens, quer directamente, quer atrav\u00e9s de intermedi\u00e1rios. No princ\u00edpio \u00e9 poss\u00edvel que tenha o sentido de resposta a uma consulta que se faz a uma divindade [Gn_25,22-23] [Ex_18,15] [Ex_33,7] [2Sm_7,1-7] [1Rs_22,5-9] sobretudo atrav\u00e9s dos sacerdotes [Ex_28,30] [Jz_18,4-6] [Jz_20,23-28]. Frequentemente, sem d\u00favida, \u00e9 o pr\u00f3prio Deus quem toma a iniciativa, quer mediante vis\u00f5es ou sonhos [Nm_12,6] [1Sm_3,1-14] [1Rs_19,1] [Is_6,1] [Jr_1,11-13] [Ez_1,1] [Ez_3,1] [Ez_37,1-10] [Dn_7,1] [Dn_10,1] [Mt_1,20-21] [Mt_2,13] [Mt_2,19-20] [Ap_1,2] quer mediante a palavra dos profetas, que costumam introduzir sistematicamente muitas das suas mensagens com a express\u00e3o \u00abor\u00e1culo do Senhor\u00bb [Is_1,24] [Is_13,1] [Is_14,22] [Is_15,1] [Is_17,1] [Jr_2,3] [Jr_2,9] [Jr_2,12] [Jr_2,19] [Jr_2,22] [Jr_2,29]. 
Pai, Deus: A considera\u00e7\u00e3o de Deus como Pai, "comum, de resto, nas antigas religi\u00f5es orientais" adquire, j\u00e1 no NT, caracter\u00edsticas singulares. Em primeiro lugar, a paternidade de Deus afirma-se numa perspectiva comunit\u00e1ria: os filhos de Israel, em virtude da elei\u00e7\u00e3o-alian\u00e7a, s\u00e3o tamb\u00e9m "filhos de Deus" [Ex_4,22] [Nm_11,12] [Dt_14,1] [Is_1,2] [Is_30,1] [Is_30,9] [Is_45,11] [Jr_3,14] [Os_11,1-6]. Deus \u00e9 o Pai de Israel [Is_63,16] [Is_64,7] [Jr_3,19] [Ml_1,6] [Tb_13,4]. N\u00e3o se trata, evidentemente, de uma paternidade f\u00edsica, mas de uma fun\u00e7\u00e3o de protec\u00e7\u00e3o amorosa e de soberania providencial que atinge tamb\u00e9m cada um dos indiv\u00edduos do povo [Eclo_23,1-4] [Sb_2,13-18] ver [Sl_27,10] [Sl_103,13] [Pr_3,12] de entre os quais se destaca o rei [2Sm_7,14-15] [Sl_2,7] [Sl_89,27-28]. Mas ser\u00e1 Jesus de Nazar\u00e9 quem revelar\u00e1 de forma definitiva toda a profundidade da paternidade divina, tanto na sua dimens\u00e3o intratrinit\u00e1ria: Deus \u00e9 o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo [Mt_7,21] [Mt_11,27] [Mt_16,18] [Mt_1,11] [Mt_9,7] [Lc_2,49] [Lc_22,29] [Jo_1,14] [Jo_1,18] [Jo_5,19-47] [Jo_6,40] [Jo_8,54-55] [Jo_10,36-38] [Jo_11,41-42] [Rm_15,6] [2Cor_1,3] [2Cor_11,31] [Ef_1,3] [1Pd_1,3] como em rela\u00e7\u00e3o com os homens [Mt_6,1-18] [Mt_6,25-34] [Mt_7,11] [Lc_6,36] ver [Lc_15,11-32] [Rm_8,14-17] [Gl_4,5-7] [Ef_1,5] [1Jo_3,1-2].
Pais: Em sentido amplo, a B\u00edblia entende por \u00abpais\u00bb os antepassados de um povo ou de um cl\u00e3 familiar [Gn_10,21] [Gn_28,13] [Ex_3,13-16] [Dt_1,11] [Dt_1,21] [Dt_26,5] [2Rs_14,3] [Mt_23,30] [Lc_1,55] [Lc_6,23] [Jo_4,20] [Jo_6,31] [Act_3,13] [Act_7,2] [Act_13,36] [Act_15,10] [Rm_9,5] [1Cor_10,1] [2Pd_3,4]. Nalgumas ocasi\u00f5es usa-se o voc\u00e1bulo pai em sentido figurado para designar uma rela\u00e7\u00e3o de proximidade entre duas coisas ou pessoas [2Rs_6,21] [Job_29,16] [Job_38,28] [Mt_23,9]. Em sentido estrito, pais s\u00e3o os que geram fisicamente um filho. O AT atribui aos pais a m\u00e1xima autoridade, e exige para eles a maior honra e respeito no interior da fam\u00edlia [Ex_20,12] [Ex_21,17] [Lv_19,3] [Dt_5,16] [Dt_27,16] [Pr_19,26] [Pr_20,20] [Pr_23,22] [Pr_30,17] [Eclo_3,1-16]. O mesmo faz o NT [Mt_15,4] [Mt_19,19] [Ef_6,1-4] [Cl_3,20-21] [1Tm_5,4] mas com uma novidade importante: o Reino de Deus Pai e de seu Filho Jesus prevalece diante de qualquer paternidade humana [Mt_10,37] [Lc_2,48-50] [Lc_9,59-60] [Lc_14,26] [Lc_18,29]
Palavra. Palavra de Deus: No mundo da B\u00edblia, a \u00abpalavra\u00bb n\u00e3o \u00e9 um simples meio de comunica\u00e7\u00e3o entre os homens, n\u00e3o \u00e9 mero sinal sens\u00edvel representativo de uma ideia. \u00c9 algo mais. \u00c9 um princ\u00edpio activo, dotado de efic\u00e1cia, que participa do dinamismo da pessoa que a pronuncia e em certo modo subsiste por si mesma [Pr_18,4] [Dt_32,1-2]. Da\u00ed a efic\u00e1cia que se atribui \u00e0s b\u00ean\u00e7\u00e3os e maldi\u00e7\u00f5es [Gn_27,7-38] [Dt_27,1] - [Dt_28,1] [Js_6,26] [1Rs_16,34]. Da\u00ed o valor da palavra pronunciada na hora de ajuizar a vida do homem [Sl_5,10] [Sl_10,7] [Pr_10,20-21] [Eclo_5,13-14] [Eclo_27,4-7]. Da\u00ed a a import\u00e2ncia do bem ou mal no uso da palavra [Pr_12,6] [Pr_12,18] [Pr_15,23] [Ecl_3,7] [Eclo_5,14] [Eclo_28,25] [Sl_39,2] [Sl_141,3] [Tg_1,19] [Tg_3,1-2]. Neste ambiente religioso-cultural n\u00e3o deve estranhar que a palavra de Deus adquira um protagonismo singular. \u00c9 um meio privilegiado por meio do qual Deus entra em comunica\u00e7\u00e3o com o homem. Em primeiro lugar, enquanto palavra criadora, conservadora que fez e continua a fazer eficazmente o que quer [Gn_1,3] [Jt_16,14] [Is_40,8] [Is_40,26] [Is_44,26-28] [Is_48,12-15] [Is_55,10-11] [Jr_1,12] [Lm_3,37] [Job_37,6] [Sl_29,1] [Sl_33,6-9] [Sl_107,20] [Sl_107,25] [Sl_147,15-18] [Sb_9,1] [Sb_11,25] [Sb_16,26] [Sb_18,14-16] [Eclo_42,15]. Em segundo lugar, enquanto realidade reveladora do sentido dos acontecimentos e das coisas [Js_24,2-13] [Ex_3,13-15] [Ex_20,1] [Is_2,3-5] [Os_2,16] [Am_8,11-12] enquanto lei e regra de vida [Ex_20,1-17] [Ex_34,28] [Dt_4,13] [Dt_10,4] [Dt_5,6-22] [Sl_119,1] e enquanto an\u00fancio e promessa de um porvir glorioso [Gn_15,13-15] [Ex_3,7-10] [Js_1,1-5] [Is_40,1] - [Is_55,1] [Jr_31,31-34]. Como portadores privilegiados da sua palavra, Deus escolhe alguns homens, os profetas, em cuja boca a palavra de Deus \u00e9 como a espada e o fogo [Is_49,2] [Jr_5,14] [Jr_23,29] [Os_6,5] e exige ser proclamada apesar de todos os riscos [1Rs_19,9-11] [Jr_20,7-9] "ver [Jr_15,16]"; [Am_3,8]. O AT inicia um processo de personifica\u00e7\u00e3o da palavra divina [Is_55,11] [Sl_107,20] [Sl_147,5] [Sb_16,2] [Sb_18,14-16] processo que culmina no NT quando Deus Se nos revela em seu Filho Jesus Cristo como palavra substancial, que se torna homem entre os homens [Jo_1,1-14] [1Jo_1,1-3] [Ap_1,2] [Ap_19,13] A partir deste acontecimento fundamental entende-se melhor que a palavra de Deus em Cristo seja uma realidade criadora [Hb_1,3] reveladora dos mist\u00e9rios de Deus [Mt_7,24] [Mt_13,19-23] e paralelos; [Jo_2,22] [Jo_4,41] [Jo_5,24] [Jo_5,38] [Jo_8,37-38] [Jo_17,14-17] ressuscitadora e portadora de vida e salva\u00e7\u00e3o [Mc_5,41] [Lc_7,14] [Jo_5,24-28] [Jo_6,63] [Jo_8,51] [Jo_11,43-44] [1Tm_4,5] [Tg_1,21] poderosa, penetrante e eficaz [1Ts_2,13] [2Tm_2,9] [Hb_4,12] [1Pd_1,23] [2Pd_1,19]. Portanto, ningu\u00e9m pode permanecer indiferente ante a palavra de Deus [Mt_7,24-27] [Mt_13,18-23] [Mc_8,38] [Lc_6,46-49] [Jo_5,24] [Jo_10,19] [Jo_12,47-49] [Act_13,46-48] [1Cor_15,1-2] [Ef_1,13] [Cl_1,5-6] [1Ts_1,6] [Tg_1,21-25] chegando se for preciso at\u00e9 ao mart\u00edrio [Ap_1,9] [Ap_6,9] [Ap_12,11] [Ap_20,4].
Par\u00e1bola: Narra\u00e7\u00e3o mais ou menos extensa que, sob o aspecto de uma compara\u00e7\u00e3o, \u00e9 destinada a ilustrar e aprofundar o sentido de um ensinamento \u00e9tico-religioso. Quando todos os pormenores da narra\u00e7\u00e3o t\u00eam um significado pr\u00f3prio, a par\u00e1bola converte-se em alegoria [Is_5,1-6] [Ez_17,1] [Jo_10,1-16] [Jo_15,1-6]. No AT s\u00e3o escassas las par\u00e1bolas (ver [Jz_9,8-15] [2Sm_12,1-4] [2Sm_14,5-7] [2Rs_14,9]). Pelo contr\u00e1rio, Jesus utilizou-as largamente  em rela\u00e7\u00e3o com o reino de Deus, tanto para chamar a aten\u00e7\u00e3o sobre a sua misteriosa profundidade [Mt_13,10-16] [Mc_4,10-12] como para iluminar os m\u00faltiplos aspectos do mesmo [Mt_13,1] [Mt_18,21-35] [Mt_20,1-16] [Mt_21,28-46] [Mt_22,1-14] [Mt_25,1-30] [Lc_8,16] [Lc_10,29-37] [Lc_15,1] [Lc_16,1-8] [Lc_16,19-31] [Lc_18,1-14].
Parusia: Termo t\u00e9cnico utilizado no NT para designar a \u00abvinda\u00bb gloriosa de Jesus no termo da Hist\u00f3ria humana [Mt_24,3] [Mt_24,27] [Mt_24,37] [1Cor_15,23] [1Ts_2,19] [1Ts_3,13] [1Ts_4,15] [1Ts_5,23] [2Ts_2,1] [2Ts_8,1] [Tg_5,7-8] [2Pd_1,16] [2Pd_3,4] [2Pd_3,12] [1Jo_2,28]. A primeira comunidade n\u00e3o distinguiu entre proximidade teol\u00f3gica e proximidade cronol\u00f3gica, pelo que durante algum tempo esperou a parusia como algo iminente [Rm_13,11-12] [1Cor_7,29-31] [1Cor_10,11] [Fl_3,20] [Fl_4,5] [Hb_10,37] [1Pd_4,7] [1Jo_2,18] [Ap_3,11] [Ap_22,20]. Em [2Pd_2,8-10] d\u00e1-se uma explica\u00e7\u00e3o do atraso da parusia.
P\u00e1scoa: \u00c9 a festa mais solene dos judeus e dos crist\u00e3os. Tem provavelmente uma origem pr\u00e9-judaica e celebrava-se na Primavera; ver [Ex_3,18] [Ex_5,1-3] mas o povo israelita incorporou-a na sua Hist\u00f3ria para celebrar com ela a grande gesta da liberta\u00e7\u00e3o do Egipto [Ex_12,1] - [Ex_14,1]. Com o tempo uniu-se-lhe a festa dos p\u00e3es sem fermento, no in\u00edcio independente dela [Ex_12,15-20] [Lv_23,5-8] [Nm_28,16-25] [Dt_16,1-8] [2Cr_8,13]. Come\u00e7ava a celebra\u00e7\u00e3o da p\u00e1scoa ao entardecer do dia 14 do m\u00eas de Abib, ou das espigas "chamado Nis\u00e3 depois do ex\u00edlio", e o rito central consistia em comer o cordeiro pascal [Ex_12,1-14] [Nm_9,1-14] [Dt_16,1-8]. Cada ano, em cada p\u00e1scoa, o povo israelita actualizava a liberta\u00e7\u00e3o do \u00caxodo; houve, sem d\u00favida, p\u00e1scoas mais solenes [Nm_9,1] [Js_5,10-11] [2Rs_23,21-23] [2Cr_30] [Esd_6,19-22]. Mas a liberta\u00e7\u00e3o do \u00caxodo \u00e9 o tipo da liberta\u00e7\u00e3o definitiva realizada por Cristo no mist\u00e9rio da sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o; este mist\u00e9rio constitui, ent\u00e3o, a p\u00e1scoa nova e definitiva [Jo_13,1] [Jo_19,36] [1Cor_5,7-8] [1Pd_1,18-19] que os crist\u00e3os celebram como a festa mais importante do seu calend\u00e1rio religioso.
Patr\u00e3o. Empres\u00e1rio: A B\u00edblia sublinha as rela\u00e7\u00f5es de afecto e conviv\u00eancia pac\u00edfica que devem existir entre amos e criados, entre patr\u00f5es e trabalhadores [Eclo_7,20-21] [Eclo_33,31-33] [Ef_6,9] [Cl_4,1]. Em \u00faltima inst\u00e2ncia, todos s\u00e3o iguais diante do Senhor [1Cor_12,13] [Gl_3,28] [Fm_1,16]. Mas a B\u00edblia enfatiza, acima de tudo, a justi\u00e7a que deve presidir \u00e0s rela\u00e7\u00f5es laborais [Lv_19,13] [Dt_15,12-15] [Dt_24,14-15] [Jr_22,13-16] [Ml_3,5] [Tg_5,1-4]. Todo o poder vem de Deus, e Ele vingar\u00e1 toda a injusti\u00e7a [Jz_1,7] [1Sm_15,33] [Job_31,13-23] [Sb_6,3-53].
Patriarcas: Com este voc\u00e1bulo designam-se em primeiro lugar as personagens b\u00edblicas que v\u00e3o desde Ad\u00e3o at\u00e9 Abra\u00e3o [Gn_5,3-32] [Gn_11,10-27]. Mas este t\u00edtulo \u00e9 reservado sobretudo para Abra\u00e3o, Isaac, Jacob e os seus doze filhos enquanto antepassados insignes do povo israelita [Act_7,8-9] [Hb_7,4]. Por extens\u00e3o o t\u00edtulo aplica-se a David [Act_2,29] e aos chefes de fam\u00edlia israelitas [1Cr_24,31] [2Cr_19,8] [2Cr_26,12].
Paz: A palavra hebraica \u00abShalom\u00bb, que traduzimos por \u00abpaz\u00bb, \u00e9 muito rica de conte\u00fado: significa, evidentemente, aus\u00eancia de guerra e vida tranquila [Js_9,15] [Js_23,1] [Jz_3,11-30] [Jz_5,32] [2Sm_10,19] [2Sm_7,1] [1Rs_5,4] [Ecl_3,8] [Lc_14,32] [Ap_6,4]. Mas tamb\u00e9m significa b\u00ean\u00e7\u00e3o, gl\u00f3ria, riqueza, descanso, bem-estar, sa\u00fade f\u00edsica, esperan\u00e7a de \u00eaxito, justi\u00e7a, salva\u00e7\u00e3o; numa palavra, felicidade [Gn_15,15] [Gn_26,29] [Gn_43,27] [Nm_62,22-27] [Js_21,44] [Jz_8,9] [1Sm_1,17] [2Sm_18,28-29] [1Rs_22,27-28] [1Cor_22,9] [Is_32,17-18] [Is_48,22] [Is_57,19] [Jr_6,14] [Sl_28,3] [Sl_34,15] [Sl_37,11] [Sl_37,37] [Pr_3,2] [Pr_12,20] [Eclo_45,24] [Mt_10,12-13] [Mc_5,34] [Lc_1,79] [Lc_2,14] [Jo_14,27] [Jo_16,33] [Jo_20,19-26] [Act_9,31] [Act_10,36] [Act_15,13] [Ef_4,3] [Ef_6,15]. Os conceitos de paz e justi\u00e7a aparecem especialmente unidos [Is_32,17] [Sl_37,37] [Sl_71,3] [Sl_71,7] [Sl_85,11-14] [Sl_122,5-8] [Mt_5,9-10] [Rm_14,17] [Hb_12,11] [Tg_3,18]. A paz \u00e9 dom precioso de Deus [Lv_26,6] [Nm_6,26] [Jz_6,24] [1Rs_2,33] [Is_26,12] [Is_52,7] [Jr_29,11] [Ez_34,25] [Sl_29,11] [Pr_16,7] [Rm_1,7] [1Cor_1,3] [1Cor_14,33] [2Cor_13,11] [Fl_4,9] [1Ts_5,23]. Da\u00ed que o futuro Messias, Jesus Cristo, seja antes de mais um portador de paz, e inclusive Se identifique com a paz [Is_9,5-6] [Zc_9,9-10] [Mq_5,4] [Rm_5,1] [Ef_2,14-19] [Cl_1,20] [2Ts_3,16] que j\u00e1 hoje nos \u00e9 comunicada por meio do Esp\u00edrito como antecipa\u00e7\u00e3o da paz definitiva [Rm_8,6] [Rm_14,17] [Gl_5,22].
Pecado: \u00c9 a ruptura volunt\u00e1ria da comunh\u00e3o com Deus; a B\u00edblia enumera de muitas maneiras esta ruptura: rebeli\u00e3o, iniquidade, injusti\u00e7a, transgress\u00e3o, desobedi\u00eancia, culpa, ofensa, d\u00edvida, delito etc. A B\u00edblia aponta uma s\u00e9rie de pecados-tipo: o do do primeiro casal humano [Gn_3,3-17] o de Caim [Gn_4,8-15] o da gera\u00e7\u00e3o do dil\u00favio [Gn_6,1-8] o dos construtores da torre de Babel [Gn_11,1-9] o de Israel durante a perman\u00eancia no Sinai [Ex_32,1-10] [Ex_32,30-35] [Dt_9,7-24] [Nm_11,1-10] [Nm_11,33] o pecado de idolatria cometido por Salom\u00e3o e seus sucessores [1Rs_11,5-13] [1Rs_12,28-33] [1Rs_13,33-34] [1Rs_14,21-24] [2Rs_17,7-23]. O pecado, a que todos est\u00e3o sujeitos [1Rs_8,46] [Job_14,4] [Job_15,14] [Job_25,4] [Sl_14,3] [Sl_51,7] [Pr_20,9] [Ecl_7,20] [Jo_8,7] [Rm_3,9-18] [1Jo_1,8-10] e do qual s\u00f3 Deus pode livrar [Is_1,18] [Job_9,29-30] [Jr_2,22] [Sl_51,9-12] acarreta ao homem desastrosas consequ\u00eancias: maldi\u00e7\u00f5es, sujei\u00e7\u00e3o aos baixos instintos, enfermidades e sofrimentos de toda a ordem, uma morte rodeada de ang\u00fastias e, por fim, a exclus\u00e3o do reino de Deus [Gn_2,16] [Gn_3,7-19] [Dt_27,15-26] [Dt_28,16-68] [Eclo_40,1-10] [Rm_1,24] [Rm_2,12] [Rm_5,12-14] [Gl_5,19-21] [Ef_5,5] [1Cor_6,9-10] [Cl_2,13] [Tg_1,15] [Ap_22,15]. Mas Jesus, que \u00abfoi feito pecado\u00bb por causa de n\u00f3s [2Cor_5,21] libertou-nos do pecado e das suas consequ\u00eancias [Mc_2,5] [Mc_2,17] e paralelos; [Mt_26,28] [Lc_15,4-10] [Rm_4,25] [Rm_6,6-14] [Rm_8,3] [1Cor_15,3] [Gl_1,4] [Ef_1,7] [Cl_1,14] [1Jo_2,2].
Pena de Morte: Eram cerca de 35 os crimes que a lei moisaica castigava com a pena de morte [Ex_21,12] [Ex_22,17-18] [Lv_20,1] [Dt_13,6] [Dt_13,10] [Dt_21,22] [Dt_24,7]. De facto, s\u00f3 em casos espec\u00edficos se aplicava, e  tendo como objectivo: a) p\u00f4r a salvo a identidade s\u00f3cio-religiosa da comunidade, eliminando os indiv\u00edduos perniciosos [Dt_17,12] b) escarmentar os demais [Dt_13,12] c) alcan\u00e7ar o perd\u00e3o expiando um crime [Nm_35,31-33]. O modo mais mais comum de executar a pena de morte era a lapida\u00e7\u00e3o [Dt_13,11] [Dt_22,21-24] [Lv_20,2] [Nm_15,34-36] mas tamb\u00e9m se mencionam a espada [Dt_13,16] e a fogueira [Lv_20,14]. O NT nada diz expressamente sobre a pena de morte.
Pentecostes: (ver Festas). Festa que os israelitas celebravam cinquenta dias depois da p\u00e1scoa e da oferta da primeiro feixe da colheita [Lv_23,15-16]. Festa de origem agr\u00edcola [Ex_23,16] [Ex_34,22] [Nm_23,10] [Dt_16,9] foi ulteriormente teologizada para celebrar o acontecimento da alian\u00e7a e o dom da Lei. Como festa crist\u00e3, celebra a efus\u00e3o do Esp\u00edrito Santo sobre os ap\u00f3stolos reunidos no cen\u00e1culo, e o nascimento da Igreja do NT  [Act_2,14].
Perd\u00e3o: O Deus b\u00edblico n\u00e3o \u00e9 um Deus sem miseric\u00f3rdia e cruel, mas clemente e compassivo [Ex_34,6-7] [Sl_86,15]. Malgrado qualquer infidelidade, quando o homem se arrepende Deus perdoa [2Sm_12,13] [Ne_9,17] [Is_55,6-9] [Ez_18,21-23] [Ez_33,11-20] [Dn_9,9] [Os_11,7-9] [Jl_2,13] [Jon_3,10] [Jon_4,2] [Zc_1,3] [Sl_32,5] [Sl_51,1] [Sl_78,38-39] [Sl_103,1-14] [Sb_11,23-26]. O AT vincula a concess\u00e3o do perd\u00e3o ao reconhecimento e confiss\u00e3o dos pecados [2Cr_7,14] [Ne_4,2-37] [Jr_18,7-11] [Sl_86,5] \u00e0 oferta de sacrif\u00edcios e ao jejum [Lv_5,1] [Nm_15,22-28] [2Sm_12,13-16] [1Rs_21,27-29] desde que sejam sinceros [Is_58,3-10] [Am_5,21-25] e \u00e0 esmola [Dn_4,24] [Tb_4,7-11] [Tb_12,8-9]. Em Jesus de Nazar\u00e9 encarna-se o amor indulgente do Pai [Lc_1,77] [Lc_4,19] [Lc_5,20-24] [Lc_7,41-50] [Lc_15,1] [Lc_19,9] [Lc_23,34] o qual deve mostrar-se presente no meio da comunidade [Mt_6,12-15] [Mt_18,21-35] [Mc_11,24-25] [Lc_17,3] [2Cor_2,7-10] [Ef_4,32] [Cl_3,13] especialmente nos respons\u00e1veis da mesma [Mt_18,18] [Jo_20,23].
Persegui\u00e7\u00e3o: Experi\u00eancia dolorosa que Israel viveu como povo diante da oposi\u00e7\u00e3o violenta de outros povos ao seu credo religioso [Ex_1,8-14] [Est_3,1] [Dn_3,1-23] [1Mac_1,20-64]. Experi\u00eancia vivida tamb\u00e9m por numerosas personagens do povo israelita por causa da sua fidelidade ao Senhor [1Sm_19,1] - [1Sm_24,1] [1Rs_19,1] [Jr_11,18] [Jr_12,6] [Am_7,10-17] [Sl_3,1] [Sl_7,1] [Sl_13,1] [Sl_17,1] [Sl_22,1] [Sl_35,1] [Sb_2,10-20] [Sb_5,1-4]. Experi\u00eancia a que Deus Pai n\u00e3o poupou seu Filho Jesus Cristo [Mt_2,16-20] [Mt_16,21-22] [Jo_5,18] [Jo_7,1] [Jo_8,38] [Jo_8,40] [Jo_11,47-53] nem vai poupar aos crist\u00e3os [Mt_10,16-25] [Mt_24,9] [Mc_10,30] [Mc_10,39] [Lc_21,12] [Jo_15,18-20] [Act_5,17] [Act_8,1-3] [Act_9,1-5] [Act_12,1] [2Tm_3,12] [1Pd_4,12-16].
Pobreza. Pobre: A B\u00edblia conhece uma pobreza que consiste na simples car\u00eancia de bens materiais, situa\u00e7\u00e3o que designa com v\u00e1rios voc\u00e1bulos e que descreve como algo que de per si s\u00f3 traz inconvenientes [Pr_10,15] [Pr_14,20] [Pr_19,4] [Pr_19,7] [Eclo_13,3] [Eclo_13,22] [Eclo_13,23]. Inclusive nos primeiros est\u00e1Deus da revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica, este tipo de pobreza considera-se como efeito e sinal do pecado, como consequ\u00eancia da maldi\u00e7\u00e3o divina [Lv_26,3-33] [Dt_28,17] [Dt_28,18] [Dt_28,38-42] [Job_4,7-9] [Pr_6,10-11] [Pr_13,18] ver [Jo_9,2]. Mas a seguir a pobreza material passa a considerar-se como algo de per si moralmente neutro, prefer\u00edvel at\u00e9 a outras situa\u00e7\u00f5es [Pr_19,1] [Pr_19,22] [Pr_28,6] [Ecl_4,13] embora o ideal do s\u00e1bio seja: nem pobreza extrema nem riqueza demasiada [Pr_30,8-9] ver [Tb_5,18-19]. O que frequentemente acontece \u00e9 que a pobreza \u00e9 um efeito da opress\u00e3o dos poderosos [Job_24,2-12] [Job_34,28] e contra isso clamam com for\u00e7a os profetas [Is_5,8] [Is_10,1-2] [Jr_22,13-17] [Ez_24,29] [Am_2,6-8] [Am_4,1-3] [Am_5,7-12] [Am_8,5-8] [Mq_2,2] apoiando o que a Lei j\u00e1 prescrevia a favor dos necessitados [Ex_22,21-26] [Dt_15,1-15] [Dt_24,10-15] [Dt_26,12] e que os s\u00e1bios recordam sem cessar [Pr_14,21] [Pr_17,5] [Pr_19,17] [Pr_22,22-23] [Pr_23,10-11]. Nesta mesma linha de luta contra a pobreza material enquanto efeito da injusti\u00e7a, da avareza e da prepot\u00eancia, manifesta-se tamb\u00e9m o NT [Mt_6,19-21] [Mt_6,24] [Mt_19,23-26] [Mt_25,31-46] [Lc_3,10-14] [Lc_16,19-25] [Lc_19,6-10] [Tg_1,9-11] [Tg_1,27] [Tg_2,2-7] [Tg_2,14-16] [Tg_5,1-6]. Mas ao lado desta pobreza material e social, mal que \u00e9 preciso erradicar [Rm_15,26] [Gl_2,10] [2Cor_8,1] - [2Cor_9,1] a B\u00edblia conhece tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o mais profunda da pobreza enquanto sin\u00f3nimo de desprendimento, de pureza de cora\u00e7\u00e3o, de humildade, de mansid\u00e3o, de aceita\u00e7\u00e3o d\u00f3cil da vontade de Deus, de acolhimento amoroso e servi\u00e7al do irm\u00e3o. \u00c9 a dimens\u00e3o positiva da pobreza, cujo valor religioso os profetas e salmistas descobrem, e que floresce na espiritualidade dos pobres de Jav\u00e9 [Is_49,13] [Is_66,2] [Jr_20,13] [Sf_2,3] [Sf_3,12-13] [Sl_10,14] [Sl_10,17] [Sl_18,28] [Sl_37,11] [Sl_74,19] [Sl_149,4]. \u00c9 a dimens\u00e3o que o NT mais destaca, e que inclui, j\u00e1 se v\u00ea, a ren\u00fancia aos bens terrenos, embora n\u00e3o constitua o elemento \u00fanico nem o principal, e que tem em Jesus Cristo e na Virgem Maria os supremos modelos [Mt_5,3-4] [Mt_6,25-34] [Mt_8,20-21] [Mt_9,9] [Mt_11,5] [Mt_11,25] [Mt_11,29] [Mt_18,1-4] [Mt_21,5] [Mc_9,35-37] [Lc_1,38] [Lc_1,45-48] [Lc_1,52] [Lc_2,7] [Lc_2,19] [Lc_4,18-21] [Lc_6,20] [Lc_7,22] [Lc_8,19-21] [Lc_9,46-48] [Lc_21,14] [Jo_13,12-15] [2Cor_6,10] [2Cor_8,9] [Ap_2,9].
Poder: Atributo essencial da divindade, que o AT reconhece a Deus, dando-Lhe, entre outros, o t\u00edtulo de \u00abo forte de Israel\u00bb ou \u00abo forte de Jacob\u00bb  [Gn_49,24] [Is_1,24] [Is_49,26] [Sl_132,2]. Nesse mesmo sentido devem interpretar-se os atributos de Deus, como \u00abrocha\u00bb, \u00abchifre\u00bb ou \u00abescudo\u00bb de Israel [Gn_15,1] [1Sm_2,1-2] [2Sm_22,2-3] [2Sm_22,31] [Is_30,29] [Sl_18,2-3] [Sl_71,3] [Sl_71,7]. O poder de Deus manifesta-se sobretudo no acto da Cria\u00e7\u00e3o e no seu dom\u00ednio sobre ela [Gn_1,1] [Is_40,26] [Job_38,1] [Sl_33,6] [Sl_46,9] [Mt_19,26] [Rm_1,20] [2Cor_9,8] [Ap_9,11] [Ap_7,12] [Ap_11,17-18] [Ap_12,10-11]. Jesus Cristo compartilha em plenitude o poder de Deus [Mc_2,5-12] [Mc_4,39-41] [Mt_12,22-28] [Mt_28,18] e comunica-o aos seus disc\u00edpulos. [Mc_16,17] [Lc_9,1] [Lc_10,19] [1Ts_1,5].
Poligamia: (ver Matrim\u00f3nio).
Polite\u00edsmo: (ver Idolatria)
Povo de Deus: A na\u00e7\u00e3o israelita, enquanto portadora de uma promessa de salva\u00e7\u00e3o para toda a ra\u00e7a humana, \u00e9 na B\u00edblia o povo de Deus por antonom\u00e1sia [Ex_6,7] [Lv_26,12] [Dt_26,17-18] [Dt_29,12] [2Sm_7,24] [Jr_7,23] [Ez_11,20]. Um povo ao qual Deus elege [Dt_7,6-7] [Is_41,8] e chama [Is_48,2] e com o qual estabelece uma alian\u00e7a inquebrant\u00e1vel [Ex_24,7-8] [Jr_31,35-37] ver [Hb_9,19-20] n\u00e3o \u00e0 for\u00e7a ou pelos seus m\u00e9ritos [Dt_7,7] [Dt_8,17] [Dt_9,4] mas unicamente por amor [Dt_7,8] [Os_11,1]. Um povo com uma dimens\u00e3o essencialmente religiosa [Ex_19,6] e uma indeclin\u00e1vel voca\u00e7\u00e3o de universalidade [Gn_12,2] [Is_42,1-7] [Is_43,10-12] [Is_49,6] [Is_55,4-5] [Jr_4,1-2]. Um povo que, precisamente devido \u00e0s suas infidelidades \u00e0 alian\u00e7a [Dt_4,27] [Is_1,10] [Is_10,22] [Jr_7,10-12] [Os_1,9] [Os_13,7-11] ver [Rm_9,25-29] anuncia e abre caminho ao povo da nova alian\u00e7a, composto "novidade surpreendente e revolucion\u00e1ria" de judeus e \u00abgentios\u00bb [Act_15,14] novo povo de Deus, ou seja, a Igreja de Jesus Cristo, que herda os t\u00edtulos, atributos e fun\u00e7\u00f5es do povo de Deus do AT [Rm_9,6-8] [Gl_3,29] [Gl_6,16] [Tt_2,14] [1Pd_2,9] [Ap_18,4] [Ap_21,3].
Prim\u00edcias: Primeiros frutos oferecidos \u00e0 divindade. Esta oferenda no princ\u00edpio deve ter-se realizado livremente e sem rituais precisos [Gn_4,3-4] mas a pouco e pouco foi sendo regulamentada como acto importante da vida religiosa [Ex_22,28-29] [Ex_23,19] [Ex_34,22] [Lv_22,10] [Lv_22,17] [Lv_22,20] [Nm_15,20] [Dt_18,4] [Dt_26,1-10] [2Rs_4,42] [Tb_1,6] [Ne_10,36] [1Mac_3,49] [Ez_44,30] [Pr_3,9] [Eclo_7,31] [Eclo_35,7]. J\u00e1 o AT conhece um emprego figurado do termo [Jr_2,3] [Pr_8,22] que o NT torna mais insistente, aplicado a Cristo [1Cor_15,20] [1Cor_15,23] ao Esp\u00edrito [Rm_8,23] e aos crist\u00e3os [Rm_16,5] [1Cor_16,15] [Tg_1,18] [Ap_14,4].
Primog\u00e9nito: O primeiro a nascer, tanto dos homens como dos animais; se \u00e9 do sexo masculino, tem, no mundo socioreligioso da B\u00edblia, um estatuto especial. Socialmente, ao primeiro var\u00e3o nascido no seio de uma fam\u00edlia, cabem alguns direitos especiais [Gn_25,31] [Gn_27,19-40] "ver [Hb_12,16]"; [Dt_21,17]. Religiosamente, uns e outros t\u00eam de ser oferecidos ao Senhor como aplica\u00e7\u00e3o particular da lei das prim\u00edcias, e tamb\u00e9m como recorda\u00e7\u00e3o do dia em que o Senhor livrou da morte os primog\u00e9nitos israelitas [Ex_13,2] [Ex_13,12-16] [Ex_34,19] [Nm_8,17] [Dt_15,19]. Os primog\u00e9nitos dos animais deviam ser sacrificados ao Senhor [Nm_18,17] [Dt_15,19-20] ou substitu\u00eddos ou mortos, se se tratava de animais defeituosos ou impuros [Ex_13,13] [Ex_34,20] [Nm_18,15] [Dt_15,21-22]. Os primog\u00e9nitos var\u00f5es s\u00e3o tamb\u00e9m consagrados a Deus [Ex_13,2] mas podem ser regatados mediante uma oferenda substituta [Ex_13,13] [Ex_34,20] [Nm_3,12-13] [Nm_3,40-51] [Nm_8,16-18] [Nm_18,15] ver [Lv_27,1-8] [Lv_27,26-27]. Jesus, enquanto primog\u00e9nito de Maria, "sem que isso queira dizer de modo algum que Ela teve mais filhos" submete-Se a essas prescri\u00e7\u00f5es legais [Lc_2,22-24]. O autor da carta aos Hebreus chama a Jesus Cristo \u00abFilho primog\u00e9nito\u00bb de Deus [Hb_1,6] e outras passagens do NT empregam o termo em sentido figurado referido quer a Cristo [Cl_1,15] [Cl_1,18] [Ap_1,5] quer aos crist\u00e3os [Hb_12,23]).
Profanar. Profana\u00e7\u00e3o: Consiste em dessacralizar o que \u00e9 santo; em destinar indiscriminadamente a qualquer uso o que est\u00e1 consagrado ao Senhor e ao seu culto [Ex_31,13-14] [Ez_20,39] [Ez_36,20-23] [1Mac_1,11-64] [1Mac_2,12] [1Mac_4,36-45] ver [Dn_5,2-3] [Dn_5,23]. Neste sentido, o pr\u00f3prio Deus \u00abprofana\u00bb o seu povo quando j\u00e1 n\u00e3o o considera seu [Is_47,6] o pai \u00abprofana\u00bb sua filha  "que deve ser para ele algo de sagrado"  quando a destina \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o [Lv_19,29] e o rei Josias \u00abprofana\u00bb, \u00abdessacralizando-os",  os lugares de culto idol\u00e1trico [2Rs_23,10] [2Rs_23,13]. O NT, ao suprimir os conceitos rituais de puro e impuro, ao interiorizar a religi\u00e3o [Mc_7,14-23] e ao considerar toda a Cria\u00e7\u00e3o como boa e santa [1Tm_4,4] utiliza os conceitos de profanar e profana\u00e7\u00e3o como simples sin\u00f3nimos de algo moralmente mau [1Tm_1,9] [1Tm_4,7] [1Tm_6,20] [2Tm_2,16].
Profeta. Profetismo: O profeta b\u00edblico n\u00e3o \u00e9 um simples adivinho ou vaticinador do futuro, embora as suas palavras se refiram com frequ\u00eancia ao que est\u00e1 para acontecer. \u00c9 fundamentalmente o confidente, o mensageiro, o porta-voz de Deus, como Aar\u00e3o \u00e9 porta-voz de Mois\u00e9s [Ex_4,10-16] [Ex_7,1]. Neste sentido, Abra\u00e3o [Gn_20,7] e Mois\u00e9s [Nm_11,17-25] [Nm_12,6-8] [Dt_18,15] como grandes confidentes de Deus e participadores do seu Esp\u00edrito, recebem o t\u00edtulo de profeta. O profeta, diversamente dos reis e sacerdotes, recebe o chamamento e a miss\u00e3o directamente de Deus [Is_6,1-10] [Jr_1,4-10] [Ez_1,1] - [Ez_2,1] [Am_7,14-15] [Lc_1,11-17] embora por vezes actuem outros profetas como intermedi\u00e1rios [Nm_27,15-23] [1Rs_19,16]. A B\u00edblia conhece profetas de ac\u00e7\u00e3o: D\u00e9bora [Jz_4,4] Samuel [1Sm_3,19-20] Nat\u00e3 [2Sm_7,1-4] [2Sm_12,1-15] Gad [2Sm_24,11-19] A\u00edas [1Rs_11,29-38] Elias [1Rs_17,1] - [1Rs_22,1] Eliseu [2Rs_2-13] etc.; e conhece tamb\u00e9m os chamados profetas escritores: Isa\u00edas, Jeremias, Ezequiel, Oseias, Am\u00f3s, etc., que deixaram testemunho escrito da sua mensagem, quer directamente, quer atrav\u00e9s dos seus disc\u00edpulos (ver [Is_8,16] [Jr_36,1]). Em todo o caso, a miss\u00e3o do profeta \u00e9 iluminar e orientar em nome de Deus a vida e a hist\u00f3ria do povo israelita, denunciando tudo o que sup\u00f5e ruptura da alian\u00e7a. Por isso, quando falta esta palavra iluminadora do profeta, o povo sente-se \u00f3rf\u00e3o de Deus [1Sm_3,1]. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m falsos profetas, que pretendem falar em nome de deuses inexistentes [1Rs_18,19] ou procuram elevar-se \u00e0 custa de adula\u00e7\u00e3o do rei e de anunciar ao povo \u00eaxitos falazes [1Rs_22,11-13] [Jr_14,14-16] [Jr_23,9-40] [Lm_2,14] [Lm_4,13] [Ez_13,1-23] [Mq_3,5-8]. Jesus Cristo rodeia o seu nascimento e manifesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica de um ambiente prof\u00e9tico: Jo\u00e3o Baptista [Mt_11,7-14] [Mt_14,5] [Mt_21,26] [Lc_1,76] Isabel [Lc_1,41-45] Sime\u00e3o e Ana [Lc_2,25-38] reivindica para Si, embora indirectamente, a condi\u00e7\u00e3o de profeta [Mt_13,57] [Lc_13,33] [Jo_6,14] [Jo_7,40] ver [Act_3,22-23] [Act_7,37] e faz a Igreja participante do seu pr\u00f3prio esp\u00edrito prof\u00e9tico [Act_2,16-18] [1Cor_11,4] [1Cor_2,28-29] [Ef_2,20] [Ef_4,11]
Promessa: (ver Messianismo) Constitui o fio condutor de toda a Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria que estende como um arco entre promessa e cumprimento. O AT n\u00e3o disp\u00f5e de um voc\u00e1bulo especial para exprimir o conceito de promessa: f\u00e1-lo com os de b\u00ean\u00e7\u00e3o, palavra, alian\u00e7a, juramento. Come\u00e7a em [Gn_3,15] toma impulso com Abra\u00e3o, Issac e Jacob [Gn_12,1-3] [Gn_12,7] [Gn_13,15-17] [Gn_15,18] [Gn_26,3] [Gn_28,13-15] continua com Mois\u00e9s [Ex_3,8] [Ex_6,8] [Dt_11,10-17] com David [2Sm_7,8-16] com os m\u00faltiplos e variados or\u00e1culos messi\u00e2nicos [Is_7,14] [Is_9,5] [Is_11,1-9] [Jr_31,23-34] [Jr_33,14-16] [Ez_36,23-30] [Mq_5,1-5] [Zc_6,12-13] at\u00e9 que em Jesus Cristo se tornam realidade todas as promessas veterotestament\u00e1rias. [Lc_1,55] [Lc_1,68-75] [Lc_2,29-32] [Lc_4,21] [Rm_4,13-25] [Rm_9,4-9] [Rm_15,8] [2Cor_1,20] [Gl_3,13-22] [Hb_6,12-18] [2Pd_3,4] [1Jo_2,25].
Prostitui\u00e7\u00e3o: (ver Lux\u00faria e Adult\u00e9rio) A B\u00edblia conhece desde a antiguidade o facto da prostitui\u00e7\u00e3o [Gn_38,14-18] [Js_22,1] [Js_6,22] [Os_1,2] [Os_3,3] [Lc_7,37] [Lc_15,30] [Mt_21,31-32] [1Cor_6,15-16] e, em conjunto, avalia-o negativamente [Lv_19,29] [Lv_21,7] [Dt_22,21] embora n\u00e3o tanto como pecado sexual, mas sim como v\u00edcio social que favorece a infidelidade. Da\u00ed que a prostitui\u00e7\u00e3o "tal como o adult\u00e9rio" passe a constituir o melhor s\u00edmbolo da idolatria enquanto infidelidade a Deus [Nm_15,39] [Jr_3,1] [Jr_3,6-13] [Ez_16,1] [Ez_23,1] [Os_2,4-7] [Os_4,12-15] [Os_5,4] [Ap_17,1-2] [Ap_17,5] [Ap_17,15-16] [Ap_18,3] [Ap_19,2].
Pr\u00f3ximo: Designa o que est\u00e1 perto, com uma proximidade n\u00e3o de sangue, mas de amizade, companheirismo, nacionalidade, conviv\u00eancia ou simples vizinhan\u00e7a [Ex_20,16-17] [Lv_19,13] [Lv_19,16] [Lv_19,18] [Dt_5,21] [Mq_2,2] [2Sm_13,3] [Job_2,11] [Job_30,29] [Pr_3,29] [Pr_14,20] [Pr_25,17]. Em  Israel, pr\u00f3ximo \u00e9 o compatriota ou, no m\u00e1ximo, o estrangeiro residente [Ex_22,20] [Lv_19,33-34] [Dt_10,18-19] [Sl_146,9] e destes \u00e9 preciso cuidar certamente [Ex_23,4-5] [Jr_15,11] [Pr_25,21]. O NT, que reafirma o preceito de amar o pr\u00f3ximo [Mt_22,36-40] [Rm_13,8-10] alarga o conceito de pr\u00f3ximo a todos os homens, mesmo desconhecidos ou inclusive inimigos [Mt_5,44-48] [Lc_10,25-37] [Gl_6,10].
Pureza. Purifica\u00e7\u00e3o. Puro: Estes voc\u00e1bulos t\u00eam na B\u00edblia um duplo sentido: a) cultual ou legal, enquanto \u00e9 preciso evitar o contacto com determinadas coisas ou pessoas para poder participar no culto ou na pr\u00f3pria vida ordin\u00e1ria da comunidade. Quando algu\u00e9m incorreu em impureza legal, deve purificar-se mediante uma s\u00e9rie de ritos institu\u00eddos para cada caso [Lv_11,1] [Lv_17,1] [Nm_19,1] [Dt_14,1-21] [1Sm_21,5-6] [Is_52,11] ver [Lc_2,22] [Mc_7,2-6] [Jo_2,6] [Jo_18,28] b) um sentido moral, que consiste na limpeza interior, isto \u00e9, na aus\u00eancia de pecado. Profetas e salmistas proclamam que o importante \u00e9 ter um cora\u00e7\u00e3o novo e uma consci\u00eancia limpa [Is_1,15-18] [Ez_36,25-33] [Os_6,6] [Sl_18,21-25] [Sl_24,4] [Sl_51,12] [Sl_73,1]. Jesus confirma-o plenamente [Mt_5,8] [Mt_15,1-20] [Jo_12,10] [Jo_15,3] ver [1Tm_1,5].
Recompensa: (ver Retribui\u00e7\u00e3o) \u00c9 a dimens\u00e3o positiva da retribui\u00e7\u00e3o. O Deus da B\u00edblia \u00e9 um Deus justo, que recompensar\u00e1 toda a boa ac\u00e7\u00e3o. Recompensar\u00e1, sobretudo, a fidelidade \u00e0 alian\u00e7a e \u00e0 Lei; e mesmo quando nos primeiros estratos da revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica a recompensa se cifra em bens materiais e terrenos [Dt_11,13-15] [Dt_28,1-14] logo se vislumbra uma recompensa de n\u00edvel superior, que se centra em Deus mesmo [Gn_15,1] [Gn_17,19] [Ex_6,7] [2Sm_7,14] e numa inquebrant\u00e1vel comunh\u00e3o de vida com Ele [Sl_16,10-11] [Sl_73,23-28] [Dn_12,2-3] [2Mac_7,9]; [2Mac_7,14] [2Mac_7,36-37] [Br_3,1-9]. O NT rubrica esta dimens\u00e3o ultraterrena da recompensa com as express\u00f5es \u00abvida eterna\u00bb [Mt_25,46] [Mc_10,17] [Jo_3,36] [Jo_5,24] [Jo_6,47] [Jo_6,53-54] [1Jo_3,14] [1Jo_5,11-13] \u00abvis\u00e3o de Deus\u00bb [1Cor_13,12] [1Jo_3,2] e \u00abestar com Cristo, o Senhor\u00bb [Lc_23,42-43] [Jo_14,3] [Jo_17,24] [2Cor_5,8] [Fl_1,23] [1Ts_4,17] [Ap_3,20].
Reconcilia\u00e7\u00e3o: (ver Perd\u00e3o).
Reden\u00e7\u00e3o: (ver Liberta\u00e7\u00e3o) Etimologicamente significa resgate, compra ou obten\u00e7\u00e3o de algo que se possu\u00eda e se perdeu. Na B\u00edblia est\u00e1 estreitamente ligada aos conceitos de liberta\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o. No AT, as liberta\u00e7\u00f5es e, portanto, as reden\u00e7\u00f5es-tipo s\u00e3o a da opress\u00e3o eg\u00edpcia [Ex_6,6-7] [Ex_14,13] [Is_63,8-9] [Jr_31,32] e a do cativeiro babil\u00f3nico [Is_43,1] [Is_43,14] [Is_45,17] [Is_46,13] [Is_55,3] [Is_62,12]. No contexto desta \u00faltima liberta\u00e7\u00e3o, o Senhor recebe o t\u00edtulo de \u00abredentor de Israel\u00bb [Is_41,14] [Is_43,3] [Is_44,6] [Is_44,24] [Is_45,15] [Is_48,17] [Is_49,26]. Reden\u00e7\u00f5es e liberta\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas que s\u00e3o an\u00fancio e penhor de uma reden\u00e7\u00e3o superior: a da escravid\u00e3o do pecado [Is_38,17] [Ez_36,23-26] [Sl_130,7-8]. E esta \u00e9 precisamente, segundo o NT, a reden\u00e7\u00e3o operada por Cristo [Mt_1,21] [Mt_20,28] [Lc_1,68] [Lc_1,77] [Lc_2,38] [Act_20,28] [Rm_3,24-26] [Rm_6,17-18] [1Cor_6,19-20] [1Pd_1,18-19] a quem a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 distingue com o t\u00edtulo singular de Redentor. Por outro lado, a sua obra redentora estende-se \u00e0 Cria\u00e7\u00e3o inteira [Rm_8,19-22] [Ef_1,10] [Cl_1,20].
Reino. Reino de Deus: O  tema do reino de Deus \u00e9 central na B\u00edblia e reveste-se de uma grande complexidade. Jav\u00e9, o Deus de Israel, \u00e9 rei, e o seu reino abarca o Universo inteiro [Ex_15,18] [Jr_10,7] [Jr_10,10] [Sl_11,4] [Sl_47,3] [Sl_93,1] [Sl_95,3] [Sl_96,10] [Sl_97,1] [Sl_97,9] [Sl_99,1] mas manifesta-se especialmente em Israel, seu povo [Ex_19,6] [Jz_8,23] "ver [1Sm_8,7] [1Sm_12,12]" [Is_33,22] [Jr_8,19] [Sl_48,3]. A partir de David [2Sm_7,12-16] o reino de Deus tem como suporte temporal um reino humano [1Cr_28,5] [2Cr_13,8] [Sl_2,6]. Mas como a experi\u00eancia mon\u00e1rquica israelita acabou em fracasso [2Rs_17,7-23] [2Rs_24,1-4] o tema do reino de Deus, perdurando embora, adquire na B\u00edblia uma dimens\u00e3o escatol\u00f3gica e transcendente [Is_24,23] [Is_52,7] [Sf_3,15] [Zc_14,9] [Sl_96,1] - [Sl_99,1] [Sl_145,11-13] [Sb_3,8] [Dn_2,44] [Dn_7,14] [Dn_7,27]. Este reino de Deus escatol\u00f3gico e transcendente \u00e9 precisamente o conceito chave na prega\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Baptista [Mt_3,2] de Jesus [Mt_4,23] [Mt_9,35] [Mt_13,24] [Mt_13,38] [Mt_13,44-47] [Mt_20,1] [Mt_22,2] [Mt_24,14] [Mc_1,15] e dos ap\u00f3stolos depois do Pentecostes [Act_14,22] [Act_19,8] [Act_20,25] [Act_28,23] [Act_28,31] [Rm_14,17] [1Cor_4,20] [Cl_4,11] [1Ts_2,12] [2Ts_1,5]. Um reino que se torna basicamente presente na pessoa de Cristo [Mt_12,28] [Lc_17,21] que conhece um prolongamento no tempo, tendo a Igreja como media\u00e7\u00e3o humana fundamental querida por Deus [Mc_4,26] [Mt_13,31-33] [Mt_16,18-19] que exige umas disposi\u00e7\u00f5es muito singulares para a ele pertencer [Mt_5,3-10] [Mt_6,25-33] [Mt_7,21] [Mt_13,44] [Mt_18,1-4] [Mt_19,14] [Mt_25,34] [Jo_3,3-5] e que tem uma dimens\u00e3o transcendente [Jo_18,36] para se consumar, por isso mesmo, no al\u00e9m [Mt_6,10] [Mt_25,34] [Lc_13,28] [Lc_14,15] [Lc_21,33] [Lc_22,16-18] [1Cor_6,9-10] [1Cor_15,50] [Gl_5,21] [Ef_5,5].
Ressurrei\u00e7\u00e3o: Vit\u00f3ria do homem sobre a morte, recuperando a vida para sempre, mesmo na sua dimens\u00e3o corp\u00f3rea. \u00c9 obra exclusiva de Deus, afirmada j\u00e1 no AT [Dn_12,2-3] [2Mac_7,9-14]. A cren\u00e7a na ressurrei\u00e7\u00e3o, partilhada pelos ambientes mais religiosos do tempo de Jesus [Jo_11,24] ver [Mc_12,18] [Act_23,6-8] recebe a confirma\u00e7\u00e3o definitiva com a ressurrei\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Jesus Cristo [Mt_28,6] [Mc_16,6] [Lc_24,6] [Jo_20,8-9] [Act_2,24] [Act_3,15] [Act_4,10]...; [Rm_6,4] [1Cor_15,4] [1Cor_15,20] [1Pd_1,21]. Jesus Cristo proclama-se a Si pr\u00f3prio como \u00aba ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida\u00bb [Jo_11,25] afirma contundentemente a ressurrei\u00e7\u00e3o de todos os homens [Mc_12,25-27] [Jo_5,28-29] [Jo_6,39-40] [Jo_6,54] realiza ressurrei\u00e7\u00f5es provis\u00f3rias como sinal da ressurrei\u00e7\u00e3o definitiva [Mt_9,23-25] [Lc_7,12-15] [Jo_11,38-44] e \u00e9 apresentado pelos autores do NT como fundamento, prim\u00edcias e modelo da ressurrei\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os [Rm_6,5-8] [Rm_8,11] [1Cor_6,14] [1Cor_15,12] [2Cor_4,14] [Ef_2,5-6] [Fl_3,10-11] [Cl_1,18] [1Ts_4,14-16].
Resto de Israel: Com esta express\u00e3o designa-se, num primeiro momento, a parte do povo israelita que sobrevive a uma calamidade concreta. \u00c9 o chamado \u00abresto hist\u00f3rico\u00bb [Is_10,22] [Is_37,4] [Jr_6,9] [Ez_9,8] [Ez_11,13] [Am_5,15] [Ag_1,12] [Ag_2,2] [Zc_8,11-12]. Mas a pouco e pouco converte-se num express\u00e3o t\u00e9cnica para se referir \u00e0 comunidade dos \u00faltimos tempos que, atrav\u00e9s de um processo de purifica\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 o povo benefici\u00e1rio das promessas salv\u00edficas: \u00e9 o \u00abresto escatol\u00f3gico\u00bb [Is_4,3] [Is_28,5] [Jr_23,3] [Jr_31,7] [Mq_5,6-7] [Sf_3,12-13] o resto santo ou fiel que se concentra no Messias-Servo Jesus Cristo e se espalha pela Igreja do NT [Is_49,3-6] [Rm_11,1-7].
Retribui\u00e7\u00e3o: A ideia de retribui\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental na B\u00edblia, pois est\u00e1 unida \u00e0 de um Deus absolutamente justo; ver [Ex_34,6-7]. Nos primeiros est\u00e1Deus da revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica, reveste um car\u00e1cter terreno e fundamentalmentre colectivo [Lv_26,1] [Dt_28,1] [Is_22,1]. Com Ezequiel toma consist\u00eancia o facto da retribui\u00e7\u00e3o individual [Ez_18,1] e com os livros de Daniel, Macabeus e Sabedoria avan\u00e7a a ideia da uma retribui\u00e7\u00e3o ultraterrena [Dn_12,2] [2Mac_7,1] [Sb_3,1]. O NT confirma plenamente tanto a responsabilidade pessoal e a consequente retribui\u00e7\u00e3o individual como a dimens\u00e3o ultraterrena dessa retribui\u00e7\u00e3o [Mt_6,19-20] [Mt_7,21-23] [Mt_12,36-37] [Mt_13,47-50] [Mt_18,8-9] [Mt_19,28-30] [Mt_25,1] [Lc_12,35-40] [Lc_16,19-31] [Jo_6,53-58] [2Cor_5,10] [2Tm_4,7-8].
Revela\u00e7\u00e3o: Em sentido objectivo, \u00e9 o conjunto de not\u00edcias sobre o mist\u00e9rio de Deus contidas na B\u00edblia. Em sentido subjectivo, \u00e9 o pr\u00f3prio facto da comunica\u00e7\u00e3o que Deus faz de Si mesmo ao homem, quer atrav\u00e9s das obras da Cria\u00e7\u00e3o [Gn_1,1] [Sl_19,2-7] [Sl_104,2-22] [Pr_8,22-31] [Eclo_42,15-43] [Eclo_42,33] [Sb_13,1-9] [Rm_1,19-21] quer atrav\u00e9s da suas interven\u00e7\u00f5es hist\u00f3rico-salv\u00edficas [Gn_12,1-3] [Gn_13,15-17]...; [Ex_3,1-15] [Ex_6,4-8] [Ex_12,1] - [Ex_17,1] [Ex_20,2-17] [Ex_34,1] [Dt_5,6-22] quer atrav\u00e9s dos seus mensageiros, os profetas [1Sm_3,10-21] [Is_6,8] [Jr_1,2] [Dn_1,19] [Os_1,1] [Jl_1,1]. Mas o grande revelador do mist\u00e9rio de Deus e do seu Reino \u00e9 Jesus Cristo, o Filho de Deus [Mt_11,27] [Mt_13,10-17] [Mt_13,35] [Mc_4,11] [Jo_1,14] [Jo_1,18] [Jo_3,11] [Jo_8,12] [Jo_14,7-11] [Jo_17,1-8]. Ele revela-nos, sobretudo, Deus como pai amoroso [Mt_6,9] [Mt_6,15-32] [Lc_11,2] [Lc_12,32-34] [Lc_15,11-32] [Jo_3,16] [Rm_5,8] "ver [Gl_4,6]"; [1Jo_4,8-16] revela-nos os seus des\u00edgnios de salava\u00e7\u00e3o universal [Rm_3,21-24] [Rm_16,25-26] [1Cor_2,1] [Ef_1,1] [Ef_2,11-18] [Ef_3,3-9] [Cl_1,13-23] [2Tm_1,9-10] revela-nos a presen\u00e7a protectora e santificadora do Esp\u00edrito [Jo_14,16] [Jo_15,26] [Jo_16,7-14]. A revela\u00e7\u00e3o aut\u00eantica vem unicamente de Deus [Mt_11,25] [Mt_16,17] [1Cor_2,6-12] [Gl_1,16] [Cl_1,26] a simples sabedoria humana n\u00e3o consegue reconhec\u00ea-la [Act_17,32] [Rm_1,18] [1Cor_1,18-25] [2Cor_4,3-4] e s\u00f3 encontra aceita\u00e7\u00e3o na f\u00e9 [Rm_1,17] [Gl_3,11] [Hb_10,38].
Riqueza. Rico: (ver Pobreza) Numerosas passagens da B\u00edblia, sobretudo antigas, consideram a abund\u00e2ncia de bens materiais como sinal da b\u00ean\u00e7\u00e3o divina [Gn_30,43] [Gn_26,12-13] [Gn_40,12-25] [Dt_8,7-10] [Dt_28,1-12] [Is_66,13-14] [Sl_23,1] [Sl_34,10] [Pr_10,6] embora, mais que as riquezas se valorizem outras coisas como o temor de Deus [Pr_15,16] a honradez [Pr_16,8] a boa fama [Pr_22,1] a sa\u00fade [Eclo_30,14-16] e, sobretudo, a sabedoria [1Rs_3,11-14] [Job_28,12-19] [Pr_2,1-6] [Sb_7,7-12]. Mas a B\u00edblia reconhece logo a seguir a possibilidade de riquezas mal adquiridas, e portanto injustas [Is_5,8] [Jr_5,27-28] [Pr_21,6] [Pr_23,4]. Inclusive as riquezas presumivelmente bem adquiridas constituem um perigo moral [Dt_31,20] [Dt_32,15] [Job_15,27] [Sl_73,4-9] [Pr_10,15] [Pr_11,28]. Esta mesma ideia abunda no NT [Mt_13,22] [Mt_19,22-26] [Lc_6,24] [Lc_12,15-21] [Lc_16,19] [1Tm_6,9-10] [Tg_5,1-6] que por isso mesmo recomenda encarecidamente o desprendimento, a austeridade de vida e at\u00e9 a pr\u00f3pria pobreza efectiva [Mt_6,19-21] [Mt_6,24] [Mt_19,21] [Lc_5,11] [Lc_6,20] [Lc_14,33] [Act_2,42-45] [Act_4,32-37] [1Tm_6,8]. Em qualquer caso, a riqueza terrena \u00e9 ef\u00e9mera [Mt_6,19] [Tg_1,11] e o que verdadeiramente importa \u00e9 usar evangelicamente os bens terrenos [Lc_16,9] [Fl_4,10-20] [1Tm_6,17-19] [Hb_13,5-6] uso esse que inclui o dever inilud\u00edvel de os partilhar com os irm\u00e3os necessitados [Act_4,34-35] [2Cor_8-9] [Gl_6,6].
S\u00e1bado: Dia de festa nacional, provavelmente de origem pr\u00e9-moisaica, mas a que a legisla\u00e7\u00e3o israelita vincula uma forte motiva\u00e7\u00e3o religiosa como sinal da alian\u00e7a entre Deus e o povo [Ex_20,8-11] [Ex_23,12] [Ex_31,13-16] [Ex_34,21] [Dt_5,12-15] [Ez_20,12] ver [Gn_2,2-3]. O descanso sab\u00e1tico era algo absolutamente sagrado e estava minuciosamente regulamentado [Ex_16,22-30] [Ex_31,13-16] [Ex_35,2-3] [Lv_23,3] [Nm_15,32-36] [Nm_28,9-10] [Ne_13,15-22] a sua observ\u00e2ncia condicionava a realiza\u00e7\u00e3o das promessas escatol\u00f3gicas [Is_58,13-14] [Jr_17,19-27]. Jesus n\u00e3o derroga expressamente a lei do s\u00e1bado, mas rejeita o formalismo daqueles que a tinham levado a uma rigidez desumana [Mt_12,5] [Mc_2,27] [Lc_13,10-16] e considera-Se a Si mesmo senhor do s\u00e1bado [Mc_2,28].
Sabedoria: Enquanto atributo excelso de Deus, que presidiu e guiou a obra da Cria\u00e7\u00e3o [Jr_10,12] [Jr_51,15] [Sl_104,24] [Sl_136,5] [Pr_3,19] [Pr_8,27-30] [Sb_7,21] [Sb_8,5-6] [Sb_9,2] \u00e9  amplamente cantada pelos autores do AT, que inclusive chegam a personific\u00e1-la [Br_3,9-4] [Br_4,1] [Job_28,1-28] [Pr_1,20] [Pr_8,31] [Pr_9,1-6] [Pr_14,1] [Br_7,22-30] [Br_9,4] [Eclo_24,1]. Deus, por seu lado, comunica aos homens a sabedoria como um dom singular e precioso [1Rs_3,9-12] [1Rs_3,28] "ver [2Cr_1,10-12]"; [Esd_5,25] [Dn_2,20-21] [Pr_2,4] [Ecl_2,26] [Eclo_1,1-10] [Eclo_14,20-27] [Eclo_15,1-10]. Ao homem corresponde desej\u00e1-la e acolh\u00ea-la [Pr_8,17] [Br_6,12-21] [Eclo_6,18-37] [Eclo_51,13] afastando-se da falsa sabedoria [Is_5,21] [Jr_8,8-9] [Job_5,13] [Pr_3,7] [Ecl_2,1]. Chegada a plenitude dos tempos, a sabedoria de Deus torna-se presente de modo desconcertante e misterioso em Jesus Cristo, pedra de toque para distinguir a verdadeira da falsa sabedoria [Mt_7,24-27] [Mt_11,25] [1Cor_1,18] [1Cor_2,8] [1Cor_3,18-20] [2Cor_1,12] [Tg_3,13-17].
Sacerdote: A B\u00edblia faz-se eco de dois tipos de sacerd\u00f3cio: a) o sacerd\u00f3cio ministerial, que no povo israelita era exercido pelos membros da tribo de Levi, com a fam\u00edlia de Aar\u00e3o \u00e0 cabe\u00e7a [Ex_28,1] - [Ex_29,1] [Ex_32,25-29] [Nm_25,10-13] [Dt_33,8-11] [1Rs_1,7-8] [1Rs_1,25-26] [2Rs_23,9] [Ez_44,15-31]. A estes sacerdotes ministeriais correspondia guardar a arca da alian\u00e7a [1Sm_2,12-17] oferecer sacrif\u00edcios [Lv_2,2-10] [Nm_18,1-19] [Eclo_50,5-21] recordar aos israelitas a Lei e os demais benef\u00edcios divinos [Dt_27,9] [Dt_33,10] [Ne_8,10]. Nem sempre foram fi\u00e9is \u00e0 sua miss\u00e3o [Is_28,7] [Jr_2,8] [Os_4,4-11] [Jr_5,1] pelo que os profetas anunciam um novo sacerd\u00f3cio [Jr_33,18] [Zc_3,6-10] [Ml_3,14] [Sl_110,4] que ter\u00e1 pleno cumprimento em Jesus Cristo [Hb_5,1] - [Hb_10,1] e nos sacerdotes da nova alian\u00e7a [Lc_22,19-20] [1Cor_11,24-25]. b) O sacerd\u00f3cio comum, que diz respeito a todos os membros do povo de Deus e do qual o sacerd\u00f3cio familiar \u00e9 uma esp\u00e9cie de tipo [Gn_12,7-8] [Gn_13,18] [Gn_16,25]. J\u00e1 o AT proclama esta condi\u00e7\u00e3o sacerdotal de todo o povo [Ex_19,6] [Is_61,6] e o NT confirma-a [1Pd_2,5] [1Pd_2,9] [Ap_1,6] [Ap_5,10] [Ap_20,5] ver [Rm_12,1] [Hb_12,28].
Sacrif\u00edcio: Enquanto elemento privilegiado do culto externo \u00e0 divindade, tamb\u00e9m na religi\u00e3o b\u00edblica, j\u00e1 a partir das pr\u00f3prias origens [Gn_4,3-5] [Gn_18,20] [Gn_22,1-14] [Ex_5,3] o sacrif\u00edcio ocupa um lugar de primeira ordem. A legisla\u00e7\u00e3o israelita regulamentava minuciosamente as diversas classes de sacrif\u00edcios [Ex_29,38-42] [Lv_1,1] - [Lv_7,1] [Lv_9,1] [Lv_10,16-20] [Lv_14,12] [Lv_22,18-30] [Nm_8,8] [Nm_15,1] [Nm_28,1] - [Nm_29,1]. Bem depressa os profetas chamaram a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de interiorizar o sacrif\u00edcio, aprofundando o seu verdadeiro significado [Is_1,11] [Jr_6,20] [Am_5,22] [Eclo_35,1-6]. Mas os sacrif\u00edcios do AT eram simplesmente pr\u00e9-figurativos [Hb_10,1] do \u00fanico e definitivo sacrif\u00edcio com o qual Jesus Cristo Se oferece ao Pai [Mt_20,28] [Mt_26,28] [Mc_10,45] [Jo_1,29] [Jo_3,14-17] [Jo_13,1] [Jo_19,31-37] [Rm_5,6-8] de uma vez por todas com uma efic\u00e1cia absoluta e eterna [Hb_7,27-28] [Hb_9,12-15] [Act_9,26-28] [Act_10,5-18] [1Pd_1,18-19] [Ap_5,9]. Da\u00ed em diante, todo o sacrif\u00edcio \u00abexterno ou interno\u00bb ser\u00e1 repeti\u00e7\u00e3o e continua\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio de Cristo [1Cor_11,24-25] [Rm_12,1] [Fl_4,18] [Hb_13,15-16] [1Pd_2,5].
Salva\u00e7\u00e3o: (ver Liberta\u00e7\u00e3o) Ac\u00e7\u00e3o pelas qual Deus liberta o seu povo em particular, e em geral todos os homens, de uma situa\u00e7\u00e3o calamitosa, que pode ser material ou espiritual, temporal ou escatol\u00f3gica. O Deus da B\u00edblia \u00e9 um Deus essencialmente salvador [Ex_14,13] [Jz_2,16] [Jz_2,18] [Jz_6,14-16] [Jz_13,3-5] [1Sm_7,8] [1Sm_11,13] [2Sm_3,18] [2Rs_19,34] [Is_33,22] [Is_35,4] [Is_43,3] [Is_45,15] [Is_45,21-22] [Is_60,16] [Is_62,11] [Jr_17,14] [Jr_23,6] [Jr_31,7] [Ez_34,22] [Dn_3,21-24] [Dn_13,60] [Sf_3,17] [Sl_22,6] [Sl_27,1] [Sl_35,3] [Sl_51,16] [Sl_62,7] [Sl_107,13] [Sl_107,19] [Sl_107,28]...; [Eclo_51,1] [Eclo_51,11]. Com a nova alian\u00e7a, Deus continua a ser o salvador de todos os homens [Lc_1,47] [1Tm_1,1] [1Tm_2,3-4] [1Tm_4,10] [2Tm_1,9] [Tt_1,3] [Tt_2,10] [Tt_3,4] [Jd_25] mas agora a salva\u00e7\u00e3o de Deus tomou corpo em Jesus Cristo, o Salvador [Mt_1,21] [Lc_2,11] [Jo_3,17] [Jo_4,42] [Jo_12,47] [Act_4,12] [Act_5,31] [Act_13,23] [Rm_3,24] [Ef_5,23] [Tt_2,13] [Tt_3,6] [2Pd_1,11] [2Pd_2,20].
Sangue: Na cultura semita considerava-se o sangue a base da vida [Gn_9,4] [Lv_17,11] [Lv_17,14] [Dt_12,23]. Da\u00ed o especial valor que se lhe concedia na vida religiosa e cultual [Ex_29,20-21] [Ex_30,10] [Lv_1,5] [Lv_1,11] [Lv_16,14] [Ez_43,30] [Zc_9,11] [Hb_9,7] [Hb_9,18-22]. Da\u00ed a proibi\u00e7\u00e3o de alimentar-se de sangue [Gn_9,4] [Lv_7,26] [Lv_17,13] [Dt_12,16] [Dt_15,13] [1Sm_14,32-33] [Act_15,10-29] e sobretudo de derramar injustamente sangue humano [Gn_4,10] [Gn_9,5-6] [2Sm_21,1] [Ez_35,6] [Ap_16,6]. Da\u00ed, finalmente, o valor redentor que se atribui ao sangue derramado por Cristo [Mt_26,28] [Mt_27,4] [Mt_27,24-25] [Lc_22,20] [Jo_19,34] [Act_20,28] [Rm_5,9] [Ef_1,7] [Ef_2,13] [Cl_1,20] [Hb_9,14] [1Pd_1,19].
Santidade. Santo: Com estas palavras designa a B\u00edblia, antes de mais, o mist\u00e9rio do Ser divino inacess\u00edvel e insond\u00e1vel: o pr\u00f3prio Deus, enquanto infinitamente perfeito, distinto das criaturas, elevado sobre elas e a coberto de toda a impureza humana [Lv_11,44-45] [Lv_19,2] [Lv_20,26] [Js_24,19] [Is_6,3] [Jr_3,12] [Os_11,9]. O nome \u00absanto\u00bb \u00e9, por conseguinte, privil\u00e9gio exclusivo de Deus [Is_12,6] [Is_30,11] [Is_40,25] [Is_41,14-16]...; [Job_6,10] [Sl_71,22] [Jo_17,11]. Mas como Deus \u00e9 um mist\u00e9rio que se comunica, as pessoas e as coisas que participam do Ser divino, na medida em que participam e pertencem a Deus, s\u00e3o e podem chamar-se santas. Em primeiro lugar, s\u00e3o santos por excel\u00eancia Jesus Cristo e o Esp\u00edrito [Mc_1,24] [Lc_1,15] [Lc_1,35] [Lc_1,40] [Lc_2,27] [Lc_4,14] [Lc_4,34] [Jo_6,69] [Act_2,4] [Act_2,33] [Act_2,38] [Act_3,14] [Rm_5,5] [1Jo_2,20] [Ap_3,7] \u00e9 santo o povo eleito do AT [Ex_19,6] [Ex_33,16] [Dt_7,6] [Dt_29,19] [Is_61,6] s\u00e3o santos os sacerdotes e profetas [Lv_21,6] [Lc_1,70] [Act_3,21] [1Pd_2,5] s\u00e3o santos os membros do novo povo de Deus [Act_9,13] [Rm_1,7] [Rm_15,26] [Rm_15,31] [Rm_16,2] [1Cor_1,2] [1Cor_6,1-2] [1Pd_2,9] s\u00e3o santos os anjos [Act_10,22] e, finalmente, todas as ac\u00e7\u00f5es, objectos, tempos e lugares especialmente relacionados com a divindade [Ex_3,5] [Ex_30,35-37] [Ex_31,14-15] [Lv_23,3-4] [1Mac_1,46] [1Mac_1,63] [1Mac_4,36] [Mt_24,27] [Act_6,13] [Act_21,28] [Rm_12,1]. Esta participa\u00e7\u00e3o na santidade ontol\u00f3gica de Deus, "com as suas conota\u00e7\u00f5es culturais e legais segundo as diversas \u00e9pocas" traz necessariamente consigo a exig\u00eancia de conformar o mais poss\u00edvel a conduta do homem com a vontade divina. \u00c9 a santidade moral, para a qual, sobretudo o NT, convida constantemente [Rm_6,19] [Rm_12,1] [1Ts_3,13] [1Tm_2,15] [2Pd_3,11] [Ap_22,11].
Seguimento. Seguir: Com estas palavras designa-se a resposta positiva ao chamamento de Deus. Seguir a Deus \u00e9, no AT, observar fielmente a alian\u00e7a e a Lei, guardando-se de render culto a qualquer deus que n\u00e3o seja Jav\u00e9 [Dt_1,36] [1Rs_14,8] [1Rs_18,21] [Jr_2,2] [Jr_7,5-9] [Jr_9,12-13]. No NT o seguimento de Deus concretiza-se no seguimento de Jesus Cristo (ver [Jo_14,7-10]), seguimento esse que implica acolher o seu chamamento e a sua mensagem, inclusive \u00e0 custa de qualquer ren\u00fancia ou sacrif\u00edcio [Mt_4,20-22] [Mt_8,19-22] [Mt_10,37-39] [Mt_19,16-22] [Mc_1,17-20] [Mc_2,14] [Lc_5,11] [Lc_5,27] [Jo_8,12] [Jo_10,4-5] compartilhar o seu destino, entregando-se a Ele com uma confian\u00e7a ilimitada [Mt_16,24] [Mt_19,27-28] [Lc_9,23] [Lc_9,57-62] [Lc_14,26] [Jo_1,37-51] [Jo_13,36] [Jo_21,19] imitar, enfim, o seu exemplo [Jo_12,24-26] [1Cor_11,1] [Fl_2,5].
Senhor: \u00c9, antes de mais, o nome  "Kyrios"  com que a B\u00edblia grega designa Jav\u00e9, que \u00e9 o Deus dos deuses e Senhor dos senhores [Dt_10,17] [Sl_136,2-3] "ver [2Mac_13,4]"; [Lc_10,21] [Lc_20,37-38]. Dado que o NT, em todos os seus livros, confere permanentemente a Jesus Cristo o t\u00edtulo de Senhor, quer dizer que Lhe reconhece, sem d\u00favida de esp\u00e9cie alguma, uma indiscut\u00edvel condi\u00e7\u00e3o divina: Jesus Cristo, o Senhor, \u00e9 Deus [Lc_1,43] [Lc_2,11] [Lc_6,46] [Lc_7,13] [Lc_7,18] [Lc_9,59] [Lc_10,17] [Lc_10,39-41]...; [Mt_8,25] [Mt_22,43-45] [Jo_11,2-3] [Jo_20,28] [Jo_21,7] [Act_2,36] [Act_20,21] [Rm_10,9] [1Cor_12,3] [Fl_2,11] [Cl_2,6]. Tal como o Deus do AT, Jesus \u00e9 o Senhor dos senhores [Ap_17,14] [Ap_19,16] Senhor dos vivos e dos mortos [Act_10,42] [Rm_14,9] Senhor da gl\u00f3ria [1Cor_2,8] Senhor do Universo [Fl_2,10-11].
Servi\u00e7o. Servir: Estes conceitos t\u00eam frequentemente na B\u00edblia um conte\u00fado socio-econ\u00f3mico que os aproxima dos de escravid\u00e3o-escravo. Mas tamb\u00e9m t\u00eam uma dimens\u00e3o religiosa, com a qual se designa uma atitude do homem diante de Deus, feita de adora\u00e7\u00e3o, obedi\u00eancia, agradecimento e fidelidade [Dt_13,4-5] [Js_24,14] [Js_22,22]. O culto \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o peculiar desse servi\u00e7o [Nm_18,5-7] [1Sm_2,11] [1Sm_2,18] [1Sm_3,1] [Jr_33,21]. O NT faz-se eco dessa mesma atitude em rela\u00e7\u00e3o a Deus [Mt_4,10] [Mt_6,24] [Rm_6,19] prop\u00f5e Jesus como modelo de servi\u00e7o [Mt_20,28] [Mc_10,45] [Lc_22,27] [Jo_13,12-16] [Fl_2,6-7] e sublinha que s\u00f3 se serve bem a Deus quando se serve comprometidamente aos irm\u00e3os [Mt_25,14-30] [Gl_5,13]. Al\u00e9m disso, o servi\u00e7o de Deus concretiza-se no servi\u00e7o a Cristo e ao seu evangelho [Rm_1,1] [Rm_6,18-19] [2Cor_5,18] [2Cor_11,23] [Ef_3,7] [Fl_2,22] [Cl_1,23] [Cl_3,24] [1Tm_4,6] [2Tm_2,24] [Tt_1,1] [Tg_1,1] [2Pd_1,1].
Servo de Deus: T\u00edtulo que na B\u00edblia recebem determinadas personagens especialmente relacionadas com Deus: os patriarcas [Gn_24,14] [Gn_26,4] [Ex_32,13] Mois\u00e9s e Josu\u00e9 [Ex_14,30] [Nm_12,7] [Js_24,29] os profetas [Jr_7,25] [Am_3,7] os sacerdotes [Sl_134,1] inclusive paradoxalmente Nabucodonosor [Jr_27,6] e todo o povo de Israel em conjunto [Is_41,8] [Is_42,19] [Is_43,10] [Is_44,1] [Is_44,21] [Is_48,20]. Mas esse t\u00edtulo \u00e9 reservado, sobretudo, para uma misteriosa personagem que cumprir\u00e1 os planos de Deus com fidelidade total [Is_41,1-7] [Is_49,1-6] [Is_50,4-10] [Is_52,13-53] [Is_53,12]. A tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 nunca duvidou em considerar Jesus de Nazar\u00e9 esse servo de Deus por excel\u00eancia [Act_3,13] [Act_3,26] [Act_4,27] [Act_4,30] ver [Mt_12,17-21] [Mt_22,27] [Lc_4,17-21].
Sexualidade: A B\u00edblia considera a sexualidade em rela\u00e7\u00e3o, sobretudo, com a institui\u00e7\u00e3o matrimonial e o mist\u00e9rio da vida. Valoriza positivamente a sexualidade como for\u00e7a ligada ao dom sagrado da vida e como importante factor de conviv\u00eancia entre o homem e a mulher [Gn_1,27-28] [Gn_2,18-24] [Gn_29,15-30] e todo o livro do C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos; [1Cor_7,3-5] mas sempre que \u00e9 exercida dentro do matrim\u00f3nio. Fora do \u00e2mbito matrimonial, a B\u00edblia reprova, "embora por vezes pare\u00e7a desculp\u00e1-lo", [Gn_19,30-38] [Gn_38,12-26]" o exerc\u00edcio da sexualidade [Ex_20,14] [Dt_5,18] [1Cor_6,9-10] [Gl_5,19-21] [Ef_5,5] [Ap_22,15] sobretudo quando implica profana\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es familiares [Lv_18,6-18] [Lv_20,10-14] [Dt_27,20-23] [2Sm_13,1-14] viola\u00e7\u00e3o dos direitos alheios [Lv_18,20] [Lv_19,20] [Lv_20,10] [Dt_22,22-25] ou aberra\u00e7\u00f5es antinaturais [Lv_18,22-23] [Lv_20,15-16] [Dt_27,21] [Rm_1,26-27].
Sheol: (ver Inferno) Representa\u00e7\u00e3o muito primitiva da morada dos mortos. Segundo as antigas concep\u00e7\u00f5es semitas, e at\u00e9 que se abriu caminho na B\u00edblia \u00e0 ideia da retribui\u00e7\u00e3o ultraterrena, para ele iam todos, bons e maus [Is_14,9-11] [Ez_32,18-32] para ter ali uma exist\u00eancia reduzida ao m\u00ednimo, como sombras impalp\u00e1veis, incapazes de qualquer rela\u00e7\u00e3o com Deus [Is_38,18] [Sl_6,6] [Sl_115,17]. \u00c9 o pa\u00eds sem retorno, o lugar do sil\u00eancio, do esquecimento e da perdi\u00e7\u00e3o [Job_16,22] [Sl_88,4] [Sl_88,12-13] [Sl_94,17]
Sinagoga: Voc\u00e1bulo de origem grega, que j\u00e1 no AT testamento se usava para designar a comunidade judia [Ex_12,19] [Ex_16,1-2] sobretudo enquanto reunida com uma finalidade religiosa. Vem pois a ser sin\u00f3nimo de assembleia, igreja. Este emprego da palavra \u00absinagoga\u00bb perdura no NT [Jo_9,22] [Jo_12,42] [Jo_16,2] [Act_9,2] ver [Mt_10,17] [Mt_23,6] [Act_6,9] [Act_22,19]. Algumas vezes \u00e9 usada para aludir a uma reuni\u00e3o de crist\u00e3os [Act_13,43] [Tg_2,2] ou inclusive de seitas her\u00e9ticas [Ap_2,9] [Ap_3,9]. A partir deste significado original, o mesmo termo passa a significar o edif\u00edcio (algo como sucursais do Templo de Jerusal\u00e9m) no qual a comunidade judia se re\u00fane para a ora\u00e7\u00e3o, a leitura da B\u00edblia e o ensino religioso [Mt_4,23] [Mt_6,2] [Mt_12,9] [Mt_13,54] [Lc_7,5] [Act_9,20] [Act_13,5] [Act_15,21]. \u00c0 frente de cada sinagoga estava um rabino [Mc_5,35-36] [Lc_8,41] [Act_13,15] [Act_18,8] que tinha consigo um ajudante [Lc_4,20]. Na \u00e9poca de Jesus havia sinagogas por toda a parte [Act_13,14] [Act_17,1] [Act_17,10] [Act_17,17] [Act_18,4] [Act_18,26] diz-se que Roma contava com treze sinagogas. A sinagoga tinha sempre forma rectangular, normalmente com tr\u00eas naves; o lugar destinado a guardar os livros santos estava ocultado por uma cortina. As reuni\u00f5es na sinagoga tinham lugar aos s\u00e1bados; nunca se ofereciam nela sacrif\u00edcios, reservados unicamente ao Templo de Jerusal\u00e9m.
Soberba: Um dos pecados mais detestados por Deus [Sl_119,21] [Eclo_10,7] [Lc_1,51] [1Pd_5,5]. Existe a soberba diab\u00f3lica de quem pretende escalar os c\u00e9us e igualar-se a Deus [Gn_3,5] [Gn_11,4] [2Rs_18,33-35] [Jt_6,2] [2Mac_9,4-10] [Is_14,11-15] [Is_47,5-10] [Dn_5,22-23] [Sl_119,51] [Act_12,21-23] ver [Jo_5,18] [Fl_2,6] [2Pd_3,4]. Existe a soberba dos que oprimem os pobres e desvalidos [Dt_17,17] [Dt_17,20] [Jr_22,13-19] [Am_8,4-8] [Sl_73,6-9] [Sl_123,4]. Existe a soberba do presumido e vaidoso, que pretende ser mais que os outros [Eclo_10,9] [Mt_23,4-7] [Lc_14,7-11] [Lc_18,9-14] do insolente e arrogante, que faz ostenta\u00e7\u00e3o da sua riqueza [Am_6,8] [Pr_6,17] [Pr_21,24] [Tg_4,16] do hip\u00f3crita, que tudo faz para ser visto [Mt_23,5] [Mt_23,25-28]. Todos conhecer\u00e3o o castigo de Deus [Gn_3,14-19] [Gn_11,7-9] [Is_14,3-20] [Is_37,26-29] [Is_37,36] [Ez_28,6-10] [Dn_5,24-30] [Sl_31,24] [Pr_16,18] [Sb_5,8-4] [Mt_23,12] [Act_12,23] [Ap_18,10-21].
Sono. Sonhos: O sono, para al\u00e9m de fen\u00f3meno fisiol\u00f3gico reparador das for\u00e7as humanas, \u00e9 na B\u00edblia: a) Momento privilegiado para que Deus fa\u00e7a chegar ao homem, atrav\u00e9s de sonhos, a sua palavra [Gn_15,12] [Gn_28,11-19] [Gn_37,5] [Jz_6,25-26] [1Sm_3,1] [1Rs_3,5] [Dn_7,1] [Mt_1,20] [Mt_2,12] [Act_16,9] [Act_18,9] "ver [Gn_40,5] [Gn_41,1] [Dn_2,1] [Dn_4,2] [Mt_27,29]". Pode, apesar disso, suceder que os sonhos n\u00e3o sejam v\u00e1lidos [Dt_13,2-6] [Jr_23,25-28] [Jr_23,32] [Jr_27,9] [Jr_29,8] [Eclo_34,1-8]. b) O sono \u00e9 tamb\u00e9m imagem da morte, tanto f\u00edsica [Dt_31,16] [2Sm_7,12] [1Rs_2,10] [Sl_13,4] [Dn_12,2] [Mc_5,39] [Jo_5,25] [Jo_11,11-13] [1Cor_7,39] [1Cor_15,6] [1Ts_4,13-15] [1Ts_5,10] como espiritual [Is_51,17] [Rm_13,11] [Ef_5,14] [1Ts_5,6].
Temor: Tem na B\u00edblia o sentido de reac\u00e7\u00e3o ante o mist\u00e9rio do divino, o qual se apresenta como algo potente, majestoso e terr\u00edvel, mas ao mesmo tempo atraente e fascinante. Jav\u00e9 \u00e9 o Deus terr\u00edvel e tem\u00edvel [Ex_15,11-12] [Ex_34,10] [Dt_7,21] [Dt_10,21] [2Sm_7,23] [Sl_47,3] [Sl_89,8] mas ao mesmo tempo \u00e9 o Deus que salva, protege, guia e ama o seu povo, o Deus que tranquiliza o homem, dizendo: \u00abN\u00e3o temas\u00bb [Gn_26,24] [Dt_1,21] [Jz_6,23] [Sf_3,15-17] [Ag_2,5] [Dn_10,12] [Lc_1,13] [Lc_1,29] [Lc_2,10] [Mc_4,40] [Mc_6,50]. O temor b\u00edblico tem, pois, uma dimens\u00e3o saud\u00e1vel que se aproxima do conceito de amor-respeito-fidelidade-confian\u00e7a [Dt_10,12-13] [Sl_22,1] [Sl_25,12-14] [Sl_31,20] [Sl_66,16]...; [Eclo_1,11-20] [Eclo_2,5-17]. \u00c9 o temor que a B\u00edblia canta como fonte de sabedoria e caminho de salva\u00e7\u00e3o [Job_28,28] [Pr_1,7] [Pr_9,10] [Pr_15,33] [Eclo_1,20] [Lc_1,50] [Act_10,34-35] [Ap_11,18]. O temor a que se refere [1Jo_4,18] n\u00e3o \u00e9 aut\u00eantico temor b\u00edblico.
Templo: O Templo de Jerusal\u00e9m foi uma institui\u00e7\u00e3o chave na vida religiosa do povo israelita. Edificado por Salom\u00e3o [1Rs_6,4-36] destru\u00eddo por Nabucodonosor [2Rs_25,9] reconstru\u00eddo por Zorobabel [Esd_3,7] [Esd_5,1] [Ag_2,2-9] restaurado e dedicado de novo por Judas Macabeu [1Mac_4,49] demolido e sumptuosamente reedificado por Herodes o Grande [Jo_2,20] foi finalmente arrasado pelo romanos no ano 70 d.C. J\u00e1 os profetas tinham chamado a aten\u00e7\u00e3o do povo israelita quanto a uma vis\u00e3o m\u00e1gica do Templo templo [Jr_7,4-15]. Tamb\u00e9m Jesus, o qual aceita a realidade do Templo [Lc_2,22-24] [Lc_2,46] [Lc_19,47] [Lc_21,37] [Lc_22,53] [Mt_21,12] [Jo_8,2] [Lc_18,20] relativiza radicalmente o seu papel [Jo_4,20-23] ver [Mt_24,1-2] [Lc_21,5-6]. No futuro, o verdadeiro Templo ser\u00e1 o pr\u00f3prio corpo de Jesus [Jo_2,19-21] a Igreja inteira constru\u00edda sobre Cristo como pedra angular [Act_4,11] [Ef_2,20] [1Pd_2,4-5] cada crist\u00e3o em particular [1Cor_3,16-17] [1Cor_6,19] e, por fim, a morada celeste de Deus [Hb_9,12] [Hb_9,24] [Hb_10,19] [Ap_7,15] [Ap_21,22].
Tempo: \u00c9 o quadro dentro do qual Deus desenrola a sua ac\u00e7\u00e3o salv\u00edfica [Gn_1,1] [Ap_22,20]. Por isso, o importante na B\u00edblia n\u00e3o \u00e9 o tempo historico-cronol\u00f3gico "\u00abchronos\u00bb", mas o tempo historico-salv\u00edfico "\u00abKair\u00f3s\u00bb", que se concretiza em express\u00f5es como \u00abo que vai acontecer no futuro\u00bb [Gn_49,1] \u00abo dia do Senhor\u00bb [Is_2,12] [Is_11,10] [Is_12,1-4] [Am_5,18] \u00aba plenitude dos tempos\u00bb [Mc_1,15] [Gl_4,4] [Ef_1,10] \u00abos sinais dos tempos\u00bb [Mt_16,1-3] [Lc_19,44] \u00abo fim dos dias\u00bb ou \u00abos \u00faltimos tempos\u00bb [Is_2,2] [Mq_4,1] [Dn_11,40] [Dn_12,1] [1Tm_4,1] [Hb_1,2] [Hb_9,26-28] [1Pd_1,5] \u00abo tempo favor\u00e1vel, de gra\u00e7a e de salva\u00e7\u00e3o [Act_1,7] [Rm_3,26] [Rm_5,6] [Rm_11,5] [Rm_13,11] [1Cor_7,29] [2Cor_6,2] [Ef_5,16] [1Tm_2,6] [1Tm_6,15] [Tt_1,3] [1Pd_5,6].
Tenta\u00e7\u00e3o: Com o sentido geral de \u00abp\u00f4r \u00e0 prova\u00bb, tem na B\u00edblia os significados seguintes: a) P\u00f4r Deus \u00e0 prova, exigindo d'Ele uma interven\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria [Ex_17,2] [Nm_14,22] [Dt_6,6] (Jt_8,12-16] [Is_7,12-13] [Act_5,9] [Act_15,10] [1Cor_10,9]. Esta \u00e9 uma atitude reprov\u00e1vel. b) Deus p\u00f5e o homem \u00e0 prova para ver se Lhe \u00e9 fiel [Ex_16,4] [Dt_8,2] [Dt_8,16] [Dt_13,4] (Jt_8,25-27] \u00e0s vezes Deus permite simplesmente essas provas [Job_1,8-12] [1Cor_10,13] [Tg_1,2] [Ap_3,10] em todo o caso, Deus nunca tem m\u00e1s inten\u00e7\u00f5es [Eclo_15,11-20] [Pr_19,3] [Tg_1,13]. c) A ac\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito do mal e dos seus colaboradores humanos enquanto incitam os outros \u00e0 pr\u00e1tica do mal [Eclo_44,20] [Mt_26,41] [1Cor_7,5] [1Ts_3,5] [2Ts_3,3] [Tg_1,14] [1Pd_1,6-7] [1Pd_5,6-7]. Jesus, que quis sofrer a prova da tenta\u00e7\u00e3o [Mt_4,3-10] e paralelos; [Jo_12,27] [Hb_2,18] [Hb_4,15] convida-nos a orar para vencermos a tenta\u00e7\u00e3o [Mt_6,13] [Lc_22,40].
Terra. Terra Prometida: A terra \u00e9 para o pensamento b\u00edblico o quadro providencial das exist\u00eancia humana. E para os estratos mais antigos da revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica \u00e9 o \u00fanico quadro [Gn_1,28-30] [Sl_115,16]. A rela\u00e7\u00e3o homem-terra \u00e9 \u00edntima j\u00e1 desde as origens [Gn_2,7] [Gn_3,19] [Gn_12,1] [Is_64,7] [Eclo_17,1-2]. Por isso, uma das componentes b\u00e1sicas da promessa que Deus faz ao seu povo atrav\u00e9s dos patriarcas \u00e9, precisamente, a promessa de uma \u00abterra\u00bb [Gn_12,7] [Gn_13,15] [Gn_15,18] [Gn_17,8] [Gn_26,4] [Gn_28,13] [Ex_12,25] [Dt_1,8] [Dt_1,25] [Dt_1,35-38] [Dt_3,18-28] ver [Hb_11,9]. Historicamente, essa terra prometida \u00e9 a Palestina, anunciada como lugar de descanso, terra espl\u00eandida \u00abonde corre leite e mel\u00bb\u00bb [Nm_13,25-29] [Nm_14,20-38] [Nm_32,9-11] [Dt_4,21-22] [Ez_20,15]. Mas a experi\u00eancia demonstrou que essa terra n\u00e3o inclu\u00eda o cumprimento definitivo da promessa (ver [Dt_28,63] [Am_5,27]), e sobretudo os profetas foram descobrindo a exist\u00eancia de uma terra nova [Is_11,6-9] [Is_65,17] [Ez_47,1] - [Ez_48,1] [Zc_14,6-11] que o NT situa j\u00e1 para al\u00e9m deste mundo [Mt_5,4] [Mt_24,35] [2Pd_3,10-13] [Ap_21,1].
Testamento: (ver Alian\u00e7a) Palavra de origem latina, que corresponde ao grego \u00abdiazeke\u00bb, e que tem o sentido fundamental de alian\u00e7a ou pacto entre Deus e o seu povo [Mt_26,28] [Lc_22,20] [Act_3,25] [Rm_9,4] [Rm_11,25] [2Cor_3,6] [2Cor_3,14] [Gl_4,24] [Ef_2,12] [Hb_7,22] [Hb_8,8] [Hb_9,15] [Hb_9,20] [Hb_10,29]. Da\u00ed passou a significar, com os adjectivos \u00abvelho\u00bb e \u00abnovo\u00bb, o conjunto de livros que cont\u00eam a revela\u00e7\u00e3o divina; ver [Ex_24,7] [2Rs_23,2] [2Rs_23,21] [1Mac_1,57] [2Cor_3,14]. Naturalmente, com a palavra \u00abtestamento\u00bb traduz-se tamb\u00e9m, quando o caso o requer, a ideia das \u00faltimas vontades de um homem a respeito dos seus bens para depois da morte [Gl_3,15] [Hb_9,16].
Testemunha. Testemunho: A moral b\u00edblica foi sempre particularmente exigente com a veracidade das testemunhas, em especial quando se tratava de dar testemunho em ju\u00edzo [Ex_20,16] [Ex_23,1] [Dt_5,20] [Dt_19,16-19] [Pr_6,19] [Pr_12,17] [Pr_14,5] [Pr_14,25] [Pr_19,5] [Pr_19,9] [Pr_19,28] [Pr_21,28] [Pr_24,28] [Pr_25,18]. Mas \u00e9 sobretudo no NT que os conceitos de testemunha e de testemunho adquirem um singular valor religioso. Em primeiro lugar, Jesus Cristo \u00e9 por antonom\u00e1sia a testemunhal fiel e fidedigna [Jo_3,11-32] [Jo_18,37] [2Cor_1,19-21] [1Tm_6,13] [Ap_1,2] [Ap_1,5] [Ap_3,14] por seu lado, de Jesus d\u00e3o testemunho: o Pai [Mt_3,16] [Mt_17,5] [Jo_5,36] [Jo_8,18] [Jo_10,25] [1Jo_5,9] o Esp\u00edrito Santo [Jo_14,26] [Jo_15,26] [1Jo_5,6-8] os profetas [Act_10,43], Jo\u00e3o Baptista [Jo_1,7-32] [Jo_3,26] [Jo_5,33-35] e dever\u00e3o d\u00e1-lo os ap\u00f3stolos e todos os crist\u00e3os [Mt_10,18] [Mc_13,9] [Lc_24,48] [Jo_15,27] [Jo_19,35] [Act_1,8] [Act_2,32] [Act_3,14]...; [2Ts_1,10] [1Pd_5,1] [1Jo_1,1-4].
Trabalho. Trabalhador: Apesar de algumas apar\u00eancias contr\u00e1rias [Gn_3,17-19] [Sl_90,10] [Ecl_2,11] [Eclo_38,24] o trabalho \u00e9 valorizado positivamente pela B\u00edblia [Gn_1,28] [Gn_1,31] [Gn_2,2-3] [Gn_2,15] [Ex_20,9], [Dt_5,12] [Pr_6,6] [Pr_10,4-5] [Pr_18,9] [Sb_14,2] [Eclo_7,15] [Eclo_38,32] [Eclo_38,34]. Deus aben\u00e7oa o trabalho [Dt_14,29] [Dt_16,15] [Dt_28,12] [Sl_128,2] e reclama para o trabalhador o sal\u00e1rio justo [Lv_19,13] [Dt_24,14-15] [Jr_22,13] [Ml_3,5]. No NT, Deus mesmo apresenta-Se em permanente actividade [Jo_5,17] ver [Jo_15,1] e \u00e9 significativo o exemplo da fam\u00edlia de Nazar\u00e9 [Mt_13,55] [Mc_6,3] ver [Jo_6,42] dos ap\u00f3stolos [Mt_4,18-21] [Jo_21,3] particularmente de Paulo [Act_18,3] [Act_20,34] [1Cor_4,12] [1Ts_2,9] [2Ts_3,8]. O crist\u00e3o n\u00e3o pode ser nem um ocioso nem um parasita [1Ts_4,11] [2Ts_3,6-12] pelo contr\u00e1rio, deve ajudar os demais com o seu trabalho [Ef_4,28]. Finalmente, embora todo o trabalho deva ser justamente remunerado [Lc_10,7] [Tg_5,4] deve evitar-se a \u00e2nsia desmesurada de gan\u00e2ncia [Lc_12,15-21] [Hb_13,5].
Transfigura\u00e7\u00e3o: Importante acontecimento da vida de Jesus, no qual Ele antecipa a gl\u00f3ria da sua ressurrei\u00e7\u00e3o [Mt_17,2-9] [Mc_9,2-9] [Lc_9,28-36] [2Pd_1,17-18]. S\u00e3o Paulo fala de uma esp\u00e9cie de transfigura\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os, que consiste em incorporar na sua vida a imagem gloriosa de Cristo [1Cor_15,49] [2Cor_3,18] [Fl_3,21].
Trevas:  Aparecem j\u00e1 no AT como contraponto da luz [Gn_1,3-5] [Gn_1,18] e portanto como express\u00e3o pl\u00e1stica de quanto est\u00e1 longe ou se op\u00f5e a Deus, como s\u00edmbolo do mal e de todo o mal [Is_5,20] [Is_59,9] [Is_60,1-2] [Am_5,18] [Job_10,21-22] [Tb_4,10]. Este simbolismo mant\u00e9m-se no NT [Mt_4,16] [Lc_1,79] [Lc_11,35] [Lc_16,8] [Lc_12,53] [2Cor_6,14] [Ef_5,8] [Cl_1,13] [1Ts_5,4] [1Pd_2,9] especialmente nos escritos de S\u00e3o Jo\u00e3o [Jo_1,5] [Jo_3,19] [Jo_8,12] [Jo_9,4-5] [Jo_12,35] [Jo_12,46] [1Jo_1,6], [1Jo_2,8-11].
Trindade: A exist\u00eancia de tr\u00eas Pessoas distintas no seio da divindade \u00e9 um mist\u00e9rio profundo que o AT somente vislumbra quando aplica a Deus plurais intensivos "entre eles, o pr\u00f3prio nome Eloim"  [Gn_1,1] [Gn_1,26] [Gn_3,22] [Gn_11,7] [Is_6,8] ou quando submete a um processo de personaliza\u00e7\u00e3o os conceitos de esp\u00edrito [Gn_1,2] [Jz_3,10] [Jz_6,34] [Jz_11, 29] [Jz_13,25] [Jz_14,6] [Jz_14,19] [1Sm_10,6] [1Sm_11,6] [1Sm_19,20] [1Sm_19,23] [Is_11,2] [Is_42,1] [Is_59,21] [Sl_51,13] [Sl_104,30] [Sb_1,5] [Sb_9,17] e sabedoria [Pr_1,20-33] [Pr_3,19] [Pr_8,1] [Pr_9,1] [Sb_7,22-30] [Sb_8,1] [Eclo_24,1]. Mas s\u00f3 no NT se revela em plenitude a exist\u00eancia "n\u00e3o a ess\u00eancia" desse insond\u00e1vel mist\u00e9rio [Mt_3,16] e paralelos; [Mt_28,19] [Lc_1,35] [Jo_1,32-34] [Jo_14,14-26] [Jo_16,13-15] [Act_1,4-5] [Rm_8,15-16] [2Cor_13,13] [Ef_2,18] [1Ts_1,1] [2Ts_1,5] [2Ts_2,13-14] [Hb_10,29] [1Pd_1,2] [Jd_20,1] [Jd_21,1].
Tristeza: A B\u00edblia reconhece tanto os efeitos nocivos da tristeza [Pr_12,25] [Pr_15,13] [Pr_17,22] [Pr_18,14] [Eclo_30,21-22] como as m\u00faltiplas causas da mesma [Sl_13,2-3] [Pr_25,23] [Eclo_22,11-12] [Eclo_25,23] [Eclo_30,9-10] [Eclo_37,2]. Mas sobretudo releva a rela\u00e7\u00e3o tristeza-pecado. Uma rela\u00e7\u00e3o que pode ser negativa, enquanto a tristeza se manifesta como sinal e efeito do pecado [Ex_33,3-6] [Jr_4,18] [Jr_8,18] [Jr_9,1] [Jr_9,16-19] ou positiva, enquanto a tristeza pelo pecado conduz \u00e0 convers\u00e3o [Is_63,10-11] [Is_63,17-19] [Is_64,4-8] [Br_3,1-8] [Dn_9,4-19] [Esd_9,6-15] [Ne_9,6-37] [Mt_26,75]. Em todo o caso, para al\u00e9m da tristeza, na perspectiva b\u00edblica est\u00e1 sempre a esperan\u00e7a e a alegria [Is_25,8] [Is_35,10] [Is_40-55] [Is_57,18] [Is_61,2-3] [Jr_31,15-17] [Sl_126,2] [Sl_126,5]. Por isso Jesus Cristo, que quis compartilhar as tristezas humanas [Mc_3,5] [Lc_19,41] [Mt_26,37] e paralelos, [Jo_11,33-36] anuncia para os seus uma vit\u00f3ria definitiva sobre a tristeza [Mt_5,4] [Lc_6,21] [Jo_16,20-22] [Jo_17,13] [Jo_20,20] [Rm_8,35-39] [1Ts_4,13-14] [2Cor_6,10] [Ap_7,17] [Ap_21,4].
Un\u00e7\u00e3o: (ver Consagra\u00e7\u00e3o) Para al\u00e9m do sentido b\u00edblico j\u00e1 explicado do termo \u00abconsagra\u00e7\u00e3o\u00bb, a un\u00e7\u00e3o com \u00f3leo utiliza-se na na B\u00edblia como prova de honra e respeito [Sl_23,5] "ver [Sl_92,11]"; [Lc_7,38-46] [Mt_26,6-13] e paralelos; [Jo_12,1-8] [Jo_19,40] e tamb\u00e9m como elemento curativo [Is_1,6] [Lc_10,34] [Mc_6,13]. Da\u00ed que a un\u00e7\u00e3o passe a constituir um elemento sacramental para simbolizar a forma curativo-salv\u00edfica da ac\u00e7\u00e3o divina sobre o homem [Tg_5,15].
Verdade: N\u00e3o \u00e9 desconhecido na B\u00edblia o conceito de verdade como sin\u00f3nimo de sinceridade [Sl_12,2-3] [Sl_17,1] [Rm_9,1] [2Cor_7,14] [2Cor_12,6] [Ef_4,25] [Fl_1,18] [1Tm_2,7]. Mas este n\u00e3o \u00e9, nem de longe, o \u00fanico conceito b\u00edblico de verdade. No AT, verdade \u00e9, antes de mais, sin\u00f3nimo de coisa segura, firme, digna de confian\u00e7a; sin\u00f3nimo, portanto, de fidelidade e lealdade de Deus para com os homens [Dt_7,9] [Dt_32,4] [2Sm_7,28] [Is_49,7] [Sl_25,5] [Sl_25,10] [Sl_26,3] [Sl_30,10] [Sl_31,6] [Sl_54,7] [Sl_111,7-8] [Sl_119,86] [Sl_119,138] [Sl_119,142] ... e dos homens para com Deus e para com os outros homens [Gn_47,29] [Ex_18,21] [Js_2,14] [Js_24,14] [1Rs_2,4] [1Rs_3,6] [1Rs_20,3] [2Cr_31,30] [Is_38,3] [Ez_18,9]. No NT, mantendo esta refer\u00eancia \u00e0 fidelidade [Jo_3,33] [Rm_3,3] [Rm_3,7] [Rm_15,8] a no\u00e7\u00e3o de verdade adquire o sentido de plenitude da revela\u00e7\u00e3o em Cristo [Jo_1,14] [Jo_1,17] [Jo_3,21] [Jo_5,33] [Jo_8,32] [Jo_8,40] [Jo_8,44-46] [Jo_17,17-19] [Ef_4,21] [1Tm_3,15] [1Tm_6,5] [2Tm_2,18] [2Tm_4,4] [Tt_1,14]. Da\u00ed a identifica\u00e7\u00e3o da verdade com Cristo [Jo_14,6] e com o Esp\u00edrito [Jo_14,17] [Jo_15,26] [Jo_16,13] [1Jo_5,6].
Vida: A vida humana \u00e9 para a B\u00edblia um dom precioso [Dt_30,19-20] [Job_2,4] [Sl_27,13] [Ecl_11,8] [Mt_6,25] [Mt_16,26] embora fr\u00e1gil [Is_38,12] [Job_14,1] [Sl_37,36] [Sl_39,6] [Sl_144,4] [Sb_2,2] [Tg_4,14] [1Pd_1,24]. Mas \u00e9 tamb\u00e9m um dom sagrado, que tem a sua fonte no Deus \u00abvivo\u00bb [Dt_5,26] [Js_3,10] [Jr_10,10] [Dn_6,21] [Sl_42,3] [Sl_84,3] o qual \u00e9 origem e senhor de toda a vida [Gn_1,20-27] [Gn_2,7-9] [Gn_2,24] [Jr_2,13] [Jr_17,13] [Ez_18,4] [Dn_5,23] [Job_10,10-12] [Sl_36,10] [Sl_66,9] [Sl_139,13-16] [Act_17,25] [1Tm_6,13]. Deste modo, a no\u00e7\u00e3o b\u00edblica da vida \u00e9 um conceito teol\u00f3gico que ultrapassa os limites estritamente f\u00edsicos e biol\u00f3gicos: a vida \u00e9 fundamentalmente a rela\u00e7\u00e3o de comunh\u00e3o com Deus; a morte \u00e9 a ruptura dessa rela\u00e7\u00e3o com Deus [Ez_18,21-32] [Ez_33,10-16] [Hab_2,14] [Prv_2,19] [Prv_11,19] [Sl_69,29]. Isto faz com que os autores b\u00edblicos v\u00e3o intuindo a exist\u00eancia de uma vida para al\u00e9m da morte f\u00edsica [Is_53,10] [Sl_16,10-11] [Sl_49,16] [Sl_73,23-28] [Ct_8,6] intui\u00e7\u00e3o que se torna afirma\u00e7\u00e3o rotnda nos \u00faltimos livros do AT [Dn_12,2-3] [2Mac_7,23] [2Mac_7,36] [Sb_3,1] [Sb_5,15] e que \u00e9 plenamente confirmada pelo NT, onde ao substantivo \u00abvida\u00bb se junta com frequ\u00eancia o adjectivo \u00abeterna\u00bb [Mc_10,17] [Mc_10,30] [Mt_25,46] [Jo_6,51] [Jo_6,58] [Jo_8,51] [Jo_10,28] [Jo_11,25-26] [Rm_2,7] [Rm_5,21] [Gl_6,8] [1Tm_1,16] [Tt_1,2] [Tt_3,7]. Essa vida, da qual Jesus Cristo \u00e9 suprema encarna\u00e7\u00e3o e garantia [Jo_1,4] [Jo_5,26] [Jo_6,39-54] [Jo_11,25] [Jo_14,6] [1Jo_1,1-2] [Ap_1,18] antecipa-se j\u00e1 neste mundo mediante a f\u00e9 e a uni\u00e3o com Cristo [Jo_3,16] [Jo_3,36] [Jo_5,24] [Jo_6,40] [Jo_6,51-58] [Jo_10,28] [Jo_20,31] [Act_13,48] [Rm_6,4] [Rm_6,23] [Rm_8,10] [Gl_2,20] [Cl_3,3] [1Jo_5,11-13].
Vingan\u00e7a: Na B\u00edblia tem, com alguma frequ\u00eancia, o sentido positivo de restabelecimento de um direito lesado. Entendida assim, pode ser, em certos casos, l\u00edcita [Gn_4,10] [Ex_21,14] [Nm_35,21] ver [2Sm_3,27] [Jr_50,15]. Mas logo se viu que a vingan\u00e7a humana podia facilmente sair dos limites [Ex_21,12] [Dt_19,5-6] e por isso Deus foi-Se revelando como \u00fanico vingador leg\u00edtimo da justi\u00e7a ofendida [Dt_32,35] [Is_35,4] [Jr_11,20] [Jr_46,10] [Ez_25,15-17] [Na_1,2] [Hb_10,30] [Ap_18,6-8]. Em todo o caso, reprova-se a vingan\u00e7a indiscriminada [Gn_4,24] [Lv_19,18] [Prv_20,22] [Prv_24,29] e recomenda-se o perd\u00e3o [Prv_25,21-22] [Eclo_10,6] [Mt_5,38-41] [Rm_12,19-20].
Virgindade: No AT \u00e9 uma qualidade estimada - e exigida - na mulher antes do matrim\u00f3nio [Lv_21,13-14] [Dt_22,16-21]. Mas nma sociedade onde a maternidade e a descend\u00eancia constitu\u00edam uma singular b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus, n\u00e3o se apreciava a virgindade  como estado permanente [Jz_11,37] [1Sm_1,5-11] [Sl_127,3] [Sl_128,3]. Com o NT as coisas mudam. A virgindade converte-se num importante valor como an\u00fancio dos tempos escatol\u00f3gicos [Mt_22,29] [1Cor_7,26] [1Cor_7,31] como imita\u00e7\u00e3o de Jesus e Maria [Lc_1,27] [Lc_1,34] e como manifesta\u00e7\u00e3o de um amor reservado exclusivamente para Deus e para o servi\u00e7o do reino [Mt_19,12] [Lc_18,29] [1Cor_7,8] [1Cor_7,32-35].
Vi\u00favas. Viuvez: Na B\u00edblia as vi\u00favas, juntamente com os \u00f3rf\u00e3os, s\u00e3o o prot\u00f3tipo da gente d\u00e9bil e indefesa. Por isso a Lei israelita protegia-as particularmente contra toda a inj\u00faria e opress\u00e3o poss\u00edvel [Ex_22,21-23] [Dt_10,18] [Dt_24,17] [Is_1,23] [Is_10,1-2] [Jr_7,6] [Ez_22,7] [Ml_3,5] [Sl_94,6] [Mc_12,40]. Deus vela de modo especial sobre elas [Sl_68,6] [Sl_146,9] [Prv_15,25] e o mesmo devem fazer todos [Dt_14,28-29] [Dt_24,19-21] [Job_29,13] [Is_1,17] [Act_6,1] [Act_9,39] [1Tm_5,3] [Tg_1,27].
Voca\u00e7\u00e3o: (ver Miss\u00e3o) Chamamento que Deus faz, quer a todo um povo, quer a indiv\u00edduos singulares, para os encarregar de uma miss\u00e3o especial na Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o. No AT, Deus chama Israel, confiando-lhe uma miss\u00e3o iluminadora [Dt_4,1] [Dt_5,1] [Dt_6,4] [Is_43,10-12] [Is_55,3-5] [Sb_18,4] e chama tamb\u00e9m uma s\u00e9rie de personagens de entre o povo [Gn_12,1-3] [Ex_3,7-12] [Jz_6,11-24] [Jz_13,1-25] [1Sm_3,1-14] [1Sm_16,11-13] [Is_6,1-13] [Is_42,6-7] [Is_49,1-6] [Jr_1,4-10] [Ez_3,1-4] [Am_7,15]. No NT pode-se-ia falar de um chamamento de Deus a Maria [Lc_1,26-38] mas \u00e9 evidenciado, sobretudo, o chamamento que Jesus faz aos ap\u00f3stolos [Mt_4,18-22] [Mt_9,9] [Mc_3,13-18] a Paulo em particular [Act_9,1] [1Cor_15,9] [Gl_1,11-16] e a todos os homens de boa vontade [Mt_16,24] [Mc_10,21] [Lc_9,57-62] [Act_2,39]. Na realidade, a inteira comunidade crist\u00e3 primitiva percebeu imediatamente a sua exist\u00eancia como uma voca\u00e7\u00e3o [Rm_1,1] [Rm_1,7] [Rm_12,6-8] [1Cor 1,1-2] [1Cor_1,26] [1Cor_7,24] [Ef_1,4] [1Ts_1,4] [2Ts_2,13] [2Tm_1,9].
Vontade de Deus: (ver Des\u00edgnio de Deus).
Voto: Compromisso que se faz diante de Deus em ordem a realizar uma ac\u00e7\u00e3o boa, melhor que a sua contr\u00e1ria. No mundo da B\u00edblia \u00e9 valorizado muito positivamente e \u00e9 amplamente praticado [Gn_28,20-22] [Nm_21,2] [Js_6,17] [Jz_11,30-39] [1Sm_1,11] [2Sm_15,8] [Sl_132,2-5]. Estava regulado por lei [Lv_27,2-5] [Nm_30,3-16] [Dt_23,22-24] e o seu n\u00e3o cumprimento atra\u00eda a maldi\u00e7\u00e3o divina. [Ml_1,14] [Sl_50,14] [Sl_56,13] [Sl_76,12] [Ecl_5,3-5] [Eclo_18,22-23]. O voto do nazireato adquire especial notoriedade [Nm_6,1-21] [Jz_13,5-7] [Jz_16,17] [Lc_1,15] [Act_18,18] [Act_21,23].
